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Exposição inédita Revenguê destaca formato teatral da arte

Repro­dução: Rio de Janeiro — Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR) apre­sen­ta a Exposição Reven­guê. Foto: Divul­gaçāo — Divul­gaçāo

Primeiras encenações poderão ser vistas neste sábado e domingo


Pub­li­ca­do em 14/04/2023 — 06:59 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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O Museu de Arte do Rio (MAR), situ­a­do na Praça Mauá, zona por­tuária da cidade, inau­gu­ra neste sába­do (15) a mostra inédi­ta Reven­guê: uma exposição-cena, do artista visu­al, escritor e dra­matur­go car­i­o­ca Yhuri Cruz. Segun­do o curador-chefe do MAR, Marce­lo Cam­pos, o ineditismo se deve ao próprio for­ma­to teatral da exposição, que ocorre a par­tir de cenas, onde Cruz faz, jun­ta­mente com out­ros artis­tas, apre­sen­tações que vão acon­te­cer mais de uma vez durante o pro­je­to.

Novas obras serão cri­adas diante do públi­co. As primeiras ence­nações estão mar­cadas para aman­hã e domin­go (16), às 14h. As próx­i­mas ence­nações ain­da estão sendo plane­jadas, mas a ideia é ter, pelo menos, uma ence­nação a cada mês da mostra. A exposição ficará em car­taz até 1º de out­ubro, fun­cio­nan­do das 11h às 17h, de quin­ta-feira a domin­go.

“Eu definiria esse espetácu­lo como uma exposição-cena, mas tam­bém como uma mostra que encon­tra o artista com von­tade ampli­a­da de cri­ação”, comen­tou Cam­pos, que é tam­bém curador da exposição Reven­guê, ao lado de Aman­da Bonan, Jean Car­los Azu­os, Aman­da Rezende e Thayná Trindade. Ele expli­cou que a cri­ação de Yhuri Cruz envolve desen­hos, obje­tos, insta­lações e, sobre­tu­do, dra­matur­gia. “É uma exposição dra­matúr­gi­ca, con­struí­da a par­tir de um tex­to que ele escreve, que é o Reven­guê. De out­ro lado, o tex­to gera para ele uma base para as ence­nações”.

Reven­guê é uma palavra que não existe, disse Yhuri Cruz. Deri­va da palavra ingle­sa revenge, que sig­nifi­ca vin­gança. De acor­do com o artista, a história tra­ta da vin­gança da vida e da políti­ca da pre­sença. A exposição é divi­di­da em qua­tro núcleos e o públi­co se sen­tirá em uma espé­cie de are­na, com arquiban­cadas e chão ver­mel­ho, onde verá as cenas teatrais e cria­ti­vas se desen­volverem ao vivo.

Afrofuturismo

Marce­lo Cam­pos desta­cou que o artista tem usa­do o ter­mo afro­fu­tur­is­mo para a mostra. “É algo a ser pen­sa­do mes­mo: a pos­si­bil­i­dade que você tem a par­tir da ideia de futur­is­mo, que é uma ideia bran­ca, europeia, ital­iana, e ter a pre­sença de um artista negro pen­san­do assun­tos mais ampli­a­dos, em torno da cri­ação fab­u­lar, inven­tar plan­e­tas, seres, pen­sar o futuro dess­es plan­e­tas. Acho que isso define bas­tante aqui­lo que a gente tem quan­do encon­tra a cri­ação do Yhuri Cruz — uma cri­ação fab­u­lar, de situ­ações inex­is­tentes, mas pau­tadas em out­ras dis­cussões con­tem­porâneas, da vida atu­al”.

Ao lon­go dos próx­i­mos meses, a mostra rece­berá tam­bém shows e palestras. O curador-chefe do MAR afir­mou que, com essas pecu­liari­dades, a exposição vai ter sig­ni­fica­ti­vo ape­lo de públi­co. “Primeiro, porque o desen­ho da exposição con­ta com arquiban­cadas, lugares para as pes­soas sentarem. Já nesse desen­ho existe a con­cepção de recepção teatral a esse públi­co”. Por out­ro lado, chamou a atenção o fato de que a cena vai ser colo­ca­da em vídeo, que poderá ser assis­ti­do tam­bém, como se as pes­soas estivessem entran­do em uma sala de exibição. “Então, há vários cam­in­hos ali para que o públi­co pos­sa refle­tir sobre aqui­lo que está ven­do”.

Novas linguagens

A apre­sen­tação de novas lin­gua­gens e rep­re­sen­tações artís­ti­cas é um dos prin­ci­pais obje­tivos do MAR. Por isso, o dire­tor e chefe da rep­re­sen­tação da Orga­ni­za­ção dos Esta­dos Ibero-amer­i­canos (OEI) no Brasil, Raphael Cal­lou, comen­tou que como Cruz é um jovem artista car­i­o­ca que pro­duz obras que fazem sem­pre parte de uma história, traz­er o repertório de Reven­guê para o museu é garan­tir ao públi­co novas pos­si­bil­i­dades de obser­vação e reflexão do faz­er artís­ti­co. Para Cal­lou, Yhuri se desta­ca com arquiv­os da negri­tude e de sua pesquisa por meio da ence­nação e do teatro.

Des­de janeiro de 2021, o MAR é geri­do pela OEI, organ­is­mo inter­na­cional de coop­er­ação que tem na cul­tura, na edu­cação e na ciên­cia os seus focos, des­de a fun­dação em 1949. O Museu de Arte do Rio é um equipa­men­to da prefeitu­ra car­i­o­ca, em parce­ria com a Fun­dação Rober­to Mar­in­ho.

Edição: Graça Adju­to

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