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Falta de energia ainda afeta 900 mil pessoas na Grande São Paulo

No interior, mais de 6 mil pessoas estão sem luz

Guil­herme Jerony­mo — repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 13/10/2024 — 09:43
São Paulo
São Paulo (SP), 06/11/2023 - A academia Fitness funciona apenas parcialmente por causa da falta de energia após blecaute da Enel desde sexta (3) na Vila Saúde. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

No segun­do dia após forte tem­po­ral, cer­ca de 900 mil clientes con­tin­u­am sem luz ou com serviço instáv­el na Região Met­ro­pol­i­tana de São Paulo (RMSP), segun­do comu­ni­ca­do da con­ces­sionária Enel.

O Pro­con-SP anun­ciou que noti­fi­cará a empre­sa para que explique os motivos da demo­ra para resta­b­ele­cer o fornec­i­men­to, e que mon­i­to­ra relatos de prob­le­mas em cidades do inte­ri­or, aten­di­das por out­ras con­ces­sionárias, com atenção espe­cial ao fornec­i­men­to para hos­pi­tais e insta­lações médi­cas e de saúde, incluin­do residên­cias em que haja equipa­men­tos de suporte à vida.

Segun­do o gov­er­no do esta­do, no inte­ri­or, 2.668 con­sum­i­dores estão sem luz na área aten­di­da pela CPFL Paulista; 594, na da CPFL Pira­tininga; e 99, na da CPFL San­ta Cruz. Ess­es núme­ors rep­re­sen­tam 0,05% do total aten­di­do pelo grupo. Já a Elek­tro pos­sui 6 mil clientes sem ener­gia, sendo 91% dos casos reesta­b­ele­ci­dos.

O ques­tion­a­men­to do Pro­con-SP repe­tirá pedi­dos ante­ri­ores, quan­do o órgão pediu esclarec­i­men­tos sobre como a con­ces­sionária real­i­zou o atendi­men­to ao con­sum­i­dor e o aumen­to pon­tu­al das deman­das, como o fenô­meno impactou os equipa­men­tos da ENEL e quais as medi­das ado­tadas para reparos necessários à retoma­da da dis­tribuição den­tro do pra­zo reg­u­la­men­tar, além de infor­mações sobre as equipes de atendi­men­to de emergên­cia disponíveis. Tam­bém serão cobradas as medi­das estru­tu­rantes ado­tadas des­de os últi­mos apagões.

A Enel paulista infor­mou que atua com cer­ca de 1,6 mil téc­ni­cos em cam­po, inclu­sive com efe­ti­vo de out­ras con­ces­sionárias do grupo, atu­antes no Rio e no Ceará. Além da cap­i­tal, com cer­ca de 552 mil clientes impacta­dos, as cidades mais afe­tadas no momen­to são: São Bernar­do do Cam­po com 60,4 mil unidades, Cotia com 59 mil e Taboão da Ser­ra com 55,5 mil. 11% da base de clientes da empre­sa segue afe­ta­da, com pre­visões de reesta­b­elec­i­men­to que se esten­dem até quar­ta-feira (16).

Falta de água

O apagão afe­ta tam­bém a dis­tribuição de água na região. Segun­do a Sabe­sp, con­ces­sionária que dis­tribui água e cole­ta esgo­to em toda a região met­ro­pol­i­tana, no momen­to, o serviço está prej­u­di­ca­do em regiões de São Paulo, San­to André, São Bernar­do do Cam­po, Cotia e Caja­mar. A dis­tribuido­ra recomen­da uso con­tro­la­do nas áreas afe­tadas.

A prefeitu­ra de São Paulo infor­mou ter mobi­liza­do 4 mil tra­bal­hadores para zelado­ria e apoio ao tráfego, entre out­ras medi­das de recu­per­ação de áreas afe­tadas.

As chu­vas da últi­ma sex­ta-feira (11) tiver­am mais de 500 reg­istros de ocor­rên­cias, segun­do a Defe­sa Civ­il estad­ual, que con­tabi­li­zou prin­ci­pal­mente quedas de árvores. No esta­do, sete pes­soas mor­reram, sendo três em Bau­ru, duas em Cotia, uma em Diade­ma e uma na Cap­i­tal. Em Taboão da Ser­ra, cer­ca de 30 pes­soas estão desa­lo­jadas, receben­do apoio com aju­da human­itária da Defe­sa Civ­il e das equipes munic­i­pais. A prefeitu­ra de Taboão decre­tou situ­ação de emergên­cia.

Hotéis e restaurantes

A Fed­er­ação de Hotéis, Restau­rantes e Bares do Esta­do de São Paulo (Fhore­sp) infor­mou por meio de nota à impren­sa que acionará a ENEL na Justiça por ressarci­men­to de pre­juí­zos ao setor. Segun­do a enti­dade cer­ca de 250 mil esta­b­elec­i­men­tos fil­i­a­dos foram atingi­dos pelo apagão, prin­ci­pal­mente bares e restau­rantes. Em novem­bro do ano pas­sa­do, o ble­caute que atingiu a cap­i­tal de São Paulo e a região met­ro­pol­i­tana provo­cou para o setor um pre­juí­zo de R$ 500 mil­hões.

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