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Feriado do Dia da Consciência Negra leva arte e história às ruas de SP

Vários bairros da capital terão exposições, feiras e peças de teatro

Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 18/11/2025 — 13:09
São Paulo
São Paulo (SP), 14/11/2025 – Feriado do Dia da Consciência Negra tem arte e história em SP Foto: Centro Cultural de São Paulo
Repro­dução: © Cen­tro Cul­tur­al de São Paulo

O feri­ado do Dia da Con­sciên­cia Negra, nes­ta quin­ta-feira (20), é inspi­ração para diver­sas ativi­dades cul­tur­ais e educa­ti­vas em São Paulo. Exposições, feiras, peças de teatro e mui­ta história se espal­ham por vários bair­ros parte da cidade. Veja:

Expo Internacional da Consciência Negra

A Expo Inter­na­cional da Con­sciên­cia Negra ocorre nes­ta quar­ta-feira (19) e quin­ta-feira no Cen­tro Cul­tur­al São Paulo, no bair­ro Ver­gueiro.

Com o tema Afro­fu­tur­is­mo, a feira gra­tui­ta pro­move edu­cação antir­racista e afroem­preende­doris­mo.

O con­ceito do ter­mo afro­fu­tur­is­mo propõe o plane­ja­men­to de pro­je­tos futur­os que con­tam com o pro­tag­o­nis­mo negro, e que rein­ter­prete o pas­sa­do sobre uma per­spec­ti­va afro­cen­tra­da.

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O even­to tam­bém cel­e­bra as trans­for­mações soci­ais con­quis­tadas pela sociedade brasileira, prin­ci­pal­mente aque­las vin­das das comu­nidades negras, indí­ge­nas e de imi­grantes.

O CCSP fica na rua Ver­gueiro, número 1.000, na Liber­dade.

Samba, Censura e Resistência durante a Ditadura Militar

O Memo­r­i­al da Resistên­cia de São Paulo, na San­ta Ifigê­nia, recebe na quin­ta-feira, às 14h, uma roda de con­ver­sa que debate e apon­ta a cen­sura de letras de sam­ba-enre­do durante a ditadu­ra civ­il-mil­i­tar.

O encon­tro abor­da o papel históri­co do sam­ba como expressão de resistên­cia negra e pop­u­lar, além do diál­o­go sobre memória, cul­tura e liber­dade.

O even­to Sam­ba, Cen­sura e Resistên­cia durante a Ditadu­ra Mil­i­tar é uma ini­cia­ti­va con­jun­ta com a esco­la de sam­ba Casa Verde, que par­ticipou do primeiro des­file orga­ni­za­do em São Paulo, em 1968, durante o perío­do da ditadu­ra.

A Casa Verde encon­trou nos próprios arquiv­os, doc­u­men­tos orig­i­nais que com­pro­vam a cen­sura nas letras de sam­ba-enre­do.

O Memo­r­i­al da Resistên­cia fica no Largo Gen­er­al Osório, número 66, em San­ta Ifigê­nia.

Menino Mandela

Na Caixa Cul­tur­al São Paulo, local­iza­da na Praça da Sé, a pro­gra­mação espe­cial do feri­ado recebe o musi­cal Meni­no Man­dela e uma ofic­i­na de músi­cas tradi­cionais africanas.

O musi­cal apre­sen­ta uma visão da infân­cia do ex-pres­i­dente da África do Sul, Nel­son Man­dela. O líder políti­co é sím­bo­lo de luta dos negros pelo fim do apartheid e vence­dor do Prêmio Nobel da Paz.

A peça estará em car­taz de 20 a 23 e de 27 a 30 de novem­bro.

A ofic­i­na de músi­cas tradi­cionais africanas propõe uma imer­são no uni­ver­so de sons, rit­mos, danças e brin­cadeiras típi­cas do con­ti­nente africano.

Os par­tic­i­pantes terão con­ta­to com instru­men­tos tradi­cionais, como o djem­be (tam­bor da África Oci­den­tal). A vivên­cia ocorre nos dias 22 e 23 de novem­bro, sendo necessário realizar a inscrição gra­tui­ta no site da Caixa Cul­tur­al.

Casa Sítio da Ressaca

Local­iza­do no bair­ro Jabaquara, a Casa Sítio da Ressaca é um dos mais anti­gos exem­plares de arquite­tu­ra ban­deirista da cidade. A par­tir des­ta terça-feira (18) e até 23 de novem­bro, o espaço fará uma visi­ta temáti­ca sobre a pre­sença negra na história da região.

A ativi­dade Memórias de Ressaca: Pre­sença Negra e Patrimônio Vivo mostra as trans­for­mações urbanas que moldaram a região des­de as con­struções em taipa de pilão do sécu­lo 18.

A ativi­dade faz parte de um per­cur­so com o Cen­tro de Cul­turas Negras Mãe Sylvia de Oxalá e a Bib­liote­ca Paulo Duarte que, jun­tos, for­mam um com­plexo cul­tur­al ded­i­ca­do à val­oriza­ção da iden­ti­dade afro-brasileira.

O espaço fica na rua Nadra Raf­foul Mokod­si, número 3, Jabaquara.

Beco do Pinto

No Cen­tro Históri­co, o Beco do Pin­to sedi­ará uma visi­ta temáti­ca entre de hoje a domin­go (23) com a ativi­dade Pas­sagens Negras: Ras­tros e Resistên­cias no Beco do Pin­to.

O espaço se trans­for­ma em um corre­dor de memória negra, onde vestí­gios arque­ológi­cos e mar­cas do chão con­tam histórias de tra­bal­ho, deslo­ca­men­to e resistên­cia das pop­u­lações afrode­scen­dentes na São Paulo colo­nial e pós-colo­nial.

Literatura nas bibliotecas

As bib­liote­cas munic­i­pais terão con­tação de histórias Peque­nas Notáveis: Car­o­line de Jesus, da Com­pan­hia Núcleo, até dia 28 de novem­bro.

A ativi­dade procu­ra relem­brar a infân­cia de umas das vozes mais impor­tantes da lit­er­atu­ra negra brasileira.

As apre­sen­tações ocor­rem nas seguintes bib­liote­cas:

  • José Paulo Paes, na Pen­ha, no dia 18;
  • Prestes Maia, em San­to Amaro, no dia 19;
  • Raul Bopp, na Acli­mação, no dia 25;
  • Alceu Amoroso Lima, em Pin­heiros, no dia 27; e
  • Álvaro Guer­ra, em Pin­heiros, no dia 28.

 

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