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Ilu Obá de Min abre carnaval paulistano com ópera de rua

Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

Bloco se concentra às 18h na Praça da República


Pub­li­ca­do em 17/02/2023 — 07:18 Por Daniel Mel­lo — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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O blo­co Ilú Obá de Min abre hoje (17) o car­naval de São Paulo com um ópera de rua. O des­file será à noite nas ruas do cen­tro da cap­i­tal. “A gente está preparan­do o maior corte­jo da história do Ilu”, diz umas das coor­de­nado­ras do blo­co, Daiane Pet­tine sobre o espetácu­lo que tem como tema Akíkan­jú: Pen­sa­men­to e Bravu­ra, de Sueli Carneiro.

São qua­tro atos que fazem refer­ên­cia a espaços impor­tantes para a história da cul­tura negra na cidade. Um dos pon­tos de para­da será as escadarias do The­atro Munic­i­pal, onde, em 1978, foi fun­da­do o Movi­men­to Negro Unifi­ca­do. Nes­sa para­da, será lido um man­i­festo artís­ti­co e cul­tur­al a par­tir da obra da filó­so­fa e escrito­ra Sulei Carneiro, a hom­e­nagea­da deste ano.

Estará nas ruas uma bate­ria for­ma­da por 350 mul­heres, além de 50 artis­tas com per­na de pau e dançari­nos. As com­pos­i­toras do blo­co prepararam uma série de músi­cas com refer­ên­cias à vida e obra da filó­so­fa. O eixo bem da palavra iorubá akíkan­jú tem sig­nifi­ca­do que remete à bravu­ra e cor­agem de um cole­ti­vo.

“A gente enx­er­ga muito a Sueli como esse farol filosó­fi­co, de pro­je­to de mun­do, que se rela­ciona inti­ma­mente com o Ilu. É um pro­je­to que defende igual­dade de gênero, racial, igual­dade de opor­tu­nidades para as pes­soas negras deste país”, expli­ca Pet­tine sobre como a hom­e­nagem se dá na con­strução do blo­co.

A bravu­ra foi fun­da­men­tal para o Ilu, segun­do a coor­de­nado­ra, durante os três anos em que o blo­co teve que ficar fora das ruas dev­i­do à pan­demia de covid-19. “Ess­es dois anos de pan­demia, com certeza, foram um baque muio grande para todo mun­do que tra­bal­ha na cul­tura, não só pela saudade de estar na rua, fazen­do arte, ofer­e­cen­do pro­gra­mação gra­tui­ta de qual­i­dade. Mas, tam­bém, porque os artis­tas ficaram sem apoio e espaço para faz­er da vida o seu propósi­to, que é cri­ar e com­par­til­har com as pes­soas”, diz.

O Ilu Obá de Min foi fun­da­do há 18 anos por Beth Beli, Girlei Miran­da e Adri­ana Aragão. Con­tan­do, atual­mente com cer­ca de 400 inte­grantes, o blo­co tem como influên­cias diver­sas man­i­fes­tações da cul­tura afro­brasileira, como os tam­bores de can­domblé, o mara­catu, o coco, o sam­ba e o baião.

Para o des­file de hoje, o Ilu se con­cen­tra às 18h, na Praça da Repúbli­ca, e vai em direção ao Largo do Pais­sandú.

No domin­go, a con­cen­tração será às 13h, na Rua Con­sel­heiro Brotero, na San­ta Cecília, com o corte­jo seguin­do em direção ao Armazém do Cam­po, na Alame­da Eduar­do Pra­do. Haverá um espaço reser­va­do para as famílias atrás da bate­ria. “A gente quer que as famílias e as famílias pre­tas este­jam com a gente”, afir­ma Pet­tine.

Edição: Graça Adju­to

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