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IML do Rio identifica 100 dos 121 mortos na Operação Contenção

Corpos de sessenta pessoas foram liberados para sepultamento

Tâmara Freire — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 30/10/2025 — 18:11
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Familiares chegam ao Detran para se cadastrar para recinhecimento dos corpos Após resgate de dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contençao. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Insti­tu­to Médi­co Legal  (IML) do Rio de Janeiro iden­ti­fi­cou 100 dos 121 mor­tos na Oper­ação Con­tençãoTodos os cor­pos pas­saram pela necrop­sia, que é o exame detal­ha­do que rev­ela a causa e as cir­cun­stân­cias da morte, mas os lau­dos só devem ser divul­ga­dos em um pra­zo de 10 a 15 dias úteis.

Os cor­pos de sessen­ta pes­soas foram lib­er­a­dos para sepul­ta­men­to. As infor­mações foram divul­gadas por dep­uta­dos fed­erais e estad­u­ais que fiz­er­am uma diligên­cia no IML da cap­i­tal na tarde des­ta quin­ta-feira.

Os dep­uta­dos cobraram a divul­gação de uma listagem com os nomes de todos os mor­tos já iden­ti­fi­ca­dos, mas de acor­do com o dep­uta­do fed­er­al Hen­rique Vieira, a direção do IML disse que isso cabe à Sec­re­taria de Polí­cia Civ­il:

“Se já tem um número de iden­ti­fi­ca­dos e um número de lib­er­a­dos, por que isso ain­da não é públi­co? A úni­ca con­clusão é que o Secretário de Polí­cia Civ­il ain­da não autor­i­zou”

A dep­uta­da fed­er­al Talíria Petroni com­ple­men­tou: “E eles jus­ti­ficaram tam­bém que a oper­ação foi parte de uma inves­ti­gação e por isso eles não podem iden­ti­ficar os mor­tos. O que mostra que eles já têm uma pré-car­ac­ter­i­za­ção de quem são ess­es mor­tos, de que há o envolvi­men­to deles em algum crime”.

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A reportagem procurou a Polí­cia Civ­il para con­fir­mar o número de cor­pos iden­ti­fi­ca­dos e a ausên­cia de uma listagem públi­ca, mas ain­da não rece­beu respos­ta.

A comi­ti­va de par­la­mentares tam­bém cobrou que os famil­iares pos­sam ver os cor­pos antes do recol­hi­men­to pelas funerárias, como expli­cou a dep­uta­da fed­er­al Jandi­ra Feghali.

“O que mais nos chamou a atenção foi a história de um casal que teve o fil­ho decap­i­ta­do, cuja cabeça foi encon­tra­da em cima de uma árvore e eles não estavam con­seguin­do entrar para recon­hecer o cor­po. Isso é um dire­ito con­sti­tu­cional. O argu­men­to dito é que o prob­le­ma é de espaço físi­co e que a perí­cia é téc­ni­ca, e que a iden­ti­fi­cação é por papi­lo­scopia, por DNA ou por radi­ografia ortodôn­ti­ca e a família só vai ver quan­do sair no caixão. Mas nós apelam­os porque a dor das famílias é muito grande”

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