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Inmet alerta para fortes chuvas no país até 1º de janeiro

Repro­dução: © Repro­dução Twitter/Centro de Oper­ações Rio

A virada do ano deve ser de chuva em grande parte do Brasil


Pub­li­ca­do em 30/12/2021 — 12:06 Por Karine Melo — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Depois da chu­va forte causar diver­sos danos nas cidades de Lençóis, Itabuna, Car­ave­las e Ilhéus, na Bahia, e no norte de Minas Gerais, como nas cidades de Pedra Azul e Sali­nas, o Insti­tu­to Nacional de Mete­o­rolo­gia (Inmet) aler­ta sobre a condição de tem­pes­tades em parte das Regiões Sud­este e Cen­tro-Oeste até o dia 1º de janeiro de 2022.

Alerta

Segun­do o Inmet, entre a noite de quar­ta-feira (29) até a noite do dia 1º de janeiro de 2022, uma mas­sa de ar úmi­da e instáv­el dev­erá provo­car mui­ta chu­va sobre o norte, cen­tro e leste de Goiás, Dis­tri­to Fed­er­al e no noroeste de Minas Gerais, onde os totais de chu­va podem super­ar os 200 milímet­ros (mm). Além dis­so, os totais de chu­va no cen­tro, sul e leste de Minas Gerais e na Região Ser­rana e sul do Rio de Janeiro devem vari­ar entre 70 e 100 mm. Não estão descar­tadas even­tu­ais quedas de grani­zo nes­sas áreas.

Os acu­mu­la­dos de chu­va em dezem­bro de 2021 (con­sideran­do dados até a man­hã do dia 27/12) já ultra­pas­saram, e muito, a média de todo o mês. Em algu­mas Estações Mete­o­rológ­i­cas do Inmet, o mês de dezem­bro de 2021 é o mais chu­voso há pelo menos 15 (quinze anos).

Virada

A vira­da do ano deve ser de chu­va em grande parte do país, mas o cli­ma con­tin­uará quente e abafa­do. Segun­do os mete­o­rol­o­gis­tas, há grande pos­si­bil­i­dade de chu­va no Cen­tro-Oeste, Norte e Sud­este.

Histórico

O mês de dezem­bro de 2021 foi mar­ca­do por mui­ta chu­va em grande parte da Bahia e no norte de Minas Gerais e do Espíri­to San­to. O prin­ci­pal fenô­meno mete­o­rológi­co respon­sáv­el pelas chu­vas nes­sas áreas foi a Zona de Con­vergên­cia do Atlân­ti­co Sul (ZCAS). A ZCAS é um dos prin­ci­pais sis­temas mete­o­rológi­cos respon­sáveis pela reposição hídri­ca em parte do Brasil cen­tral no perío­do chu­voso e tem como car­ac­terís­ti­ca a per­sistên­cia de uma faixa de nuvens que fica, prati­ca­mente esta­ciona­da, provo­can­do mui­ta chu­va sobre as mes­mas áreas por, pelo menos, qua­tro dias con­sec­u­tivos.  Além da ZCAS, a tem­per­atu­ra da super­fí­cie do mar nos oceanos Pací­fi­co e Atlân­ti­co tam­bém con­tribuiu para poten­cializar as condições das chu­vas.

No Oceano Pací­fi­co, a atu­al tem­per­atu­ra do mar abaixo da média con­figu­ra o fenô­meno La Niña. Tec­ni­ca­mente, é chama­do de fase fria do fenô­meno El Niño – Oscilação Sul (ENOS). Atual­mente as anom­alias são da ordem de ‑1,1°C, o que define o fenô­meno como de inten­si­dade mod­er­a­da. A maio­r­ia dos mod­e­los de pre­visão ger­a­dos pelos prin­ci­pais cen­tros inter­na­cionais de Mete­o­rolo­gia, indicam uma prob­a­bil­i­dade supe­ri­or a 60% de que se man­ten­ha o fenô­meno La Niña durante o verão, poden­do atin­gir a inten­si­dade de mod­er­a­do entre os meses de dezembro/2021 e janeiro/2022.

Já no Oceano Atlân­ti­co Sul, as tem­per­at­uras da super­fí­cie do mar estiver­am em torno de 0,5°C aci­ma da média em toda a cos­ta da Região Nordeste do Brasil, favore­cen­do a manutenção e per­manên­cia da ban­da de neb­u­losi­dade da ZCAS sobre grande parte do esta­do da Bahia.

Edição: Valéria Aguiar

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