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Inmet emite alerta de chuvas fortes em quatro estados do Nordeste

Repro­dução: © Thi­a­go Sampaio/Portal Ofi­cial do Gov­er­no do Esta­do de Alagoas

Chuvas devem retornar com mais intensidade a partir de amanhã


Pub­li­ca­do em 26/05/2022 — 18:09 Por Luciano Nasci­men­to — Repórter da Agên­cia Brasil — São Luís

O Insti­tu­to Nacional de Mete­o­rolo­gia (Inmet) man­teve aler­ta hoje (26) com avi­so de chu­vas mais inten­sas a par­tir de aman­hã (27) à noite e se esten­den­do até o final de sem­ana no litoral do Nordeste, com maior inten­si­dade na Paraí­ba, em Per­nam­bu­co, no Rio Grande do Norte e em Alagoas. Segun­do o insti­tu­to, são esper­adas chu­vas que podem vari­ar de 150 a 200 milímet­ros (mm) por dia.

“Há a pre­visão de mais chu­vas, que podem vari­ar entre 150 mm e 200 mm por dia até o final de sem­ana. Elas devem retornar com mais inten­si­dade a par­tir de aman­hã, sex­ta-feira à noite se esten­den­do até o domin­go e devem nova­mente atin­gir áreas que já sofr­eram impactos nos últi­mos dias”, disse a coor­de­nado­ra ger­al de Mete­o­rolo­gia Apli­ca­da do Inmet, Már­cia Seabra, durante entre­vista cole­ti­va sobre o tema.

Des­de o iní­cio da sem­ana, ess­es esta­dos já sofrem com os impactos das chu­vas que têm cau­sa­do desas­tres como desliza­men­tos, inun­dações e rompi­men­to de bar­ra­gens. Ontem (25) o insti­tu­to já havia emi­ti­do um aler­ta de peri­go, que incluiu tam­bém Sergipe.

“Des­de a sem­ana pas­sa­da a gente começou a emi­tir notí­cias e notas sobre as condições de chu­va na Região Nordeste para os dias seguintes. Essa chu­va ficaria con­cen­tra­da prin­ci­pal­mente no leste, des­de o litoral de Alagoas até o Rio Grande do Norte e elas foram bem mais inten­sas des­de ontem”, esclare­ceu Már­cia.

Segun­do a coor­de­nado­ra, hou­ve uma ele­vação aci­ma da média na tem­per­atu­ra das águas dos oceanos que ger­ou um aumen­to na umi­dade. Essa umi­dade está sendo trans­porta­da pelos ven­tos para o con­ti­nente, o que aca­ba geran­do um grande vol­ume de chu­vas.

Diante da pre­visão de grande acu­mu­la­do de chu­vas, o Cen­tro Nacional de Geren­ci­a­men­to de Risco e Desas­tres (Cenad), respon­sáv­el pelo acom­pan­hamen­to desse tipo de situ­ação, disse que já entrou em con­ta­to com as defe­sas civis estad­u­ais e munic­i­pais e segue mon­i­toran­do o cenário.

A secretária nacional de Pro­teção e Defe­sa Civ­il sub­sti­tu­ta, Karine Lopes, afir­mou que já foi fei­ta reunião com as defe­sas civis nos esta­dos para a tro­ca de infor­mações e ante­ci­pação de pos­síveis situ­ações.

“Essas ações obje­ti­vam uma preparação dos órgãos nos esta­dos e municí­pios para que o risco seja dimin­uí­do. Esta­mos tam­bém com equipe em cam­po para com­par­til­har as infor­mações para que cheguem aos cidadãos para que eles este­jam prepara­dos em caso de ocor­rên­cia de desas­tres”, disse.

Alagoas

Em Maceió, na noite des­ta quin­ta-feira, foram reg­istradas 28 ocor­rên­cias, a maio­r­ia por desliza­men­to de ter­ra, mas sem víti­mas. Já são 75 família desa­lo­ja­dos, das quais, 5 estão em abri­go munic­i­pal.

Karine disse que a sec­re­taria já encam­in­hou uma equipe Grupo de Apoio a Desas­tres (GADE), para atendi­men­to a Maceió e demais municí­pios atingi­dos no esta­do de Alagoas. Para instru­ir os municí­pios a faz­er a gestão do desas­tre e instru­ir no pedi­do para que o gov­er­no fed­er­al recon­heça como situ­ação de emergên­cia ou calami­dade públi­ca para a lib­er­ação de recur­sos.

“Como o desas­tre está em cur­so, a gente ain­da não rece­beu nen­hu­ma solic­i­tação de apoio dos municí­pios ou do esta­do. A equipe em cam­po está acom­pan­han­do a situ­ação e nos­sa equipe aqui no Cenad está mon­i­toran­do os des­do­bra­men­tos”, disse.

Karine lem­brou que a solic­i­tação para o recon­hec­i­men­to fed­er­al de situ­ação de emergên­cia ou de calami­dade públi­ca, bem como pedi­do para a lib­er­ação de recur­sos, deve ser fei­ta pelos municí­pios por meio de um sis­tema inte­gra­do de infor­mações sobre desas­tres.

“Os municí­pios têm que estar cadastra­dos e faz­er a solic­i­tação do recon­hec­i­men­to por lá”, enfa­ti­zou.

Recomendações

O coor­de­nador-ger­al de Geren­ci­a­men­to de Desas­tres do Cen­tro Nacional de Geren­ci­a­men­to de Risco e Desas­tres (Cenad), Tia­go Moli­na Schnorr, disse que os prin­ci­pais riscos esper­a­dos são de desas­tres geológi­cos, como desliza­men­tos de ter­ra, e hidrológi­cos, como inun­dações, enx­ur­radas e alaga­men­tos. Ness­es casos é impor­tante ficar aten­to a sinais de desliza­men­tos de ter­ra como rachaduras em pare­des, incli­nação de postes e a qual­quer sinal de ele­vação do rio, de alaga­men­tos ou enx­ur­radas nas ruas.

“Se o rio tiv­er aumen­tan­do próx­i­mo de sua residên­cia sem­pre é recomen­da­do desli­gar os equipa­men­tos de ener­gia elétri­ca, a chave ger­al, encana­men­to de gás ou água. São ações impor­tantes para pro­te­ger a residên­cia de riscos adi­cionais provo­ca­dos pela invasão das águas. A recomen­dação bas­tante impor­tante é não enfrentar alaga­men­tos, enx­ur­radas e inun­dações”, aler­tou Schnorr.

O inte­grante do Cenad adverte ain­da para a importân­cia de a pop­u­lação ficar aten­ta às infor­mações divul­gadas pelas defe­sas civis locais.

“É impor­tante a pop­u­lação ficar aten­ta às recomen­dações pub­li­cadas pelos órgãos ofi­ci­ais, prin­ci­pal­mente pelas autori­dades locais, prefeitu­ra e as demais autori­dades. Aque­las infor­mações que são asserti­vas e vin­cu­ladas sem­pre no sen­ti­do de pro­te­ger a pop­u­lação”, lem­brou. “Ficar bas­tante aten­to a infor­mações pub­li­cadas em mídias soci­ais e que não são ofi­ci­ais. Muitas vezes essas infor­mações não ofi­ci­ais podem traz­er um risco adi­cional se dis­sem­i­nadas”, acres­cen­tou.

Em caso de emergên­cia, a Defe­sa Civ­il pode ser aciona­da no tele­fone 199 e os bombeiros, no 193.

A pop­u­lação tam­bém pode rece­ber men­sagens de aler­ta por SMS da Defe­sa Civ­il Nacional no celu­lar. Para isso, bas­ta cadas­trar os tele­fones celu­lares, por meio do envio de men­sagens de tex­to para o número 40199, com o CEP da região onde mora.

Além dis­so, é impor­tante ficar aten­to aos aler­tas envi­a­dos por meio de SMS, TV por assi­natu­ra e pelas redes soci­ais da Defe­sa Civ­il Nacional (@defesa civil­br) e do Inmet (twit­ter: @inmet_ | Insta­gram: @inmet.oficial).

Edição: Lílian Beral­do

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