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Médico e advogados visitam Bolsonaro antes de audiência de custódia

Superintendência da PF tem manifestação de apoiadores do ex-presidente

Daniel­la Almei­da – Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 23/11/2025 — 13:11
Brasília
Brasília (DF), 23/11/2025 - Pessoas em frente a sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Um médi­co e três advo­ga­dos de defe­sa do ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro chegaram à Super­in­tendên­cia da Polí­cia Fed­er­al, na man­hã deste domin­go (23), antes da real­iza­ção da audiên­cia vir­tu­al de custó­dia. Os profis­sion­ais não falaram com os jor­nal­is­tas que fazem plan­tão em frente ao pré­dio.

O ex-pres­i­dente foi deti­do neste sába­do (22), por vol­ta das 6h30 (horário de Brasília), por decisão do min­istro do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF), Alexan­dre de Moraes, que ale­gou pos­sív­el ten­ta­ti­va de fuga e vio­lação da tornozeleira eletrôni­ca para jus­ti­ficar a prisão pre­ven­ti­va.

Bol­sonaro foi con­duzi­do à Super­in­tendên­cia da Polí­cia Fed­er­al ontem, onde real­i­zou o exame de cor­po de deli­to, no Insti­tu­to Nacional de Crim­i­nalís­ti­ca. O exame não apon­tou quais­quer queixas do ex-pres­i­dente, que aparente­mente se encon­tra­va em esta­do nor­mal, acom­pan­hado de seu advo­ga­do durante o pro­ced­i­men­to. Des­de então, ele segue pre­so pre­ven­ti­va­mente.

Apoiadores

Na man­hã deste domin­go, cer­ca de duas dezenas de apoiadores do ex-pres­i­dente enfrentaram chu­vas esparsas para pedir a soltura de Bol­sonaro em frente à por­taria prin­ci­pal da Super­in­tendên­cia da PF, no final da asa sul, bair­ro cen­tral de Brasília.

Os man­i­fes­tantes empun­havam ban­deiras do Brasil e uma faixa que pedia aos motoris­tas que buz­i­nassem con­tra a detenção de Bol­sonaro. Uma peque­na caixa de som toca­va a canção Que País é Este?, da ban­da Legião Urbana.

O aposen­ta­do Mar­cos Moreno de Oliveira, fil­ho de um mil­i­tar da reser­va, era um dos man­i­fes­tantes. Sob uma para­da de ônibus, para se pro­te­ger da chu­va, Mar­cos disse que a prisão “foi arquite­ta­da” e que, na sua opinião, não have­ria chance de fuga, uma vez que a residên­cia do ex-pres­i­dente esta­va mon­i­tora­da por ordem judi­cial:

“Pas­sei por aqui para ver como está o movi­men­to. Estou aqui pelo meu país, defend­en­do a min­ha nação, como patri­o­ta que eu sou, brasileiro, fil­ho de mil­i­tar, ex-com­bat­ente da Segun­da Guer­ra Mundi­al.”

Ao lado Mar­cos, a aposen­ta­da San­dra Reis foi à Super­in­tendên­cia da PF acom­pan­ha­da de uma ami­ga e de seu ani­mal de esti­mação. Para ela, Jair Bol­sonaro foi pre­so injus­ta­mente. Per­gun­ta­da pela reportagem da Agên­cia Brasil sobre a vio­lação da tornozeleira eletrôni­ca, ela citou um dese­jo de liber­dade

“Acho que ele esta­va sentin­do uma angús­tia, queren­do se lib­er­tar porque é muito cha­to ficar com a tornozeleira. Não esta­va queren­do uma fuga, mas um pouco de liber­dade”, disse ela, ao admi­tir que não é jus­to ten­tar escapar dessa for­ma.

Quem viu uma opor­tu­nidade de negó­cio foi Luiz Sil­va, que tra­bal­ha como vende­dor ambu­lante nas horas vagas. Ele trouxe água e refrig­er­antes gela­dos para vender aos man­i­fes­tantes.

“Eu só aproveit­ei para vir aqui e vender bebidas. Achei que seria um movi­men­to bom, mas não está. Eu vou ficar mais um pouquin­ho, ape­nas”, disse Luiz, que preferiu não se posi­cionar politi­ca­mente.

Entenda

O ex-pres­i­dente foi pre­so pre­ven­ti­va­mente neste sába­do (22) pela Polí­cia Fed­er­al, em respos­ta a um pedi­do que solic­i­tou ao Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al a sub­sti­tu­ição da prisão domi­cil­iar pela custó­dia na Super­in­tendên­cia da PF.

O ex-pres­i­dente usou um fer­ro de sol­dar na tornozeleira eletrôni­ca que dan­i­fi­cou parte do equipa­men­to. As infor­mações estão em relatório da Sec­re­taria de Esta­do de Admin­is­tração Pen­i­ten­ciária do Dis­tri­to Fed­er­al (Seap) encam­in­hado ao Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF) jun­to a um vídeo em que o próprio Bol­sonaro admite o uso do fer­ro de sol­da moti­va­do por “curiosi­dade”.

Esta prisão pre­ven­ti­va não con­sti­tui a exe­cução da pena da con­de­nação dele a 27 anos e três meses de prisão por orga­ni­za­ção crim­i­nosa, dano qual­i­fi­ca­do ao patrimônio da União, dete­ri­o­ração de patrimônio tomba­do e ten­ta­ti­va de golpe de Esta­do.

Tra­ta-se de medi­da caute­lar ado­ta­da em razão do risco de fuga do ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro.

Bol­sonaro está aco­moda­do em uma sala de 12 met­ros quadra­dos (m²), equipa­da com cama, ar condi­ciona­do e ban­heiro e tele­visão.

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