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Metroviários encerram greve em São Paulo

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Greve começou ontem e chegou a paralisar quatro linhas do metrô


Pub­li­ca­do em 24/03/2023 — 10:57 Por Daniel Mel­lo – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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Os metro­viários decidi­ram em assem­bleia na man­hã des­ta sex­ta-feira (24) encer­rar a greve da cat­e­go­ria, ini­ci­a­da ontem (23). Os tra­bal­hadores aceitaram a pro­pos­ta do Metrô que pre­vê abono salar­i­al de R$ 2 mil, além da insti­tu­ição de um pro­gra­ma de par­tic­i­pação nos resul­ta­dos ref­er­ente a 2023 com paga­men­to em 2024. Os fun­cionários da estatal estad­ual reivin­di­cavam rece­ber essa par­tic­i­pação retroa­t­i­va aos anos de 2020, 2021 e 2022.

Na quin­ta-feira, a greve chegou a inter­romper com­ple­ta­mente a oper­ação das lin­has Azul, Verde, Ver­mel­ha e Pra­ta. Os tra­bal­hadores pro­puser­am que o serviço fos­se man­ti­do, mas com lib­er­ação das catra­cas para a pop­u­lação. Em car­ta encam­in­ha­da aos metro­viários, a empre­sa disse que aceitaria abrir as catra­cas para sus­pender a greve. O gov­er­nador Tar­cí­sio de Fre­itas usou as redes soci­ais para demon­strar apoio à ideia.

Liberação das catracas

No entan­to, ao mes­mo tem­po em que se man­i­fes­tavam favo­rav­el­mente à sus­pen­são da cobrança das tar­i­fas, o gov­er­no do esta­do e o Metrô pedi­ram ao Tri­bunal Region­al do Tra­bal­ho, via man­da­do de segu­rança, que a Justiça proibisse a adoção da medi­da.

O pedi­do foi aceito e deferi­do pelo desem­bar­gador plan­ton­ista Ricar­do Apos­toli­co Sil­va, que proibiu a lib­er­ação das catra­cas e estip­u­lou que 80% dos metro­viários tra­bal­has­sem durante a greve, nos horários de pico.

À noite, em out­ra decisão, a juíza do Tri­bunal Region­al do Tra­bal­ho de São Paulo (TRT-SP) Eliane Apare­ci­da da Sil­va Pedroso autor­i­zou que o serviço fun­cionasse sem cobrança de pas­sagens. Mes­mo assim, a medi­da não foi ado­ta­da.

Ponto facultativo

O gov­er­nador Tar­cí­sio de Fre­itas e o prefeito da cap­i­tal paulista, Ricar­do Nunes, dec­re­taram pon­to fac­ul­ta­ti­vo nas repar­tições públi­cas estad­u­ais da cap­i­tal paulista e região met­ro­pol­i­tana nes­ta sex­ta-feira.

Ain­da ontem, no final do dia, o metrô reto­mou a oper­ação par­cial das lin­has 1‑Azul, 2‑Verde e 3‑Vermelha.

Propostas

Durante a assem­bleia que encer­rou a greve, a pres­i­den­ta do Sindi­ca­to dos Metro­viários de São Paulo, Cami­la Lis­boa, disse que a pro­pos­ta do gov­er­no era ruim, mas que a mobi­liza­ção perde­ria força se con­tin­u­asse pelo fim de sem­ana.

“Essa pro­pos­ta é um desre­speito com a cat­e­go­ria que tra­bal­hou durante a pan­demia, que está sofren­do nas estações com pouquís­si­mos fun­cionários. É um desre­speito. A gente merece muito mais do que isso”, disse.

O Min­istério Públi­co do Tra­bal­ho (MPT) fez uma pro­pos­ta inter­mediária, que sug­e­ria o paga­men­to do val­or de R$ 2,5 mil de abono por tra­bal­hador, por ano, de 2020 a 2022, o can­ce­la­men­to de punições, a garan­tia de não retal­i­ação aos gre­vis­tas e a ausên­cia de descon­tos dos dias para­dos.

O Metrô e o gov­er­no de São Paulo, entre­tan­to, man­tiver­am na mesa ape­nas o paga­men­to de um úni­co abono salar­i­al de R$ 2 mil . Diante do impasse, Cami­la Lis­boa disse que via pouco espaço para nego­ci­ação.

“O ambi­ente de nego­ci­ação durante a greve não está existin­do ou foi muito insu­fi­ciente”, disse durante a assem­bleia.

Retorno imediato

A recomen­dação do sindi­ca­to é que os tra­bal­hadores retornem ime­di­ata­mente ao tra­bal­ho. Em nota, a empre­sa diz que vai retomar 100% da oper­ação.

Edição: Denise Griesinger

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