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MP do Rio denuncia mais dois policiais por mortes no Jacarezinho

Repro­dução: © Divul­gação/MP-RJ

Eles são acusados de matar dois homens


Pub­li­ca­do em 06/05/2022 — 08:21 Por Vitor Abdala — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O Min­istério Públi­co do Rio de Janeiro (MPRJ) denun­ciou mais dois poli­ci­ais civis por assas­si­natos cometi­dos durante ação na favela do Jacarez­in­ho, em maio de 2021. Segun­do o MPRJ, os agentes, cujos nomes não foram rev­e­la­dos, são acu­sa­dos de matar dois home­ns feri­dos — Richard Gabriel da Sil­va Fer­reira e Isaac Pin­heiro de Oliveira — que se escon­der­am em uma casa na comu­nidade.

Dois poli­ci­ais civis entraram na casa e mataram Richard e Isaac com vários dis­paros. Ain­da de acor­do com a denún­cia, não havia nen­hum refém com Richard e Isaac e eles tam­pouco resi­s­ti­ram aos poli­ci­ais. Mes­mo assim, foram mor­tos. A perí­cia teria com­pro­va­do que não hou­ve tro­ca de tiros den­tro da casa.

Os poli­ci­ais civis tam­bém foram denun­ci­a­dos por fraude proces­su­al e por for­jar o cenário do crime, porque apre­sen­taram à del­e­ga­cia pis­to­las e uma grana­da com uma ale­gação fal­sa de que estavam com as víti­mas.

A denún­cia foi fei­ta pela Força-Tare­fa do Jacarez­in­ho, cri­a­da logo após a oper­ação poli­cial que ter­mi­nou com a morte de 28 pes­soas, entre elas, um poli­cial na comu­nidade da zona norte da cidade do Rio.

Outras denúncias

Out­ras duas denún­cias foram ofer­e­ci­das pela força-tare­fa. Uma con­tra dois poli­ci­ais civis pelo homicí­dio de Omar Pereira da Sil­va, que tam­bém foi mor­to depois de já estar encur­ral­a­do.  E out­ra con­tra dois sus­peitos de inte­grar a quadrilha que dom­i­na a ven­da de dro­gas na favela, pelo assas­si­na­to do inspetor André Leonar­do de Mel­lo Frias e por 11 ten­ta­ti­vas de homicí­dios con­tra poli­ci­ais.

Dez pro­ced­i­men­tos de inves­ti­gação foram arquiv­a­dos porque o MPRJ não encon­trou evidên­cias capazes de indicar a práti­ca de crimes por parte de poli­ci­ais. Essa foi a últi­ma denún­cia ofer­e­ci­da pela força-tare­fa, que encer­rou suas ativi­dades.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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