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Mulheres ocupam Centro do Rio e homenageiam Marielle em ato 8M

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Entre as principais pautas, o fim do feminicídio e igualdade de renda


Pub­li­ca­do em 08/03/2023 — 21:55 Por Rafael Car­doso — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Mul­heres de cen­trais sindi­cais, movi­men­tos e orga­ni­za­ções da sociedade civ­il fiz­er­am nes­ta quar­ta-feira (8) uma man­i­fes­tação no Cen­tro do Rio de Janeiro pelo Dia Inter­na­cional da Mul­her. O ato, chama­do de 8M, em refer­ên­cia à data históri­ca, levan­tou difer­entes pau­tas rela­cionadas aos dire­itos das mul­heres, como o fim do fem­i­nicí­dio, igual­dade de emprego e ren­da, legal­iza­ção do abor­to, esco­las e crech­es gra­tu­itas e políti­cas para com­bat­er a fome. A con­cen­tração acon­te­ceu em frente à igre­ja da Can­delária no fim da tarde, de onde todas seguiram em mar­cha até a Cinelân­dia.

Um dos destaques nos car­tazes e gri­tos de protesto foram as hom­e­na­gens à vereado­ra Marielle Fran­co. No próx­i­mo dia 14, com­ple­tam cin­co anos do assas­si­na­to dela e do motorista Ander­son Gomes. As mul­heres lem­braram a atu­ação da vereado­ra em defe­sa das pau­tas fem­i­nistas, antir­racis­tas e dos dire­itos dos gru­pos LGBTQIA+. Além de cobrarem uma solução para o crime, destacaram a importân­cia de cel­e­brar a memória de Marielle, que virou inspi­ração para que as mul­heres ocu­pem mais espaços de poder.

“A gente não fala mais de 8 de Março sem falar de 14 de Março. O meu últi­mo encon­tro com Marielle Fran­co foi no dia 8 de Março, nas ruas, lá em 2018. E depois veio aque­la trág­i­ca notí­cia da morte dela, do assas­si­na­to políti­co. A gente já apren­deu que pre­cisa tra­bal­har todo mun­do jun­to para que as mul­heres par­ticipem da políti­ca com qual­i­dade. Isso é hon­rar tam­bém o lega­do de Marielle”, disse a vereado­ra Thais Fer­reira (Psol).

Rio de Janeiro (RJ), 08/03/2023 - Mulheres fazem passeata no Dia Internacional da Mulher - 8M, por direitos e contra a violência e o feminicídio, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Repro­dução: Mul­heres fazem passea­ta no Dia Inter­na­cional da Mul­her — 8M, por dire­itos e con­tra a vio­lên­cia e o fem­i­nicí­dio, no cen­tro da cidade. Foto: Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil — Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Como expressão de uma luta históri­ca, o ato reuniu mul­heres de difer­entes idades. A fun­cionária públi­ca Maria Tere­sa Sil­veira, de 72 anos, par­tic­i­pa há décadas do 8 de março. E a pre­ocu­pação é tan­to garan­tir a manutenção dos dire­itos con­quis­ta­dos como brigar para que as próx­i­mas ger­ações ten­ham uma sociedade ain­da mais igual­itária.

“As mul­heres que tra­bal­ham nas fave­las, nos sindi­catos, nas uni­ver­si­dades vêm lutan­do para que a gente con­quiste coisas mel­hores na vida. Nos­sas cri­anças estão aí, sem esco­la, sem aula, sem pro­fes­sores, sem meren­da, porque o gov­er­no ante­ri­or tirou tudo da gente. Nós pre­cisamos inve­stir na edu­cação e con­tin­uar na luta”.

Cris­tiane Malun­go, ped­a­goga de 50 anos, cele­brou a diver­si­dade da man­i­fes­tação e desta­cou a neces­si­dade de con­tin­uar nas ruas para estim­u­lar mais mul­heres a par­tic­i­par dos cole­tivos fem­i­nistas.

“Estar aqui de novo, nas ruas, com mul­heres tão diver­sas, pre­tas, bran­cas, da classe tra­bal­hado­ra, dos sindi­catos e uni­ver­si­dades. Sig­nifi­ca que a gente nun­ca parou. A gente sem­pre foi resistên­cia. E o ato públi­co faz com que as nos­sas pau­tas e reivin­di­cações tam­bém pos­sam tomar as ruas e os ouvi­dos de tan­tas mul­heres. Algu­mas que estão pas­san­do de ônibus aqui, que sofrem essas dores, mas que talvez não ten­ham ain­da a dimen­são do que é a luta fem­i­nista”.

Edição: Marce­lo Brandão

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