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Museu do Ipiranga recebe visita de diplomatas

Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

Prédio foi reinaugurado no dia 7 de setembro


Pub­li­ca­do em 28/10/2022 — 16:51 Por Lud­mil­la Souza — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Rep­re­sen­tantes do cor­po con­sular de São Paulo estiver­am hoje (28) no novo Museu do Ipi­ran­ga para uma visi­ta guia­da. A vis­i­tação mostrou as novi­dades implan­tadas em setem­bro com a rein­au­gu­ração, após nove anos de fechamen­to.

A comi­ti­va que vis­i­tou o museu foi com­pos­ta por rep­re­sen­tantes de Ango­la, Bél­gi­ca, Canadá, Cor­eia, Colôm­bia, Cabo Verde, Chipre, Equador, Egi­to, Gabão, Jordâ­nia, França, Índia, Irlan­da, Israel, Hun­gria, Lituâ­nia, Norue­ga, Lux­em­bur­go, Mal­ta, Méx­i­co, Moldávia, Moçam­bique, Myan­mar, Namíbia, San Mari­no, Panamá, Paraguai, País­es Baixos, Peru, São Cristóvão e Neves, Sué­cia, Suíça, Sudão, Uruguai e Japão.

A côn­sul da Geór­gia, país local­iza­do na Europa Ori­en­tal, se disse impres­sion­a­da com um quadro de Pedro Améri­co. “O quadro é mar­avil­hoso, onde o artista [desen­ha] o gri­to da inde­pendên­cia, a gente tem von­tade de ficar lá o dia todo admi­ran­do”, disse Car­men Ruette. Ela citou a pin­tu­ra “Inde­pendên­cia ou Morte” do artista brasileiro Pedro Améri­co. Na obra, ele eterni­zou o que teria sido o mar­co do fim da col­o­niza­ção por­tugue­sa no Brasil.

Ruette acres­cen­tou a importân­cia da ini­cia­ti­va. “Temos que man­ter o patrimônio e a história do Brasil reg­istra­da em um lugar como esse, e a ini­cia­ti­va de traz­er os côn­sules e mostrar para vários país­es o novo Museu foi muito impor­tante”, salien­tou.

Visita guiada com representantes do corpo consular de São Paulo no Museu do Ipiranga.
Repro­dução: Diplo­matas de 36 país­es vis­i­taram o Museu do Ipi­ran­ga. — Rove­na Rosa/Agência Brasil

O côn­sul-hon­orário da Repúbli­ca da Moldávia, local­iza­da no leste da Europa, desta­cou a maque­te da cidade de São Paulo como a mais rel­e­vante para ele. “São muitas as obras que impres­sion­am, mas a maque­te de São Paulo do iní­cio do sécu­lo pas­sa­do, que mostram as luzes que desta­cam o Largo do São Fran­cis­co e out­ros pon­tos, achei lin­da, mas todo o museu é mar­avil­hoso”, afir­mou Flavio Mendes Bitel­man.

A maque­te que Bitel­man bus­ca repro­duzir a cidade de São Paulo em 1841. Foi pro­je­ta­da e mod­e­la­da em ges­so de 1920 a 1922 pelo artista holandês Hen­rique Bakkenist. Ela tem seis met­ros de com­pri­men­to e cin­co de largu­ra e foi encomen­da­da para cel­e­brar o cen­tenário da Inde­pendên­cia do Brasil, em 1922.

Já o côn­sul-ger­al de Israel disse que “este museu é impres­sio­n­ante, já vi muitos museus no mun­do, mas esse é um dos mais impres­sio­n­antes que vi em muito tem­po”, disse Rafael Erdre­ich.

Ele desta­cou a infraestru­tu­ra do museu. “É muito par­tic­u­lar a infraestru­tu­ra. Os detal­h­es arquitetôni­cos deste edifí­cio são impres­sio­n­antes. Ele­men­tos como estes, com água dos rios do Brasil, são ver­dadeira­mente uma óti­ma ideia. Pude ver o que eu não con­hecia antes sobre São Paulo e a chega­da dos por­tugue­ses no Brasil”, con­fes­sou.

O côn­sul desta­cou ânforas de cristal com líqui­do reti­ra­do de alguns dos prin­ci­pais rios brasileiros, dis­postas nas escadarias de már­more do saguão prin­ci­pal do Museu do Ipi­ran­ga.

Há amostras dos rios Par­naí­ba, Tocan­tins, Paraí­ba, Madeira, Car­i­o­ca, Paraná, Negro, Capibaribe, São Fran­cis­co, Paraguai, Ama­zonas, Uruguai, Jaguaribe, Pira­nhas-Açu, Doce e Tietê.

Visita

O embaix­ador Affon­so Mas­sot, secretário exec­u­ti­vo de Relações Inter­na­cionais do gov­er­no de São Paulo, comen­tou a razão da visi­ta guia­da.

“O obje­ti­vo foi pro­por­cionar ao cor­po con­sular uma visi­ta a este museu, que é extrema­mente espe­cial, porque ele foi con­struí­do na déca­da de 80 do sécu­lo 19, às mar­gens do rio onde foi procla­ma­da a Inde­pendên­cia do Brasil. Estes atos são impor­tantes, sobre­tu­do, a par­tic­i­pação do cor­po con­sular para que a gente ten­ha opor­tu­nidade de ver uma obra que qual­i­fi­cou muito o esta­do de São Paulo. Este museu se insere no mar­co dos grandes museus brasileiros, de modo que é impor­tante que os estrangeiros, ess­es côn­sules que rep­re­sen­tam out­ros país­es, pos­sam vê-lo e admi­rar boa parcela da nos­sa história con­tem­porânea”, expli­cou Mas­sot.

Vice-dire­tor do museu, o pro­fes­sor Amân­cio Jorge de Oliveira desta­cou a relação das obras e exposições do museu com out­ros país­es. “A pin­tu­ra de Pedro Améri­co foi fei­ta na Europa, toda a museografia é inspi­ra­da muito nos pin­tores e artis­tas europeus, então temos essa relação, mas não só isso, tam­bém temos nas exposições mui­ta relação com a her­ança africana na cul­tura brasileira porque a exposição não é só sobre a inde­pendên­cia, mas tam­bém sobre as mino­rias, sobre­tu­do, os negros e a comu­nidade indí­ge­na, a relação com essas comu­nidades é total, sem con­tar Por­tu­gal, com quem temos uma relação espe­cial”, enfa­ti­zou.

Museu

O Museu Paulista da Uni­ver­si­dade de São Paulo, mais con­heci­do como Museu do Ipi­ran­ga, foi rein­au­gu­ra­do no dia 7 de setem­bro deste ano como parte das comem­o­rações pelo bicen­tenário da inde­pendên­cia do Brasil. A expec­ta­ti­va com a nova estru­tu­ra é que de 900 mil a um mil­hão de pes­soas vis­item o pré­dio todos os anos.

Com o novo espaço cri­a­do — 7 mil m² de área útil — o edifí­cio gan­hou entra­da integra­da ao Jardim Francês, bil­hete­ria, café, loja, auditório para 200 pes­soas, espaços e salas para atendi­men­to educa­ti­vo, e uma grande sala de exposições tem­porárias, com 900 m².

No edifí­cio mon­u­men­to foram real­iza­dos reparos em todos os detal­h­es da arquite­tu­ra, incluin­do 7,6 mil m² das facha­da que, pela primeira vez, pas­saram por limpeza, deca­pagem, recu­per­ação dos orna­men­tos, apli­cação de arga­mas­sa, trata­men­to de trin­cas e  pin­tu­ra.

O cus­to da obra foi de R$ 235 mil­hões, ban­ca­dos em sua maior parte pela ini­cia­ti­va pri­va­da, com a par­tic­i­pação do gov­er­no fed­er­al ‑por meio da Lei Rouanet — e com recur­sos do gov­er­no do esta­do de São Paulo.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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