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Painel Conserva Flora facilita acesso à flora ameaçada de extinção

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Projeto visa a conservação da biodiversidade


Pub­li­ca­do em 09/06/2023 — 14:41 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Desen­volvi­do no âmbito do pro­gra­ma Pró-Espé­cies: todos con­tra a extinção, o painel Con­ser­va Flo­ra, do Insti­tu­to de Pesquisas Jardim Botâni­co do Rio de Janeiro, facili­ta para pesquisadores e o públi­co em ger­al o aces­so a dados da flo­ra brasileira ameaça­da de extinção, que englo­ba quase 7,5 mil espé­cies.

O Pró-Espé­cies é um pro­je­to coor­de­na­do pelo Min­istério do Meio Ambi­ente e Mudança do Cli­ma. Ele foi lança­do em 2018, finan­cia­do pelo Fun­do Glob­al para o Meio Ambi­ente e imple­men­ta­do pelo Fun­do Brasileiro para a Bio­di­ver­si­dade (Fun­bio). A agên­cia execu­to­ra é o WWF-Brasil.

Ago­ra em jun­ho, mês mar­ca­do pela comem­o­ração do Dia Mundi­al do Meio Ambi­ente (dia 5), o Jardim Botâni­co desta­ca que o painel Con­ser­va Flo­ra fun­ciona como uma medi­da impor­tante para pro­teção e con­ser­vação da bio­di­ver­si­dade do plan­e­ta.

O painel foi orga­ni­za­do de for­ma a tornar o proces­so de bus­ca mais sim­ples para todos os inter­es­sa­dos. Há fil­tros que incluem bio­ma de ocor­rên­cia, unidades de con­ser­vação (UC), origem da espé­cie, tipo de veg­e­tação, for­ma de vida, habi­tat e esta­dos brasileiros.

Consultas

O Jardim Botâni­co recebe deman­das de alunos para real­iza­ção de tra­bal­hos esco­lares e pes­soas que iden­ti­fi­cam espé­cies difer­entes nas próprias casas, além de aten­der solic­i­tações de min­istérios, agên­cias e out­ros órgãos gov­er­na­men­tais. Por isso, a coor­de­nado­ra-ger­al do Cen­tro Nacional de Con­ser­vação da Flo­ra (CNCFlo­ra) do jardim, Thais Laque, afir­ma que a disponi­bi­liza­ção de dados é fun­da­men­tal para facil­i­tar as con­sul­tas.

O painel foi disponi­bi­liza­do em out­ubro do ano pas­sa­do. Segun­do Thais, o desafio ago­ra é faz­er a avali­ação do esta­do de con­ser­vação das mais de 40 mil espé­cies botâni­cas nati­vas cat­a­lo­gadas no Brasil.

“Ain­da não con­hece­mos o esta­do de con­ser­vação de mais de 30 mil espé­cies botâni­cas”, diz ela. Daí a importân­cia de fomen­tar e inve­stir em pesquisa e pro­je­tos que pro­por­cionem avanços nesse tra­bal­ho de avali­ação do risco de extinção da flo­ra”, expli­ca.

Diretrizes

O proces­so de avali­ação do esta­do de con­ser­vação de espé­cies segue dire­trizes da União Inter­na­cional para Con­ser­vação da Natureza (IUCN) uti­lizadas em todo o mun­do.

Thais infor­ma que, para faz­er a avali­ação, é impre­scindív­el saber dados robus­tos sobre as espé­cies, entre os quais quem cole­tou, quan­do e em que lugar. A par­tir daí, os avali­adores podem ger­ar o polí­gono de ocor­rên­cia e encam­in­har a análise reunin­do infor­mações como dados biológi­cos, dados pop­u­la­cionais e prin­ci­pais vetores de ameaças, entre os quais fogo, urban­iza­ção, agri­cul­tura e pastagem. Só assim é pos­sív­el definir a cat­e­go­ria em que a espé­cie se encon­tra. Por exem­p­lo, se ela está em peri­go, vul­neráv­el, menos pre­ocu­pante, quase ameaça­da ou com dados insu­fi­cientes.

Até 2020, a coor­de­nado­ra recor­da que o Brasil avali­a­va, em média, 600 espé­cies por ano. O méto­do de análise está sendo apri­mora­do, o que con­tribui para ele­var o número de avali­ações efe­ti­vadas por ano, com obje­ti­vo de alcançar o total da flo­ra brasileira nati­va com risco de extinção. Ela acred­i­ta que, muito em breve, 100% da flo­ra brasileira estarão com o sta­tus atu­al­iza­do.

Ação conjunta

O Con­ser­va Flo­ra inte­gra uma das ações do Jardim Botâni­co no âmbito do Pro­je­to Pró-Espé­cies, que visa ado­tar ações de pre­venção, con­ser­vação, mane­jo e gestão que pos­sam min­i­mizar as ameaças e o risco de extinção de espé­cies, espe­cial­mente 290 ameaçadas, em con­jun­to com 13 esta­dos brasileiros — Maran­hão, Bahia, Pará, Ama­zonas, Tocan­tins, Goiás, San­ta Cata­ri­na, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espíri­to San­to.

O pro­je­to visa com­preen­der o esta­do de con­ser­vação da bio­di­ver­si­dade brasileira, que é o pon­to de par­ti­da para reduzir o risco de extinção das espé­cies e garan­tir a sobre­vivên­cia delas.

Thais reforça que a bio­di­ver­si­dade não se sus­ten­ta de for­ma iso­la­da. “Todos têm papel fun­da­men­tal. Se, por exem­p­lo, um inse­to é extin­to e desa­parece, out­ra espé­cie pas­sa a ter risco. Todas as inter­ações são fun­da­men­tais para o fun­ciona­men­to de um ecos­sis­tema”, aler­ta.

Ela sus­ten­ta que, quan­do se tira uma peça, algo fica em dese­qui­líbrio. Não impor­ta se é uma árvore ou gramínea [erva]. A coor­de­nado­ra defende que “todos pre­cisam estar em esta­do pleno para a manutenção da bio­di­ver­si­dade”.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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