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Parada do Orgulho LGBTI+ do Rio celebra 30 anos e reforça visibilidade

Marcha levou as cores do arco-íris para orla de Copacabana

Bruno de Fre­itas Moura – Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 23/11/2025 — 18:10
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ0, 23/11/2025 - Parada do Orgulho LGBTI+ do Rio celebra 30 anos e reforça visibilidade. Foto: Lara Souza/Divulgação
Repro­dução: © Lara Souza/Divulgação

Ape­sar do dia nubla­do, não fal­tou vibração na orla de Copaca­bana na tarde deste domin­go (23). A Aveni­da Atlân­ti­ca e as areias da pra­ia mais famosa do Brasil foram pal­co para a 30ª edição da Para­da do Orgul­ho LGBTI+ (lés­bi­cas, gays, bis­sex­u­ais, trav­es­tis, tran­sex­u­ais e trans­gêneros, inter­sex­u­ais e out­ras iden­ti­dades de gênero e ori­en­tações sex­u­ais).

Além da tradi­cional men­sagem de vis­i­bil­i­dade LGBTI+, respeito e con­tra o pre­con­ceito, a mar­cha cele­brou os 30 anos da para­da mais anti­ga do país.

Em meio à agi­tação pro­por­ciona­da pelos trios elétri­cos, uma cena hom­e­na­geou a primeira para­da brasileira: den­tro de um car­ro ver­mel­ho, duas drag queens lem­braram as per­son­agens que abri­ram a mar­cha de 1995, tam­bém den­tro de um veícu­lo con­ver­sív­el.

Leia aqui: Há 30 anos, mar­cha no Rio inau­gu­ra­va paradas do orgul­ho LGBT no Brasil

Out­ra refer­ên­cia dire­ta ao mar­co de 30 anos era o ativista Cláu­dio Nasci­men­to, um dos pre­sentes em Copaca­bana naque­le ano de 1995, então com 23 anos.

Hoje ele é pres­i­dente do Grupo Arco-Íris de Cidada­nia LGBTI+, enti­dade da sociedade civ­il que orga­ni­za a para­da des­de a primeira edição.

“É um momen­to glo­rioso para nós. Esta­mos muito emo­ciona­dos”, disse à Agên­cia Brasil.

Rio de Janeiro (RJ0, 23/11/2025 - Parada do Orgulho LGBTI+ do Rio celebra 30 anos e reforça visibilidade. Cláudio Nascimento, presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+. Foto: Tuany Faria/Divulgação
Repro­dução: : Cláu­dio Nasci­men­to, pres­i­dente do Grupo Arco-Íris par­ticipou da primeira mar­cha, há 30 anos — Tuany Faria/Divulgação

Ele apon­ta que durante os 30 anos de resistên­cia, a para­da do Rio de Janeiro se con­funde com a história das con­quis­tas por dire­itos da comu­nidade LGBTI+.

“Nós lid­er­amos movi­men­tos pela crim­i­nal­iza­ção da LGBTI­fo­bia em várias cam­pan­has que real­izamos, tive­mos tam­bém o casa­men­to civ­il igual­itário com uma pau­ta extrema­mente estratég­i­ca para nos­sa luta e con­quis­ta­mos”, ressaltou.

Segun­do ele, a mar­cha car­i­o­ca influ­en­ciou mais de 400 paradas que são real­izadas atual­mente no país.

Mensagem “cirúrgica”

Os orga­ni­zadores da 30º Para­da do Orgul­ho LGBTI+ afir­mam que o movi­men­to tem sem­pre uma men­sagem “cirúr­gi­ca”, ou seja pon­tu­al e especí­fi­ca.

Real­iza­da no dia seguinte ao fim da 30ª Con­fer­ên­cia das Nações Unidas sobre Mudança do Cli­ma (COP30), real­iza­da em Belém, a para­da deste ano teve o tema: 30 anos fazen­do história: das primeiras lutas pelo dire­ito de exi­s­tir à con­strução de futur­os sus­ten­táveis.

“Temos que estar sem­pre pre­ocu­pa­dos e pre­ocu­padas em pro­duzir men­sagens que pos­sam apon­tar cam­in­hos para o nos­so futuro”, jus­ti­fi­ca Cláu­dio Nasci­men­to.

“O futuro pre­cisa ser diver­so, plur­al, pre­cisa incor­po­rar as dis­cussões de sus­tentabil­i­dade ambi­en­tal, com­preen­der questões especí­fi­cas da agen­da de lés­bi­cas, agen­da de pes­soas trans, da agen­da de pes­soas com defi­ciên­cia, de famílias, de pes­soas idosas”, com­ple­ta o orga­ni­zador.

Artistas e serviços

Os trios elétri­cos ofer­e­ce­r­am ao públi­co a per­for­mance de DJs e artis­tas como Daniela Mer­cury, Grag Queen, Are­tuza Lovi, Diego Mar­tins e Diego Mar­tins. Hou­ve ain­da espaço para cer­ca de 100 artis­tas da comu­nidade LGBTI+ car­i­o­ca.

Além da mis­tu­ra de rit­mos e agi­tação teve espaço para mobi­liza­ção, ori­en­tação e prestação de serviços rela­ciona­dos à saúde e dire­itos da pop­u­lação LGBTI+.

Ten­das ofer­e­ci­am infor­mações sobre pre­venção de infecções sex­ual­mente trans­mis­síveis (IST), dis­tribuição de preser­v­a­tivos e mate­r­i­al educa­ti­vo.

O even­to teve apoio da prefeitu­ra do Rio de Janeiro, do gov­er­no estad­ual e do aplica­ti­vo de rela­ciona­men­to LGBTI+ Grindr.

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