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PF faz operação contra caça de mico-leão-dourado no RJ

Repro­dução: © Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Armadilhas para captura foram observadas em área de proteção ambiental


Pub­li­ca­do em 01/03/2024 — 10:56 Por Vini­cius Lis­boa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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A Polí­cia Fed­er­al (PF) e o Insti­tu­to Brasileiro do Meio Ambi­ente e dos Recur­sos Nat­u­rais Ren­ováveis (Iba­ma) defla­graram nes­ta sex­ta-feira (1) oper­ação para com­bat­er a caça ile­gal de micos-leões-doura­dos em reser­vas de mata atlân­ti­ca no Rio de Janeiro, seu úni­co habi­tat na natureza.

A Oper­ação Anhangá se baseia em inves­ti­gações que tiver­am iní­cio em novem­bro de 2023, quan­do foram encon­tradas armadil­has para cap­tura dess­es ani­mais em área de pro­teção ambi­en­tal fed­er­al na cidade de Rio Boni­to, que fica no este da região met­ro­pol­i­tana.

Ao divul­gar a oper­ação, a PF ressalta que as cidades flu­mi­nens­es de Rio Boni­to, Sil­va Jardim e Casimiro de Abreu são as úni­cas áreas de ocor­rên­cia do mico-leão-doura­do na natureza.

Mandados

Os poli­ci­ais fed­erais bus­cam cumprir três man­da­dos de bus­ca e apreen­são na cidade de Magé, tam­bém na região met­ro­pol­i­tana da cap­i­tal flu­mi­nense. As ordens foram expe­di­das pela 2ª Vara Fed­er­al de Niterói.

Os inves­ti­ga­dos vão respon­der pela caça, o trans­porte clan­des­ti­no, a manutenção dos ani­mais em cativeiro, os maus-tratos e a recep­tação qual­i­fi­ca­da. A PF acres­cen­ta que pode haver aumen­to de pena, porque o crime é decor­rente de caça profis­sion­al e prat­i­ca­do con­tra espé­cie ameaça­da de extinção.

A Justiça deter­mi­nou ain­da que seja feito mon­i­tora­men­to eletrôni­co dos sus­peitos e tam­bém proibiu que ten­ham aces­so ou fre­quên­cia a unidades de con­ser­vação e seu entorno.

Símbolo da fauna brasileira

Os esforços para pro­te­ger o mico-leão-doura­do tiver­am iní­cio na déca­da de 1970, com os primeiros estu­dos e ini­cia­ti­vas para pro­te­ger a espé­cie, e têm sur­tido efeito nos últi­mos anos.

Uma pesquisa divul­ga­da no ano pas­sa­do pela Asso­ci­ação Mico-Leão-Doura­do indi­cou que o número de ani­mais no Rio de Janeiro quase dobrou de 2019 para 2023, pas­san­do de 2,5 mil para 4,8 mil.

Um dos sím­bo­los da fau­na brasileira e hom­e­nagea­do na nota de R$ 20, o mico-leão-doura­do é um ani­mal pequeno, medin­do entre 20 e 26 cen­tímet­ros, com com­pri­men­to cau­dal entre 31 e 40 cen­tímet­ros. O adul­to pesa entre 300 e 710 gra­mas.

Ess­es ani­mais são descritos pelo Insti­tu­to Brasileiro do Meio Ambi­ente e dos Recur­sos Nat­u­rais Ren­ováveis (Iba­ma) como uma espé­cie alta­mente social, que cos­tu­ma ser encon­tra­da na natureza, em gru­pos de dois a oito indi­ví­du­os, fre­quente­mente con­sti­tuí­dos por mem­bros da mes­ma família. Ao encon­trar um par, o mico-leão-doura­do se man­tém fiel por toda a vida.

Edição: Graça Adju­to

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