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Polícia Civil e MP combatem quadrilha que praticava golpes virtuais

Operação é feita em São Paulo, São José dos Campos e Ibiúna

Flávia Albu­querque — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 27/08/2025 — 11:27
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Viaturas da polícia civil de São Paulo
© Ciete Silvério/Governo de São Paulo
Ver­são em áudio

A Polí­cia Civ­il de São Paulo e o Min­istério Públi­co defla­graram na man­hã des­ta quar­ta-feira (27) oper­ação con­tra uma quadrilha de estrangeiros que prat­i­ca golpes vir­tu­ais e lavagem do din­heiro obti­do com ess­es golpes. São cumpri­dos 22 man­da­dos de bus­ca e apreen­são e sete de prisão nas cidades de São Paulo, São José dos Cam­pos e Ibiú­na.

As inves­ti­gações começaram na cidade de Rosana, inte­ri­or de São Paulo, quan­do um morador denun­ciou ter sido víti­ma do golpe. Os crim­i­nosos usavam um site hospeda­do em Istam­bul, na Turquia, para sim­u­lar aportes de val­ores com promes­sas de impul­sion­ar inves­ti­men­tos. As víti­mas dos golpes eram de todo o país e em oito meses foram movi­men­ta­dos mais de R$ 480 mil­hões.

Segun­do infor­mações da Sec­re­taria Estad­ual da Segu­rança Públi­ca de São Paulo (SSP-SP), para lavar o din­heiro havia várias eta­pas. Primeiro, o val­or caía na con­ta dig­i­tal de um “laran­ja”. Depois, os crim­i­nosos assum­i­am o con­t­role dessa con­ta por meio do aplica­ti­vo e repas­savam o din­heiro para empre­sas de facha­da.

“Para encam­in­har o val­or aos mem­bros da quadrilha sem que as autori­dades descon­fi­assem, eles usavam fin­techs e gate­ways, negó­cios tec­nológi­cos que ofer­e­cem serviços finan­ceiros ino­vadores, como crédi­tos, seguros e finan­cia­men­tos de for­ma dig­i­tal, além de serem uma “ponte” que conec­ta sites, lojas e out­ras empre­sas a insti­tu­ições finan­ceiras para proces­sar transações”, expli­cou a SSP-SP.

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Segun­do o del­e­ga­do Edmar Caparroz, além de lavar o din­heiro, o esque­ma dos estrangeiros inves­ti­ga­dos tam­bém aten­dia out­ras facções crim­i­nosas que usavam da estru­tu­ra para ocul­tar bens.

“A quadrilha tin­ha um ciclo com­ple­to para dis­sim­u­lar a origem ilíci­ta dos val­ores. Não eram só os golpes que ess­es sus­peitos apli­cavam, eles tam­bém ofer­e­ci­am os serviços a out­ras orga­ni­za­ções”, afir­mou.

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