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Prefeitura do Rio suspende festa de réveillon em Copacabana

Repro­dução: © Gabriel Monteiro/SECOM

Anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Paes


Pub­li­ca­do em 04/12/2021 — 12:17 Por Cristi­na Índio do Brasil — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

A prefeitu­ra do Rio can­celou a fes­ta de Réveil­lon na Pra­ia de Copaca­bana. O anún­cio foi feito pelo prefeito Eduar­do Paes diante da recomen­dação pre­lim­i­nar do comitê cien­tí­fi­co do esta­do, de sus­pen­são do even­to na for­ma clás­si­ca, para evi­tar as aglom­er­ações na orla. O comitê da prefeitu­ra tem entendi­men­to difer­ente e con­cor­da­va com a real­iza­ção da tradi­cional fes­ta da vira­da do ano. Segun­do o prefeito, como havia divergên­cias, ele optou pela mais restri­ti­va e por respeito à ciên­cia.

“Respeita­mos a ciên­cia. Como são opiniões diver­gentes entre comitês cien­tí­fi­cos, vamos sem­pre ficar com a mais restri­ti­va. O comitê da prefeitu­ra diz que pode, o do esta­do diz que não. Então não pode. Vamos can­ce­lar, dessa for­ma, a cel­e­bração ofi­cial do Réveil­lon do Rio”, pos­tou Paes em seu per­fil no Twit­ter.

“Se é esse o coman­do do esta­do (não era isso o que vin­ha me dizen­do o gov­er­nador), vamos acatar. Espero poder estar em Copaca­bana, abraçan­do a todos na pas­sagem de 2022 para 2023. Vai faz­er fal­ta, mas o impor­tante é que sig­amos vaci­nan­do e sal­van­do vidas”, comen­tou em out­ra men­sagem.

Paes se reuniu hoje (4) com o sec­re­tari­a­do no Cen­tro de Con­venções Sulaméri­ca, na Cidade Nova, região cen­tral do Rio. Em cole­ti­va após a reunião, o prefeito disse que tomou a decisão com tris­teza. “Estou muito triste, pes­soal­mente e como prefeito. Acho que a cel­e­bração do Réveil­lon no Rio é uma das fes­tas mais incríveis. É uma cel­e­bração incom­paráv­el, que mis­tu­ra gente, mis­tu­ra cre­dos, em que as pes­soas se abraçam. Não tem nada mais anti­car­i­o­ca do que essa por­caria da covid. O Rio é a cidade da cel­e­bração, do abraço, do espaço públi­co, do encon­tro, mas nós vamos resi­s­tir brava­mente. Nós vamos prevale­cer, e o Rio con­tin­ua aqui lin­do e mar­avil­hoso”, comen­tou.

O prefeito afir­mou que até aque­le momen­to só tin­ha vis­to as restrições à real­iza­ção da fes­ta, mas que se hou­ver mais decisões restri­ti­vas, o municí­pio vai acatar. “Se puserem mais medi­das restri­ti­vas, a gente aca­ta. Eu vi, na decisão do comitê cien­tí­fi­co do esta­do, a decisão em relação à fes­ta do Réveil­lon. Não hou­ve nen­hu­ma out­ra recomen­dação. Não sou eu que vou decidir. Se hou­ver out­ra recomen­dação, a gente segue”.

Paes con­tou que tin­ha o lim­ite, até o fim da primeira quinzena deste mês, para a prefeitu­ra tomar a decisão se iria man­ter ou não a cel­e­bração em Copaca­bana e, enquan­to isso esta­va sendo feito, havia o plane­ja­men­to, porque para ocor­rer um even­to desse porte é pre­ciso ter uma série de medi­das que não podem ser tomadas de uma hora para out­ra. “A gente plane­ja muito para faz­er um even­to dessa dimen­são e dessa pro­porção”.

O prefeito disse que foi sur­preen­di­do pela recomen­dação, emb­o­ra man­ten­ha con­tatos fre­quentes com o gov­er­nador do Rio, Cláu­dio Cas­tro, que, segun­do ele, tem dado apoio ao municí­pio. Mas no caso de comitês cien­tí­fi­cos, nem ele, nem o gov­er­nador têm ingerên­cia. “Não é uma opinião min­ha. Eu gostaria que tivesse a fes­ta, que pudesse ter a cel­e­bração, mas não vou ficar aqui pal­pi­tan­do. Isso não é achis­mo. O gestor políti­co acom­pan­ha as decisões da ciên­cia. Esse é o nos­so papel”, afir­mou.

“Comitê cien­tí­fi­co é comitê cien­tí­fi­co. Nem eu man­do no meu, nem o Cláu­dio Cas­tro man­da no dele”

Sobre o car­naval, o prefeito disse que ain­da fal­tam quase três meses, mas se hou­ver uma recomen­dação da ciên­cia de sus­pen­são, a prefeitu­ra vai seguir. “Eu sigo a ciên­cia sem­pre, e essas coisas têm que estar muito claras. Tomara que não pre­cise can­ce­lar o car­naval, não só pela importân­cia da fes­ta e da cel­e­bração para a cul­tura do país, mas pela importân­cia econômi­ca para a cidade do Rio e para todo o Brasil”, com­ple­tou.

O pres­i­dente do Sindi­ca­to dos Meios de Hospedagem do Municí­pio — Hotéis Rio, Alfre­do Lopes, lamen­tou a decisão de can­ce­la­men­to da fes­ta, mas con­cor­dou que se a recomen­dação é cien­tí­fi­ca pre­cisa ser acata­da. “A hote­lar­ia esper­a­va chegar a 100% de ocu­pação. Mas enten­demos, já que é uma recomen­dação do Comitê Cien­tí­fi­co, então pre­cisamos acatar. Ano pas­sa­do já não teve Réveil­lon e cheg­amos a 80% de ocu­pação. Vamos torcer para que as reser­vas se man­ten­ham e vamos em frente para que no ano que vem a gente pos­sa ter um Réveil­lon espetac­u­lar”, com­ple­tou.

O gov­er­nador do Rio, Cláu­dio Cas­tro, disse, em seu per­fil no Twitter,que vai se reunir quar­ta-feira (8) com o prefeito Eduar­do Paes para dis­cu­tir uma decisão final sobre a real­iza­ção do Réveil­lon em Copaca­bana. “Falei há pouco com o prefeito Eduar­do Paes e decidi­mos, jun­tos, que fare­mos uma reunião na próx­i­ma sem­ana para uma decisão final sobre a fes­ta. Par­tic­i­parão desse encon­tro téc­ni­cos da saúde do esta­do e do municí­pio”, infor­mou Cas­tro.

Edição: Graça Adju­to

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