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Prefeitura vai à Justiça para Enel restabelecer energia em São Paulo

Mais de 200 mil imóveis continuam sem luz

Flávia Albu­querque — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 15/10/2024 — 16:50
São Paulo
São Paulo (SP), 14/10/2024 -Ruas do bairro Bom Retiro com fabricas elojas semenergia elétrica desde sexta-feira devido as chuvas.Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Repro­dução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

A prefeitu­ra da cap­i­tal paulista entrou na Justiça con­tra a Enel para que a dis­tribuido­ra resta­beleça ime­di­ata­mente a ener­gia elétri­ca em vários pon­tos da cidade. Caso não cumpra a deter­mi­nação, a pena é de mul­ta de R$ 200 mil por dia. A petição foi envi­a­da na segun­da-feira (14) para a 2ª Vara de Fazen­da Públi­ca de São Paulo. Mais de 200 mil imóveis con­tin­u­am sem ener­gia elétri­ca des­de o apagão da sex­ta-feira (11) em São Paulo e região met­ro­pol­i­tana, segun­do bole­tim divul­ga­do no iní­cio da tarde des­ta terça-feira (15).

Na petição, a prefeitu­ra afir­ma que a fal­ta de ener­gia ocor­ri­da na últi­ma sex­ta-feira foi con­se­quên­cia de um novo even­to climáti­co extremo com ven­davais que prop­i­cia­ram a que­da de 386 árvores, com parte delas próx­i­mas à fiação elétri­ca, e por inér­cia da Enel, com mane­jos em atra­so que causaram a inter­rupção no fornec­i­men­to de ener­gia elétri­ca para mais de 1,6 mil­hão de pes­soas.

“Durante o fim de sem­ana, a pop­u­lação paulis­tana teve de enfrentar, nova­mente, transtornos semel­hantes aos ver­i­fi­ca­dos em novem­bro de 2023 e em janeiro deste ano. Até a man­hã do domin­go, dia 13, quase 48 horas depois dos ven­davais, mais de 900 mil pes­soas ain­da estavam sem ener­gia. Às 05h40 de hoje (14), quar­to dia des­de o iní­cio do even­to, ain­da havia mais de 530 mil residên­cias e esta­b­elec­i­men­tos sem ener­gia, em toda a região met­ro­pol­i­tana”, diz o doc­u­men­to.

No tex­to, a prefeitu­ra desta­ca ain­da que, para­le­la­mente, per­siste o “esta­do de crôni­co des­cumpri­men­to”, pela Enel, do Plano Anu­al de Podas ref­er­ente ao ano de 2023, e a inér­cia da con­ces­sionária em apre­sen­tar Plano de Con­tingên­cia con­dizente com as dimen­sões e as pecu­liari­dades da cidade de São Paulo.

São Paulo (SP), 14/10/2024 -Ruas do bairro Bom Retiro com fabricas elojas semenergia elétrica desde sexta-feira devido as chuvas.Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Repro­dução: Ven­davais tombaram árvores na cap­i­tal paulista — Paulo Pinto/Agência Brasil

De acor­do com a prefeitu­ra, esse plano deve levar em con­ta o número de árvores em con­ta­to com a fiação elétri­ca ou den­tro dos lim­ites da chama­da zona con­tro­la­da (cer­ca de um terço do total de árvores situ­adas em vias), assim como a alta prob­a­bil­i­dade de intem­péries climáti­cas a que a cap­i­tal paulista está sujei­ta entre os meses de out­ubro a março.

A prefeitu­ra ale­ga ain­da que ver­i­fi­cou, no domin­go (13), por meio de fil­ma­gens com drone, que havia pelo menos 30 veícu­los de manutenção esta­ciona­dos no pátio da con­ces­sionária, enquan­to 760 mil imóveis ain­da estavam sem ener­gia.

Prejuízos à população

Em meio às difi­cul­dades cau­sadas pela demo­ra no resta­b­elec­i­men­to da ener­gia, a coz­in­heira Vania Teles teve a exper­iên­cia de com­prar em uma loja em que a vende­do­ra esta­va ilu­mi­nan­do os pro­du­tos com uma lanter­na. “Isso está sendo hor­rív­el. Algo que não se espera viv­er nos dias de hoje, mas que esta­mos viven­do. Ape­sar de a vende­do­ra mostrar as coisas, não con­seguimos ver da mes­ma maneira”, disse.

Car­oli­na Laris­sa da Sil­va é caixa na loja e con­tou que o comér­cio fun­cio­nou no sába­do e na segun­da e está aber­to nes­ta terça-feira, mes­mo sem ener­gia, na ten­ta­ti­va de min­i­mizar os pre­juí­zos. “Perdemos um bom movi­men­to porque não esta­va pas­san­do cartão, só din­heiro e pix. Hoje con­tin­ua sem sinal, mas está pas­san­do cartão. Mes­mo assim o movi­men­to está bem reduzi­do. Prej­u­di­ca a gente”, lamen­tou Car­oli­na.

A ger­ente da loja, Tama­ra Souza Fer­reira, afir­mou ter entra­do em con­ta­to com a Enel e que a dis­tribuido­ra infor­mou que não havia pra­zo para o retorno da luz. A loja está usan­do um ger­ador de ener­gia para garan­tir o fun­ciona­men­to ape­nas do que é essen­cial. “O pre­juí­zo é tremen­do porque ocor­reu no nos­so prin­ci­pal dia de ven­das, o Dia das Cri­anças.”

Pro­pri­etário de um restau­rante, Elizeu Cor­reia tam­bém está sem ener­gia des­de sex­ta-feira à noite. Ele con­tou que ain­da não perdeu tudo, porém disse que a tendên­cia é que nada se salve. “Vou perder uma parte de carne, fran­go, sal­ga­dos, uma geladeira cheia de latas de cerve­ja. E, só com os dias que estou sem tra­bal­har, já vou deixar de fat­u­rar uns R$ 15 mil. Mes­mo que a luz volte hoje, o pre­juí­zo já foi enorme.”

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