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Presidente cita PRF e pede “compreensão” de servidores sobre reajuste

Repro­dução: © Wil­son Dias/Agência Brasil

Bolsonaro defendeu valorização da categoria


Pub­li­ca­do em 21/02/2022 — 20:41 Por Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O pres­i­dente Jair Bol­sonaro elo­giou nes­ta segun­da-feira (21) o tra­bal­ho da Polí­cia Rodoviária Fed­er­al (PRF) e sinal­i­zou para um pos­sív­el rea­juste no salário da cat­e­go­ria.  Ele citou a apreen­são de 1,8 mil toneladas de dro­gas e a prisão de cer­ca de 130 mil sus­peitos ao lon­go dos últi­mos três anos.

“Então são números que, por si só, mostram a importân­cia da PRF, o val­or e o apreço que eles mere­cem da nos­sa parte. É uma insti­tu­ição séria, como out­ras que temos em nos­so país. E nós temos que val­orizá-los. Eu espero que a sociedade enten­da que isso deva ser feito. Vive­mos um momen­to difí­cil com a pan­demia onde lamen­ta­mos todas as mortes, mas tam­bém sofre­mos um baque na econo­mia. E algu­mas cat­e­go­rias, ou mel­hor todas cat­e­go­rias, mere­cem ser val­orizadas. O que nós procu­ramos a faz­er? Quem nós pud­er sal­var na frente, a gente sal­va. E espero a com­preen­são das demais cat­e­go­rias, dos demais servi­dores do Brasil. O que nós quer­e­mos é recon­hecer o tra­bal­ho de todos e a nos­sa PRF está incluí­da nesse rol que merece esse recon­hec­i­men­to”, afir­mou durante even­to de lança­men­to das novas platafor­mas dig­i­tais de dire­itos humanos e de capac­i­tação de servi­dores e orga­ni­za­ções.

No final do ano pas­sa­do, o Con­gres­so Nacional aprovou o Orça­men­to de 2022 com reser­va de R$ 1,7 bil­hão para rea­juste das forças fed­erais de segu­rança e cer­ca de R$ 800 mil­hões para agentes comu­nitários de saúde e agentes de com­bate a endemias. No entan­to, o aumen­to reser­va­do ape­nas para servi­dores da área de segu­rança públi­ca, que incluiria PRF, Polí­cia Fed­er­al e agentes pen­i­ten­ciários fed­erais desagradou a out­ras cat­e­go­rias do Exec­u­ti­vo fed­er­al, que ameaçam a defla­gração de uma greve nacional no serviço públi­co.

No mês pas­sa­do, rep­re­sen­tantes de cer­ca de 50 cat­e­go­rias do fun­cional­is­mo públi­co fed­er­al chegaram a par­al­is­ar as ativi­dades por um dia e fiz­er­am protestos hoje em Brasília. Eles pedem rea­justes que vari­am de 20% a 28,15%, depen­den­do da car­reira.

Nas últi­mas sem­anas, Bol­sonaro vin­ha dizen­do que nen­hu­ma cat­e­go­ria tem rea­juste garan­ti­do. De acor­do com esti­ma­ti­vas da Lei de Dire­trizes Orça­men­tárias de 2022, cada 1% de rea­juste para o fun­cional­is­mo públi­co impli­ca em aumen­to de R$ 3 bil­hões nas despe­sas. Caso a reivin­di­cação de 28,15% de aumen­to fos­se aten­di­da, o gov­er­no teria um gas­to extra de R$ 84,45 bil­hões por ano.

Como 2022 é ano eleitoral, a leg­is­lação proíbe aumen­tos num pra­zo infe­ri­or a seis meses (180 dias) antes do pleito, que ocor­rem no dia 2 de out­ubro. Neste caso, qual­quer rea­juste salar­i­al pre­cisa ser pro­pos­to até 2 de abril.

Edição: Valéria Aguiar

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