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Presidente diz que Brasil e o mundo não aguentam um novo lockdown

Repro­dução: © TV Brasil

Bolsonaro diz que tomará medidas racionais contra nova variante


Pub­li­ca­do em 26/11/2021 — 17:06 Por Vladimir Platonow — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O pres­i­dente Jair Bol­sonaro disse hoje (26) que o Brasil e o mun­do não aguen­tam um novo lock­down, ao comen­tar sobre a pos­si­bil­i­dade da chega­da de uma nova vari­ante da covid-19, como está sendo cog­i­ta­da com a cepa surgi­da na África do Sul e que tem se espal­ha­do por out­ros país­es. Ele par­ticipou, nes­ta tarde, das comem­o­rações do 76° Aniver­sário da Briga­da de Infan­taria Pára-quedista, no Rio de Janeiro.

“Tudo pode acon­te­cer. Uma nova vari­ante, um novo vírus. Temos que nos preparar. O Brasil, o mun­do, não aguen­ta um novo lock­down. Vai con­denar todo mun­do à mis­éria e a mis­éria leva à morte tam­bém. Não adi­anta se apa­vo­rar. Encar­ar a real­i­dade. O lock­down não foi uma medi­da apro­pri­a­da. Em con­se­quên­cia da políti­ca do ‘fique em casa e a econo­mia a gente vê depois’, a gente está ven­do ago­ra. Prob­le­mas esta­mos ten­do”, disse Bol­sonaro.

Sobre a pos­si­bil­i­dade de fechar fron­teiras, o pres­i­dente disse que não tomará nen­hu­ma medi­da irra­cional. Tam­bém disse que não tem ingerên­cia sobre a real­iza­ção de fes­tas de car­naval, que são afeitas aos níveis estad­u­ais e munic­i­pais de gov­er­no.

“Eu vou tomar medi­das racionais. Car­naval, por exem­p­lo, eu não vou pro car­naval. A decisão cabe a gov­er­nadores e prefeitos. Eu não ten­ho coman­do no com­bate à pan­demia. A decisão foi dada, pelo STF, a gov­er­nadores e prefeitos. Eu fiz a min­ha parte no ano pas­sa­do e con­tin­uo fazen­do. Recur­sos, mate­r­i­al, pes­soal, questões emer­gen­ci­ais, como oxigênio lá em Man­aus”, disse.

Segun­do ele, o Brasil é um dos país­es que mel­hor está sain­do na econo­mia na questão da pan­demia. “Nós fize­mos a nos­sa parte. Se o meu gov­er­no não tiv­er alter­na­ti­vas, todo mun­do vai sofr­er, sem exceção. Não vai ter rico, pobre, classe social. Temos certeza que dá para resolver ess­es prob­le­mas. Eleições são em out­ubro do ano que vem. Até lá, é arregaçar as man­gas, tra­bal­har. Tem 210 mil­hões de pes­soas no Brasil que, em grande parte, depen­dem das políti­cas ado­tadas pelo gov­er­no”, ressaltou.

Sobre a aprovação do pro­je­to de lei que limi­ta o paga­men­to dos pre­catórios —  dívi­das públi­cas com ordem judi­cial de paga­men­to -, a maio­r­ia com muitos anos de atra­so, Bol­sonaro frisou que não prej­u­di­cará os mais pobres.

“Dívi­das de até R$ 600 mil, nós vamos pagar. Nen­hum pobre, que há 20, 30, 40 anos tem din­heiro para rece­ber, vai ficar sem rece­ber. Ago­ra, quem tem para rece­ber mais de R$ 600 mil, e só Deus sabe como aparece esse pre­catório, nós vamos parce­lar isso daí”, disse.

Brigada Pára-quedista

O pres­i­dente par­ticipou das comem­o­rações do 76° Aniver­sário da Briga­da de Infan­taria Pára-quedista, onde serviu quan­do esta­va no Exérci­to. Dev­i­do ao can­ce­la­men­to no ano pas­sa­do, por causa da pan­demia, este ano o even­to envolveu duas tur­mas de jubi­lan­dos de 25 anos e duas de 50 anos.

A cer­imô­nia con­tou com demon­strações de salto livre dos Cometas, a Equipe de Salto Livre do Exérci­to e da Com­pan­hia de Pre­cur­sores Pára-quedista, tropa de destaque den­tro da Briga­da. Tam­bém teve des­file da tropa de vet­er­a­nos paraque­dis­tas.

A Briga­da de Infan­taria Pára-quedista, tropa de elite com alto grau de opera­cional­i­dade, foi cri­a­da em 1945, ten­do como origem a Esco­la de Pára-quedis­tas. Ao lon­go das últi­mas décadas, a Briga­da con­quis­tou a con­fi­ança e o respeito no país e na comu­nidade inter­na­cional, dev­i­do à par­tic­i­pação em diver­sas oper­ações de paz da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU).

“Retornar a esta casa é uma emoção incomen­su­ráv­el. Por aqui pas­sei por qua­tro anos. Me sin­to aque­le jovem tenente, que cheguei aqui em 1982, com mui­ta von­tade e muito amor para servir à nos­sa Pátria. Naque­le tem­po já pen­sa­va, vamos um dia não só saltar da ram­pa, vamos subir a ram­pa do Planal­to Cen­tral. Cheg­amos à Presidên­cia da Repúbli­ca. Começamos a impor o rit­mo da hon­esti­dade e do patri­o­tismo. Prob­le­mas acon­te­ce­r­am ao lon­go dos últi­mos três anos, mas per­manece­mos firmes na von­tade de acer­tar e faz­er o mel­hor para a nos­sa pátria”, disse Bol­sonaro, em seu dis­cur­so.

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