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Rio: carnaval renasce no Sambódromo após dois anos de pandemia

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Primeiros a pisar na pista foram componentes da velha guarda


Pub­li­ca­do em 20/04/2022 — 23:49 Por Vladimir Platonow — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

As estru­turas de cimen­to e aço do Sam­bó­dro­mo gan­haram vida nova­mente, após dois anos de sono invol­un­tário, dev­i­do à pan­demia. Quan­do a primeira esco­la pisou na Aveni­da Mar­quês de Sapu­caí na noite des­ta quar­ta-feira (20), pela Série Ouro, foi dada a larga­da ofi­cial do car­naval fora de época no Rio de Janeiro.

Mas antes das esco­las, o priv­ilé­gio de estrear na pista foi dos com­po­nentes da vel­ha guar­da, car­regan­do os estandartes de cada agremi­ação, can­tan­do a com­posição Vel­ha Guar­da, de Dicró: “Sou vel­ha guar­da, a espin­ha dor­sal do sam­ba”.

Um dos cuida­dos obri­gatórios este ano seria a apre­sen­tação do com­pro­vante de vaci­na con­tra a covid-19, exigi­do de todos para ingres­sar no local do des­file. Porém, con­forme a reportagem da Agên­cia Brasil con­sta­tou, as pes­soas estavam pas­san­do pelas catra­cas sem terem que apre­sen­tar o pas­s­aporte vaci­nal.

Na ordem dos des­files, a primeira esco­la a retomar o Sam­bó­dro­mo foi a Em Cima da Hora, às 21h50, trazen­do o enre­do 33 — Des­ti­no Dom Pedro II, uma reed­ição do Car­naval de 1984, quan­do a esco­la des­filou na estreia do Sam­bó­dro­mo pelo grupo 1‑B, anti­ga segun­da divisão. O sam­ba tece uma crôni­ca das via­gens de trem enfrentadas pelos tra­bal­hadores para gan­har o pão na cap­i­tal. Dom Pedro II era o nome da estação de trem que, em 1899, pas­sou a se chamar Cen­tral do Brasil.

Em Cima da Hora abre os desfiles da Série Ouro do carnaval 2022 na Sapucaí
Repro­dução: Em Cima da Hora abre os des­files da Série Ouro do car­naval 2022 na Sapu­caí — Tomaz Silva/Agência Brasil

Segun­da a des­fi­lar, a Acadêmi­cos do Cuban­go, de Niterói, entrou com mui­ta gar­ra, com todos os com­po­nentes can­tan­do o sam­ba, o que levan­tou as arquiban­cadas. Ela veio con­tar a história da atriz Chi­ca Xavier, que atu­ou em mais de 50 nov­e­las na tele­visão e estre­ou no The­atro Munic­i­pal do Rio em 1956, na peça Orfeu da Con­ceição, de Viní­cius de Moraes.

A esco­la de São João de Mer­i­ti, Unidos da Ponte, este ano escol­heu o enre­do San­ta Dulce Dos Pobres – o Anjo Bom da Bahia, desen­volvi­do pelos car­navale­scos Rodri­go Mar­ques e Guil­herme Diniz. O obje­ti­vo era con­tar a história da san­ta e apre­sen­tar seu lega­do de obras soci­ais.

A Por­to da Pedra, de São Gonça­lo, apos­tou no enre­do O Caçador que Traz Ale­grias, para hom­e­nagear mãe Stel­la de Oxós­si. O sobrin­ho da impor­tante ialorixá da Bahia, obá Adri­ano Obio­dun, é um dos com­pos­i­tores do sam­ba-enre­do da esco­la.

A União da Ilha, que caiu para o Grupo de Aces­so em 2020, elegeu o enre­do Nas Encruzil­hadas da Vida, Entre Becos, Ruas e Vielas, a Sorte Está Lança­da: Salve-se Quem Pud­er!, a fim de exal­tar a fé por Nos­sa Sen­ho­ra Apare­ci­da.

Já a Unidos de Ban­gu escol­heu o enre­do Deu Cas­tor na Cabeça, em hom­e­nagem ao bicheiro Cas­tor de Andrade, entre­laçan­do a vida do patrono do Car­naval e do fute­bol com a história do bair­ro da Zona Oeste e do Ban­gu Atléti­co Clube.

A últi­ma pre­vista a des­fi­lar no primeiro dia da Série Ouro era a Acadêmi­cos do Sossego, com o enre­do Visões Xam­âni­cas. O car­navale­sco André Rodrigues criou um pajé para con­duzir o públi­co por meio de suas visões.

Nes­ta quin­ta-feira (21) será a vez das out­ras esco­las da Série Ouro des­fi­larem na Mar­quês de Sapu­caí: Lins Impe­r­i­al, Inocentes de Belford Roxo, Está­cio de Sá, Acadêmi­cos de San­ta Cruz, Unidos de Padre Miguel, Acadêmi­cos de Vigário Ger­al, Império da Tiju­ca e Império Ser­ra­no.

Edição: Fábio Mas­sal­li

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