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Rio ganha Observatório de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr /Agência Brasil

Observatório foi criado pela Universidade Veiga de Almeida


Pub­li­ca­do em 21/05/2022 — 13:19 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Um obser­vatório inédi­to no esta­do do Rio vai avaliar os flux­os dos diver­sos tipos de resí­du­os sóli­dos para pro­por soluções téc­ni­co-cien­tí­fi­cas e políti­cas públi­cas na área.

O Obser­vatório de Gestão Integra­da de Resí­du­os do Esta­do do Rio de Janeiro, inau­gu­ra­do esta sem­ana, vai tra­bal­har em parce­ria com o Min­istério do Meio Ambi­ente (MMA) para “lap­i­dar” os dados forneci­dos pelos municí­pios e que são inseri­dos na platafor­ma de inter­ação Sinir + (Sis­tema Nacional de Infor­mações sobre a Gestão dos Resí­du­os Sóli­dos).

O obser­vatório será coor­de­na­do pelo pro­fes­sor Car­los Eduar­do Cane­jo que tam­bém é coor­de­nador do Núcleo de Sus­tentabil­i­dade da Pós-Grad­u­ação Uni­ver­si­dade Veiga de Almei­da (UVA).

“O nos­so papel aqui vai ser avaliar esse uni­ver­so de declar­ações dos municí­pios, a par­tir do que o min­istério está colo­can­do, e com­ple­men­tar essas infor­mações com pesquisas, seja dos órgãos ambi­en­tais de con­t­role, tan­to munic­i­pal como estad­ual, para poder refi­nar um pouco mais as infor­mações que estão sendo prestadas pelo MMA. Na ver­dade, é uma parce­ria. A gente vai con­tribuir e lap­i­dar a base de dados, deixá-la ain­da mel­hor”.

Ele acred­i­ta que o obser­vatório pode vir a se tornar exem­p­lo para out­ros esta­dos brasileiros. “O obje­ti­vo é inspi­rar out­ras insti­tu­ições a seguir o nos­so mod­e­lo”.

Segun­do Cane­jo, a pro­pos­ta do obser­vatório é artic­u­lar alunos, ex-alunos, pro­fes­sores e pesquisadores da uni­ver­si­dade na pro­dução de pesquisa cien­tí­fi­ca para a avali­ação de cenários de trata­men­to, des­ti­nação e dis­posição final de resí­du­os sóli­dos no esta­do do Rio de Janeiro.

No momen­to, a equipe da unidade reúne mais de dez pesquisadores que vão tra­bal­har no mapea­men­to dos ater­ros san­itários, dos ater­ros con­tro­la­dos e dos lixões, bem como das demais soluções de trata­men­to e des­ti­nação final de resí­du­os indus­tri­ais e de saúde.

O intu­ito, segun­do ele, é orga­ni­zar as infor­mações e dar mais transparên­cia aos dados.

Pandemia

Des­de 2020, os pesquisadores vêm pro­duzin­do estu­dos sobre a temáti­ca. Um dos primeiros estu­dos fez uma avali­ação do impacto do perío­do de ‘lock­down’ (iso­la­men­to), impos­to pela pan­demia da covid-19, no trata­men­to do ater­ro san­itário de Cam­pos dos Goy­ta­cazes, no norte flu­mi­nense. “A gente con­sta­tou, com­para­n­do com as séries históri­c­as de anos ante­ri­ores, um aumen­to de 40% no rece­bi­men­to de resí­du­os no ater­ro san­itário. Isso causa um impacto enorme, tan­to na redução de vida útil do ater­ro san­itário, quan­to nos cus­tos oper­ações e na ger­ação de cho­rume e tam­bém de biogás nesse ater­ro”.

Cane­jo afir­mou que ao lon­go do perío­do de pan­demia, esse foi um rela­to comum entre os vários out­ros ater­ros san­itários do esta­do. Con­sideran­do o uso mas­si­vo de mate­ri­ais de higiene e limpeza e o aumen­to do con­sumo de ali­men­tos, ocor­reu aumen­to de 140% na média diária de rece­bi­men­to de resí­du­os no ater­ro san­itário de Cam­pos dos Goy­ta­cazes, rep­re­sen­tan­do incre­men­to sub­stan­cial de cho­rume, líqui­do extrema­mente polu­ente ger­a­do durante a decom­posição dos resí­du­os.

Desempenho

Em out­ra pesquisa, uti­lizan­do o Índice de Qual­i­dade de Des­ti­nação Final de Resí­du­os (IQDR), que avalia uma série de indi­cadores téc­ni­cos e ambi­en­tais que refletem a qual­i­dade opera­cional de ater­ros, os pesquisadores realizaram duas vis­i­tas por ano a todos os ater­ros do esta­do ao lon­go do perío­do 2013/2015.

Os indi­cadores diag­nos­ticaram carên­cias econômi­cas e imperí­cias téc­ni­cas na implan­tação e oper­ação dos ater­ros san­itários estad­u­ais. De acor­do com a pesquisa, os ater­ros san­itários com mel­hores desem­pen­hos são o de Seropédi­ca, Cam­pos dos Goy­ta­cazes e São Gonça­lo e os piores, os de Miguel Pereira, Bar­ra do Piraí e Piraí.

Um novo pro­je­to de pesquisa já está em desen­volvi­men­to para dar con­tinuidade à análise dos indi­cadores téc­ni­cos e ambi­en­tais dos ater­ros, com a final­i­dade de faz­er uma avali­ação da sus­tentabil­i­dade opera­cional de todos os ater­ros san­itários flu­mi­nens­es.

“A gente vai um pouco além. Antes, avaliou só a car­ac­terís­ti­ca téc­ni­ca e, ago­ra, a equipe parte para faz­er uma avali­ação a par­tir de um índice de sus­tentabil­i­dade opera­cional, já em cur­so”.

A metodolo­gia da pesquisa está pronta, já foi tes­ta­da e val­i­da­da, e os pesquisadores estão em bus­ca de finan­cia­men­to para sub­sidiar pelo menos duas vis­i­tas que serão feitas anual­mente a todos os ater­ros. O pro­je­to está sendo elab­o­ra­do para apre­sen­tação à Fun­dação de Amparo à Pesquisa do Esta­do do Rio de Janeiro (Faferj).

Edição: Lílian Beral­do

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