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Santos Dumont é homenageado com concurso de fotos

Repro­dução: © Müller Marin/FAB

Inscrições podem ser feitas pela internet


Pub­li­ca­do em 07/07/2023 — 08:46 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Os fãs de Alber­to San­tos Dumont têm até o próx­i­mo dia 19 para se inscr­ev­er no Con­cur­so de Fotografia do Coman­do da Aeronáu­ti­ca (Comaer). A meta é hom­e­nagear os 150 anos do nasci­men­to do pai da avi­ação e patrono da Aeronáu­ti­ca, cel­e­bra­dos no dia 20 de jul­ho. As fotos têm como tema “A vida, as obras e os val­ores de San­tos Dumont”. O edi­tal e as fichas de inscrição podem ser aces­sa­dos aqui.

O con­cur­so é aber­to a pes­soas físi­cas res­i­dentes no Brasil. Segun­do o Comaer, cada par­tic­i­pante poderá encam­in­har até três fotografias de téc­ni­ca livre. Cria­tivi­dade é um dos prin­ci­pais critérios para a seleção dos gan­hadores, além de orig­i­nal­i­dade, estéti­ca, qual­i­dade fotográ­fi­ca (téc­ni­ca), relevân­cia e qual­i­dade infor­ma­ti­va da men­sagem, em con­sonân­cia com o tema. Os can­didatos poderão usar recur­sos com­ple­mentares de lentes, fil­tros espe­ci­ais e ampli­ação, entre out­ros.

A avali­ação das fotografias será fei­ta por uma comis­são jul­gado­ra for­ma­da por mem­bros do Cen­tro de Comu­ni­cação Social da Aeronáu­ti­ca (Cecom­saer) e profis­sion­ais espe­cial­iza­dos. As fotografias devem ser dig­i­tais e podem ser col­ori­das ou em pre­to e bran­co. O for­mulário de inscrição dev­erá ser acom­pan­hado do ter­mo de cessão de dire­ito de uso de imagem. O resul­ta­do do con­cur­so será divul­ga­do no dia 31 deste mês, nos canais ofi­ci­ais da Força Aérea Brasileira (FAB) na inter­net e mídias soci­ais, a par­tir das 16h.

Museu

No últi­mo fim de sem­ana de jul­ho (dias 29 e 30), o Museu Aeroe­s­pa­cial (Musal), situ­a­do na Aveni­da Marechal Fontenelle, 2000, Cam­po dos Afon­sos, zona oeste do Rio de Janeiro, estará de portões aber­tos em comem­o­ração ao sesqui­cen­tenário de San­tos Dumont e, tam­bém, aos 50 anos do equipa­men­to. A entra­da é gra­tui­ta. Haverá ativi­dades para toda a família, com demon­strações aéreas da Esquadrilha da Fumaça, mostras de filmes, ações educa­ti­vas e vis­i­tas às salas temáti­cas do museu.

No dia 27 de agos­to, o Musal dará prossegui­men­to à cel­e­bração do sesqui­cen­tenário de San­tos Dumont, com a real­iza­ção da segun­da eta­pa de cor­ri­da (14 Bis), alu­si­va aos prin­ci­pais inven­tos do pai da avi­ação. A primeira eta­pa — denom­i­na­da Balão Brasil — ocor­reu no dia 18 de jun­ho deste ano.

Fechan­do o cir­cuito, para o dia 26 de novem­bro está pre­vista a ter­ceira e últi­ma eta­pa de cor­ri­da (Demoi­selle). Os inter­es­sa­dos em par­tic­i­par das duas cor­ri­das podem se inscr­ev­er pelo Insta­gram e, tam­bém, pelo link.

Vida e obra

Alber­to San­tos Dumont é con­sid­er­a­do um dos pre­cur­sores da avi­ação e da cri­ação de aeron­aves no mun­do. Ele nasceu em 20 de jul­ho de 1873, no sítio Caban­gu. O local pas­sou, em 1890, a per­tencer ao municí­pio de Palmyra, em Minas Gerais, um dos bens tomba­dos sob tutela da Força Aérea Brasileira.

Ele era fil­ho de Fran­cis­ca San­tos Dumont, de tradi­cional família por­tugue­sa que veio para o Brasil em 1808, com D. João VI, e de Hen­rique Dumont, engen­heiro civ­il de obras públi­cas que, anos mais tarde, se tornou cafe­icul­tor em Ribeirão Pre­to (SP). De ascendên­cia france­sa, Hen­rique Dumont influ­en­ciou a tra­jetória do fil­ho Alber­to, dire­cio­nan­do os estu­dos do rapaz para a mecâni­ca, físi­ca, quími­ca e elet­ri­ci­dade, dado o seu inter­esse pelo fun­ciona­men­to de máquinas da fazen­da.

O son­ho de voar de Alber­to surgiu aos 15 anos, quan­do ele viu um balão livre nos céus de São Paulo. Esse tipo de balão faz sua ascen­são sem pos­suir nen­hum tipo de diri­gi­bil­i­dade, fican­do ao sabor das cor­rentes aéreas. Eman­ci­pa­do pelo pai, o jovem Alber­to, de 18 anos, via­jou para Paris para com­ple­tar os estu­dos e perseguir o seu son­ho de voar.

Ao chegar à cap­i­tal france­sa, ele se admi­ra com os motores de com­bustão inter­na a petróleo que começavam a apare­cer impul­sio­n­an­do os primeiros automóveis e com­pra um para si, inves­ti­gan­do todo o seu fun­ciona­men­to. Logo esta­va pro­moven­do e dis­putan­do as primeiras cor­ri­das de automóveis em Paris.

Aos 24 anos, teve sua primeira deco­lagem bem-suce­di­da a bor­do de um balão livre alu­ga­do. Um ano depois, em 1898, pro­je­ta e con­strói, com a aju­da de operários e con­stru­tores de balões france­ses, seu primeiro balão livre, que rece­beu o nome de Brasil, o menor balão trip­u­la­do já feito, hom­e­nage­an­do seu país de origem. Logo em segui­da, San­tos Dumont inven­tou os balões dirigíveis.

Em 1901, pilo­tou seu balão Número 6, movi­do a gasoli­na, sobre Paris, e gan­hou prêmio de 100 mil fran­cos por seu feito. Tornou-se o cen­tro das atenções, des­per­tan­do o inter­esse mil­i­tar para seus balões. Após o suces­so con­quis­ta­do com balões e dirigíveis, San­tos Dumont par­tiu para out­ra lin­ha de pesquisa que era voar com um veícu­lo mais pesa­do que o ar.

O primeiro salto no ar do 14 Bis ocor­reu no dia 7 de setem­bro de 1906, mas fal­tou potên­cia. Em out­ubro do mes­mo ano, com motor Antoinette de 50 HP, o 14 Bis voou, decolan­do, man­ten­do-se no ar por uma dis­tân­cia de 60 met­ros, a três met­ros de altura, e ater­ris­sou. Foi o primeiro voo homolo­ga­do do mais pesa­do que o ar para uma mul­ti­dão de teste­munhas eufóri­c­as no cam­po de Bagatelle, em Paris.

No dia seguinte, toda a impren­sa france­sa enal­te­ceu o fato históri­co, o tri­un­fo de um obsti­na­do brasileiro, que, pelo feito, con­quis­tou o prêmio Archdea­con ofer­e­ci­do pelo Aero­clube de França. O din­heiro do prêmio foi dis­tribuí­do entre operários e pobres de Paris, como era o cos­tume do inven­tor.

San­tos Dumont se tornou uma cele­bri­dade con­heci­da mundial­mente. Em 1909, ele voou no avião Demoi­selle, um dos primeiros aero­planos do mun­do, que se tornou um suces­so com­er­cial. O inven­tor brasileiro tra­bal­hou tam­bém em mel­ho­rias no desen­ho do avião, entre os quais a adição de cau­da ver­ti­cal para mel­hor esta­bil­i­dade e con­t­role.

Seus pro­je­tos foram aper­feiçoa­d­os por out­ros avi­adores e pro­jetis­tas, uma vez que ele não os paten­tea­va. Sua ideia era dotar a humanidade com meios que facil­i­tassem as comu­ni­cações. Por isso, ficou des­gos­toso com o uso agres­si­vo que o avião teve na Primeira Guer­ra Mundi­al.

Em 31 de jul­ho de 1932, a cidade de Palmyra, em Minas Gerais, pas­sou a ser con­heci­da como San­tos Dumont, em hom­e­nagem ao pai da avi­ação.

Retorno

Em 1914, durante a Primeira Guer­ra Mundi­al, San­tos Dumont retornou ao Brasil, sendo rece­bido com fes­ta pela pop­u­lação. Ele mor­reu em 23 de jul­ho de 1932, em Guaru­já (SP), mas seu lega­do vive até hoje. Seu coração está preser­va­do sob a custó­dia da Força Aérea Brasileira e encon­tra-se em exposição no Museu Aeroe­s­pa­cial, no Rio de Janeiro.

Em 4 de jul­ho de 1936, a Lei 218 declar­ou o dia 23 de out­ubro como o Dia do Avi­ador, hom­e­nage­an­do, assim, o primeiro voo do mais pesa­do que o ar. No mes­mo ano, o primeiro aero­por­to do Rio rece­beu o nome do aero­nau­ta. Na déca­da de 1970, ele foi con­sid­er­a­do Engen­heiro Hon­oris Causa pela Esco­la de Engen­haria da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro.

Vídeo

Para lem­brar o 20 de jul­ho de 1873, a Força Aérea Brasileira lançou este mês um vídeo insti­tu­cional, cujo obje­ti­vo é lem­brar a vida, as obras e os val­ores desse brasileiro que se desta­cou no mun­do inteiro pela car­ac­terís­ti­ca da invenção e da ino­vação. De acor­do com a FAB, o vídeo é uma opor­tu­nidade de res­gatar a história desse brasileiro “que é moti­vo de orgul­ho para todo o país”.

Até o dia 10 deste mês, quem pas­sar pelo saguão prin­ci­pal do Aero­por­to San­tos Dumont, no Rio, poderá con­ferir a exposição 150 anos em 150 ima­gens, em comem­o­ração ao sesqui­cen­tenário de Alber­to San­tos Dumont. O horário é de 8h às 20h. Real­iza­da pelo Ter­ceiro Coman­do Aéreo Region­al, a mostra seguirá depois para o Shop­ping Vil­lage Mall, na Bar­ra da Tiju­ca, zona oeste da cidade, onde ficará de 13 a 19 de jul­ho, no horário de 10h às 22h.

O con­teú­do traz ima­gens que retratam a vida, as obras e os val­ores de San­tos Dumont; uma répli­ca da aeron­ave Demoi­selle, voa­da pela primeira vez pelo inven­tor em 1907; itens pes­soais, como o chapéu Panamá; miniat­uras das aeron­aves KC-390 Mil­len­ni­um, Gripen e 14-Bis; além de uma maque­te da Casa de San­tos Dumont, em Petrópo­lis, no esta­do do Rio. Mil­itares estarão nos dois locais para tirar dúvi­das dos vis­i­tantes durante o perío­do das exposições.

Out­ro even­to alu­si­vo aos 150 anos de San­tos Dumont se esten­derá até o dia 14 deste mês. Tra­ta-se de uma exibição de obje­tos pes­soais do pai da avi­ação e tra­bal­hos artís­ti­cos cri­a­dos por alunos de esco­las de Bar­ba­ce­na (MG). Inti­t­u­la­da 150 anos, 150 ima­gens, a exposição está aber­ta ao públi­co no Giná­sio Polies­porti­vo da Esco­la Preparatória de Cadetes do Ar.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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