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São Paulo confirma segundo caso de varíola dos macacos

Repro­dução: © Dado Ruvic

Doença foi detectada em um homem de 29 anos


Pub­li­ca­do em 11/06/2022 — 16:11 Por Bruno Boc­chi­ni — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo
Atu­al­iza­do em 11/06/2022 — 16:43

A Sec­re­taria de Saúde de São Paulo con­fir­mou hoje (11) o segun­do caso de varío­la dos maca­cos, no esta­do. A doença foi detec­ta­da em um homem, de 29 anos, que está iso­la­do em sua residên­cia em Vin­he­do, no inte­ri­or do esta­do. 

De acor­do com a Sec­re­taria de Saúde, o caso é con­sid­er­a­do impor­ta­do, porque o homem tem históri­co de viagem à Por­tu­gal e Espan­ha. Ele teve os primeiros sin­tomas ain­da na Europa. O resul­ta­do pos­i­ti­vo foi con­fir­ma­do por um lab­o­ratório espan­hol após o desem­bar­que no Brasil, que ocor­reu na últi­ma quar­ta-feira (8).

Em nota, o Min­istério da Saúde infor­mou que novas amostras do paciente foram cole­tadas e serão anal­isadas pelo Insti­tu­to Adol­fo Lutz, em São Paulo.

Na últi­ma quin­ta-feira (9), o gov­er­no paulista con­fir­mou o primeiro caso no país: um morador da cap­i­tal paulista que está inter­na­do no Insti­tu­to de Infec­tolo­gia Emílio Ribas, com boa evolução do quadro clíni­co.

Transmissão

A varío­la dos maca­cos, em inglês, mon­key­pox, é uma doença viral rara trans­mi­ti­da pelo con­ta­to próx­i­mo com uma pes­soa infec­ta­da e com lesões de pele. O con­ta­to pode ser por abraço, bei­jo, mas­sagens ou relações sex­u­ais. A doença tam­bém é trans­mi­ti­da por secreções res­pi­ratórias.

A doença pode ser trans­mi­ti­da ain­da pelo con­ta­to com obje­tos, teci­dos (roupas, roupas de cama ou toal­has) e super­fí­cies que foram uti­lizadas pelo doente. Não há trata­men­to especí­fi­co con­tra a doença, mas os quadros clíni­cos cos­tu­mam ser leves, sendo necessário o cuida­do e obser­vação das lesões.

De acor­do com a Sec­re­taria de Saúde, os primeiros sin­tomas podem ser febre, dor de cabeça, dores mus­cu­lares e nas costas, lin­fon­o­dos incha­dos, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o iní­cio dos sin­tomas, as pes­soas desen­volvem lesões de pele, geral­mente na boca, pés, peito, ros­to e ou regiões gen­i­tais.

Para a pre­venção, deve-se evi­tar o con­ta­to próx­i­mo com a pes­soa doente até que todas as feri­das ten­ham cica­triza­do, assim como com qual­quer mate­r­i­al que ten­ha sido uti­liza­do pelo infec­ta­do. Tam­bém é impor­tante a higi­en­iza­ção das mãos, lavan­do-as com água e sabão ou uti­lizan­do álcool gel.

Medidas de controle

De acor­do com o Min­istério da Saúde, medi­das de con­t­role foram ado­tadas de for­ma ime­di­a­ta, como iso­la­men­to e ras­trea­men­to de con­tatos em voo inter­na­cional, com o apoio da Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa). “Foram iden­ti­fi­ca­dos três pes­soas que estão sendo con­tatadas para ori­en­tações e mon­i­tora­men­to”, diz a nota.

O Min­istério da Saúde ressalta ain­da que a pas­ta esta­b­ele­ceu, des­de 23 de maio de 2022, uma Sala de Situ­ação para mon­i­torar o cenário do vírus, no Brasil. “A medi­da tem como obje­ti­vo divul­gar de maneira ráp­i­da e efi­caz as ori­en­tações para respos­ta ao even­to de saúde públi­ca, bem como dire­cionar as ações de vig­ilân­cia quan­to à definição de caso, proces­so de noti­fi­cação, fluxo lab­o­ra­to­r­i­al e inves­ti­gação epi­demi­ológ­i­ca no país”, desta­cou.

Matéria alter­a­da, às 16h43, para acrésci­mo de infor­mações do Min­istério da Saúde.

Edição: Kel­ly Oliveira

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