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São Paulo terá ação para combater violência contra mulher no carnaval

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Unidades móveis fazem atendimento com equipes multiprofissionais


Pub­li­ca­do em 18/02/2023 — 09:30 Por Lud­mil­la Souza — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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As mul­heres víti­mas de vio­lên­cia no car­naval em São Paulo poderão con­tar, este ano, com ações em unidades móveis que visam atendi­men­to dire­ciona­do ao públi­co fem­i­ni­no. A Sec­re­taria Munic­i­pal de Dire­itos Humanos e Cidada­nia (SMDHC) vai ofer­e­cer, no perío­do de des­file dos blo­cos de car­naval de rua, atendi­men­to espe­cial­iza­do com equipes mul­ti­profis­sion­ais com­postas por psicólo­gas, assis­tentes soci­ais e advo­gadas com exper­iên­cia no acol­hi­men­to qual­i­fi­ca­do, em todas as regiões da cidade.

Na região cen­tral, o Ônibus Lilás, que pres­ta atendi­men­to para mul­heres víti­mas de vio­lên­cia, ficará na Praça da Repúbli­ca das 10h às 18 horas, durante o pré-car­naval (11 e 12/02), no perío­do do car­naval (18, 19, 20 e 21/02) e no pós-car­naval (25 e 26/02). Caso seja necessário e a mul­her con­cor­dar, poderá ser acom­pan­ha­da por uma profis­sion­al até a Casa da Mul­her Brasileira, que fica no Cam­bu­ci e fun­ciona 24 horas por dia, para prosseguir com o atendi­men­to.

Out­ra ini­cia­ti­va da Coor­de­nação de Políti­cas para Mul­heres da SMDHC, em parce­ria com o Metrô, é a dis­tribuição de mate­r­i­al infor­ma­ti­vo sobre os tipos mais fre­quentes de abu­sos e ori­en­tações para quem procu­rar e como aju­dar as víti­mas. A ação, entre os dias 15 e 18 de fevereiro, acon­te­cerá nas estações Jabaquara, Por­tugue­sa-Tietê e Palmeiras Bar­ra Fun­da. As fun­cionárias que farão a dis­tribuição dos infor­ma­tivos tam­bém podem respon­der dúvi­das sobre o atendi­men­to para víti­mas de vio­lên­cia.

Unidades móveis LGBTQI+

O públi­co LGBTQI+ tam­bém vai con­tar com qua­tro unidades móveis. Além de aten­der a este públi­co, as unidades farão atendi­men­to para víti­mas de dis­crim­i­nação e vio­lên­cia, racis­mo e qual­quer out­ra vio­lação de dire­itos humanos. No local, prestarão infor­mações e farão encam­in­hamen­to dos casos mais graves, se a víti­ma dese­jar, para a Del­e­ga­cia de Polí­cia e/ou Pron­to Socor­ro mais próx­i­mos. Será pos­sív­el tam­bém reg­is­trar um bole­tim de ocor­rên­cia online, na própria van.

Comissão Feminina do Carnaval de Rua

Para a co-fun­dado­ra e coor­de­nado­ra da Comis­são Fem­i­ni­na do Car­naval de Rua de São Paulo, Thais Halis­ki, as ações da prefeitu­ra não são sufi­cientes para com­bat­er o assé­dio. “De 20 ten­das que tive­mos em 2020 para acol­hi­men­to de pes­soas em esta­do de vul­ner­a­bil­i­dade, sejam elas mul­heres, trans, LGBTQIA+, pas­sou para cin­co [este ano] e o úni­co pon­to de atendi­men­to de acol­hi­men­to que nos foi infor­ma­do é o Ônibus Lilás, é um ônibus para aten­der as mul­heres da cidade inteira, esta­mos chocadas com essa infor­mação”, lamen­tou Thais, que tam­bém coor­de­na a Comis­são, jun­to com out­ras pes­soas, des­de 2019.

Thais afir­ma que o diál­o­go com a prefeitu­ra foi prej­u­di­ca­do por questões de pra­zo e tam­bém porque não hou­ve aber­tu­ra necessária. “As ações da comis­são fem­i­ni­na, todos os anos, é mel­ho­rar a inter­locução com a prefeitu­ra, mas esse ano especi­fi­ca­mente a gente teve uma difi­cul­dade enorme em faz­er isso porque abri­ram inscrições para rep­re­sen­tantes de blo­cos, sendo que já temos sete cole­tivos [fem­i­ni­nos] e ess­es cole­tivos acabaram fican­do de fora dessas reuniões. Então a prefeitu­ra diz que não, que o diál­o­go está aber­to, é um jogo de empurra pra lá, empurra pra cá”.

Além dis­so, a coor­de­nado­ra tam­bém acred­i­ta que na parte de pre­venção, com a dis­tribuição de fly­ers nas estações, será insu­fi­ciente. “Eles vão dis­tribuir fly­ers e não é sufi­ciente, sendo que os próprios blo­cos estão com­pran­do ade­sivos e tat­u­a­gens para dis­tribuir nos seus blo­cos com o próprio din­heiro”.

A coor­de­nado­ra afir­mou que, como todos os anos, a Comis­são Fem­i­ni­na do Car­naval de Rua de São Paulo vai faz­er a sua própria cam­pan­ha con­tra o assé­dio e de pre­venção à vio­lên­cia. “Com posts falan­do des­de o assé­dio até cuida­dos como, por exem­p­lo, tirar o aplica­ti­vo de ban­co do celu­lar, ati­tudes que as pes­soas pre­cisam ter ao lon­go do car­naval, que é jog­ar lixo no lixo, com­bate ao xixi na rua entre out­ros pon­tos”. A cam­pan­ha da comis­são pode ser vista no Insta­gram.

Outro lado

Em nota, a prefeitu­ra infor­mou que, em 2020, não havia equipe téc­ni­ca espe­cial­iza­da em todas as ten­das de acol­hi­men­to, mas tin­ha vol­un­tários cadastra­dos em parce­ria com uma orga­ni­za­ção da sociedade civ­il.

“Os atendi­men­tos eram, invari­avel­mente, deman­das de saúde. Neste ano, inves­ti­mos em locais de refer­ên­cia para prestar um atendi­men­to mais qual­i­fi­ca­do, posi­cio­nan­do as unidades móveis da SMDHC em pon­tos estratégi­cos, nas cin­co regiões da cidade (norte, sul, leste, oeste e cen­tro), com equipes espe­cial­izadas com­postas por psicólo­gas, assis­tentes soci­ais e advo­gadas com exper­iên­cia em atendi­men­to a víti­mas de vio­lên­cia estarão à dis­posição dos foliões”, afir­mou a sec­re­taria.

Balanço do pré-carnaval

A SMDHC infor­mou que, no fim de sem­ana de pré-car­naval, não hou­ve procu­ra por atendi­men­to espe­cial­iza­do: 265 pes­soas bus­caram infor­mações sobre o autoteste de HIV, uso do preser­v­a­ti­vo fem­i­ni­no e 205 pes­soas solic­i­taram pul­seira de iden­ti­fi­cação para cri­anças.

Edição: Valéria Aguiar

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