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Saúde pública no RJ registra aumento nos atendimentos ligados ao calor

Dor de cabeça, náusea e tontura estão entre os possíveis sinais

Ana Cristi­na Cam­pos — repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 14/01/2026 — 17:37
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 26/12/2025 – Pessoas se protegem do sol no centro da cidade em dia de calor no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
© Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

As altas tem­per­at­uras reg­istradas no esta­do do Rio de Janeiro nas primeiras duas sem­anas de 2026 já levaram mil­hares de pes­soas a bus­car atendi­men­to em unidades de saúde, segun­do dados atu­al­iza­dos nes­ta quar­ta-feira (14) por órgãos de saúde do esta­do e do municí­pio do Rio. Os números super­am os do ano pas­sa­do tan­to na rede estad­ual quan­to na munic­i­pal. 

A Sec­re­taria de Esta­do de Saúde do Rio (SES-RJ) infor­mou que, de 1º a 13 de janeiro deste ano, foram aten­di­das 2.072 pes­soas nas unidades de pron­to atendi­men­to (UPA) estad­u­ais com sin­tomas rela­ciona­dos ao calor.

Em 2025, no mes­mo perío­do, foram aten­di­dos no mes­mo perío­do 1.931 pacientes com essa sin­toma­tolo­gia, o que rep­re­sen­ta um aumen­to de 7,3% em 2026.

Segun­do a SES-RJ, os pacientes apre­sen­tavam pelo menos três sin­tomas simultâ­neos entre os que são rela­ciona­dos ao calor extremo:

  • dor de cabeça,
  • ton­tu­ra,
  • náuse­as,
  • pele quente e seca,
  • pul­so rápi­do,
  • tem­per­atu­ra cor­po­ral ele­va­da,
  • dis­túr­bios visuais,
  • con­fusão men­tal,
  • res­pi­ração ráp­i­da,
  • taquicar­dia,
  • desidratação,
  • inso­lação
  • e dese­qui­líbrio hidroeletrolíti­co (água e sais min­erais).

Na cidade do Rio de Janeiro, os dados chamam ain­da mais atenção. Em ape­nas cin­co dias, de 9 a 13 de janeiro, de acor­do com o mon­i­tora­men­to do Cen­tro de Inteligên­cia Epi­demi­ológ­i­ca da Sec­re­taria Munic­i­pal de Saúde do Rio (SMS), a rede de urgên­cia e emergên­cia reg­istrou 3.119 atendi­men­tos pos­sivel­mente rela­ciona­dos ao calor.

Esse número cor­re­sponde a um aumen­to de 26,84% em relação a medi­ana esper­a­da rel­a­ti­va ao mes­mo perío­do de anos ante­ri­ores.

Recomendações

A SES-RJ recomen­da que a pop­u­lação evite a exposição ao sol e ao calor durante muito tem­po e em horários de maior inten­si­dade de calor (das 10h às 16h).

Tam­bém é essen­cial man­ter a hidratação ade­qua­da, ingerindo muito líqui­do mes­mo que não sin­ta sede. É indi­ca­da ain­da uma ali­men­tação leve, sem pratos pesa­dos e gor­durosos, dan­do prefer­ên­cia a ali­men­tos com alto teor de água, como fru­tas e ver­duras.

Diante do calor, é recomen­da­do ain­da evi­tar o con­sumo ele­va­do de cafeí­na e álcool, uti­lizar roupas leves e claras, e ado­tar o uso de bonés, chapéus, ócu­los e fil­tro solar.

“É impor­tante ter atenção aos gru­pos de maior risco e pri­orizar pes­soas mais vul­neráveis ao calor, que são idosos, cri­anças, ges­tantes, car­diopatas, dia­béti­cos, pes­soas em situ­ação de rua, tra­bal­hadores expos­tos ao sol”, diz a sec­re­taria estad­ual.

Ain­da con­forme a SES, deve-se procu­rar atendi­men­to ime­di­a­to quan­do hou­ver alter­ação do nív­el de con­sciên­cia, con­vul­são, tem­per­atu­ra ele­va­da, hipoten­são per­sis­tente, sinais de desidratação grave, fal­ta de ar, dor torá­ci­ca e ausên­cia ou pro­dução extrema­mente baixa de uri­na.

 

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