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Sepultura anuncia turnê de despedida em 2024

Repro­dução: © Sven Mandel/Wikimedia Com­mons

Banda marcou geração de roqueiros no Brasil e no exterior


Pub­li­ca­do em 08/12/2023 — 17:33 Por Vic­tor Ribeiro — Rádio Nacional e Marce­lo Brandão ‑Agên­cia Brasil — Brasília

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“Sepul­tura! Do Brasil! Um, dois, três, qua­tro!”

Há qua­tro décadas essa frase, gri­ta­da a plenos pul­mões, ante­cede uma explosão sono­ra que embala os roqueiros mais exi­gentes. Cri­a­da em 1984 por ami­gos que vivi­am em Belo Hor­i­zonte, a ban­da Sepul­tura anun­ciou que a turnê para cel­e­brar os 40 anos de estra­da vai mar­car, tam­bém, a des­pe­di­da do grupo.

“A gente sai de cena de uma for­ma muito tran­quila, em paz com a gente mes­mo”, avaliou o gui­tar­rista Andreas Kiss­er.

“São cic­los que se fecham e se ren­o­vam. Exata­mente, por isso, a gente está aqui hoje. A gente quer cel­e­brar. Não é um momen­to triste”, acres­cen­tou.

Kiss­er con­tou que a ban­da pas­sou os últi­mos dois anos plane­jan­do o fim das ativi­dades. Eles con­sid­er­aram que o momen­to de cel­e­bração de 40 anos seria o mel­hor para encer­rar a car­reira de for­ma pos­i­ti­va, sem brigas inter­nas ou algu­ma situ­ação que os impedisse de faz­er shows.

A últi­ma turnê do Sepul­tura vai se chamar Cel­e­brat­ing Life Through Death (em tradução livre, Cel­e­bran­do a Vida através da Morte) e tem pre­visão de durar 18 meses, a par­tir de março do ano que vem.

Turnê de despedida

A primeira eta­pa da excursão será no Brasil, sendo o primeiro show em Belo Hor­i­zonte, no dia 1º de março. O cal­endário, divul­ga­do nes­ta sex­ta-feira (8), inclui out­ras cidades, como Juiz de Fora (MG), Brasília, Uber­lân­dia (MG), Por­to Ale­gre, Curiti­ba e Flo­ri­anópo­lis — todos em março de 2024 -, e São Paulo — em setem­bro.

A par­tir de abril, o Sepul­tura se apre­sen­ta nos out­ros país­es da Améri­ca Lati­na e, depois, vai para os Esta­dos Unidos e a Europa. O repertório não será fixo; vai mudar de acor­do com o local.

A últi­ma turnê deve ren­der ain­da um álbum ao vivo, com 40 músi­cas. O plano do grupo é gravar cada faixa em uma cidade difer­ente. Sobre a par­tic­i­pação dos qua­tro ex-inte­grantes do Sepul­tura, Andreas Kiss­er disse que o pal­co está aber­to a colab­o­rações, mas que é o momen­to de viv­er o pre­sente, não o pas­sa­do.

Os ingres­sos para os primeiros shows começam a ser ven­di­dos, pela inter­net, na segun­da-feira (11), a par­tir das 12h.

Além do Sepul­tura, em 2024, o Rock in Rio comem­o­ra 40 anos. O grupo já se apre­sen­tou em algu­mas edições do fes­ti­val, mas não está entre as atrações já anun­ci­adas para o ano que vem. A ban­da estará no Brasil e com datas livres na época do even­to, em setem­bro de 2024. Os músi­cos dis­ser­am que gostam de tocar no Rock in Rio, mas descon­ver­saram quan­do ques­tion­a­dos se hou­ve algum con­vite para se apre­sen­tar na próx­i­ma edição.

O legado

Ao faz­er um bal­anço da car­reira do grupo, Andreas Kiss­er desta­cou que o Sepul­tura deixa um lega­do que deve ser cel­e­bra­do.

“É uma fes­ta. Uma fes­ta real­mente de uma ban­da muito espe­cial na história da músi­ca brasileira, que tem um sig­nifi­ca­do não só musi­cal, mas cul­tur­al tam­bém: a temáti­ca indí­ge­na, um vocal­ista negro no heavy met­al — que era uma coisa absur­da em 1997”, disse o gui­tar­rista, lem­bran­do da época em que o vocal­ista Der­rick Green entrou na ban­da.

Sobre as letras, nor­mal­mente críti­cas ao sis­tema, Kiss­er afir­mou que “o Sepul­tura sem­pre foi isso. Não foi só uma retóri­ca das letras, mas a gente sem­pre agiu da for­ma que a gente acha que tem que agir. A gente acred­i­ta no respeito, na diver­si­dade, nas ideias. A gente não tem medo das ideias, não tem medo de desafio.”

O gui­tar­rista tam­bém ressaltou que o suces­so do Sepul­tura incen­tivou ban­das não só do Brasil, mas tam­bém dos país­es viz­in­hos a inve­stir na car­reira inter­na­cional. Além dis­so, o esti­lo musi­cal dos brasileiros — ora clas­si­fi­ca­do como trash met­al, ora como heavy met­al —  influ­en­ciou out­ras ban­das.

O respeita­do guia inter­na­cional de músi­ca All Music descreve o Sepul­tura como a “lendária ban­da brasileira de met­al que for­jou um som rico e poderoso, cheio de veloci­dade, agres­sivi­dade, rai­va e uma dose sur­preen­dente de melo­dia.” O guia tam­bém afir­ma que, entre as ban­das influ­en­ci­adas pelos mineiros e que fazem suces­so mun­do afo­ra estão Sys­tem of a Down, Machine Head, Dis­turbed, Korn e Deftones.

Edição: Car­oli­na Pimentel

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