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Sobe pra 11 o número de mortos no RS por passagem de ciclone

Repro­dução: © Prefeitu­ra POA/Divulgação

Mais de 3.700 pessoas estão desabrigadas


Pub­li­ca­do em 18/06/2023 — 11:20 Por Luciano Nasci­men­to — Repórter da Agên­cia Brasil — São Luís

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A Defe­sa Civ­il do Rio grande do Sul infor­mou, por meio de uma rede social, que subiu para 11 o número de mor­tos dev­i­do à pas­sagem do ciclone extra­t­rop­i­cal no esta­do na quin­ta-feira (15). Até então, o órgão con­tabi­liza­va oito mortes. Mais de 3.700 pes­soas estão desabri­gadas e quase 700 desa­lo­jadas, e dez pes­soas seguem desa­pare­ci­das, todas do municí­pio de Caraá, dis­tante a cer­ca de 90 km de Por­to Ale­gre, e que tem pouco mais de 8 mil habi­tantes.

O ciclone extra­t­rop­i­cal oca­sio­nou chu­vas inten­sas e fortes ven­tos no sul de San­ta Cata­ri­na e no norte do Rio Grande do Sul. As tem­pes­tades causaram inun­dações, alaga­men­tos, enx­ur­radas e desliza­men­tos de ter­ra, que afe­taram 41 cidades gaúchas e 31 catari­nens­es.

Em San­ta Cata­ri­na, não há reg­istro de mortes e desa­parec­i­men­tos. Tam­bém não há pes­soas desabri­gadas ou desa­lo­jadas. A água que ala­ga­va os municí­pios já baixou e as cidades que tiver­am desliza­men­tos já estão recu­peran­do ess­es locais.

Segun­do o Cen­tro Nacional de Geren­ci­a­men­to de Riscos e Desas­tres Nat­u­rais (Cemaden), a pre­visão para este domin­go (18) é de mel­ho­ra do tem­po. O ciclone se deslo­cou para o oceano e há resquí­cios de ven­to na cos­ta norte do Rio Grande do Sul. A pre­ocu­pação, ago­ra, será com as baixas tem­per­at­uras, já que o inver­no começa na próx­i­ma sem­ana.

A Defe­sa Civ­il do Rio Grande do Sul ori­en­ta as pes­soas que dese­jam retornar para suas residên­cias a ver­i­ficar as condições estru­tu­rais e de segu­rança. “Higi­en­ize o local e todo mate­r­i­al que teve con­ta­to com a água. Comu­nique as autori­dades se iden­ti­ficar riscos”, aler­ta o órgão.

O ciclone extra­t­rop­i­cal é um sis­tema de baixa pressão atmos­féri­ca que surge fora dos trópi­cos. É asso­ci­a­do às frentes frias e encon­tra­do nas médias e altas lat­i­tudes. No Hem­is­fério Sul, os ciclones giram no sen­ti­do dos pon­teiros dos reló­gios, de acor­do com o Insti­tu­to Nacional de Mete­o­rolo­gia (Inmet) e o Cen­tro de Pre­visão de Tem­po e Estu­dos Climáti­cos (Cptec).

O ciclone que atingiu o Sul do país, asso­ci­a­do a uma frente fria, for­mou-se no Oceano Atlân­ti­co no decor­rer da sem­ana pas­sa­da. A área de baixa pressão nos médios e altos níveis da atmos­fera poten­cial­i­zou a for­mação do ciclone em ter­ra, trans­portan­do a umi­dade do oceano para o con­ti­nente.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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