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Terreiro de candomblé é primeiro bem tombado pelo Inepac este ano

Repro­dução: © Sec­re­taria de Cul­tura do Rio de Janeiro/Divulgação

Local é considerado de grande relevância cultural e social


Pub­li­ca­do em 11/02/2022 — 19:06 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O ter­reiro de can­domblé Egbe Ile Iya Omi­daye Asé Obal­ayo, situ­a­do no bair­ro de Sacra­men­to, em São Gonça­lo, região met­ro­pol­i­tana do Rio de Janeiro, per­ten­cente aos povos tradi­cionais de matrizes africanas, é o primeiro patrimônio tomba­do pelo Insti­tu­to Estad­ual do Patrimônio Cul­tur­al (Inepac) neste ano e o ter­ceiro des­de 2016. O anún­cio foi feito hoje (11) pela Sec­re­taria de Esta­do de Cul­tura e Econo­mia Cria­ti­va do Rio de Janeiro. O local é con­sid­er­a­do de grande relevân­cia cul­tur­al e social para os municí­pios do leste da região met­ro­pol­i­tana do esta­do.

Lid­er­a­do por Mãe Már­cia de Oxum há cer­ca de 27 anos, o ter­reiro está em fun­ciona­men­to há mais de 50 anos e acol­he cen­te­nas de pes­soas por mês em ter­mos psi­cológi­cos, reli­giosos e soci­ais. Durante os encon­tros ali real­iza­dos, o espaço ain­da abor­da temas atu­ais, entre os quais dire­itos humanos, dire­ito da mul­her e igual­dade social e racial. O ter­reiro fica local­iza­do na Rua Dalmir da Sil­va, lote 8.

Mãe Már­cia avaliou que, como cen­tro de refer­ên­cia para muitos ter­reiros de São Gonça­lo e dos municí­pios viz­in­hos, o fato de o ter­reiro ser o primeiro patrimônio tomba­do pelo Inepac em 2022 con­sti­tui um mar­co e uma cel­e­bração para toda a comu­nidade can­domblecista. “É a certeza que con­ta­mos com o gov­er­no para nos aju­dar em qual­quer even­tu­al­i­dade e dividir conosco essa respon­s­abil­i­dade de pro­teção do patrimônio”, desta­cou.

Comprometimento

De acor­do com a dire­to­ra do Inepac, Ana Cristi­na Car­val­ho, a comu­nidade Egbe Ile Iya Omi­daye Asé Obal­ayo se mostrou com­pro­meti­da com a preser­vação das edi­fi­cações, árvores e obje­tos que fazem parte do espaço tomba­do, que ago­ra é patrimônio cul­tur­al flu­mi­nense.

Expli­cou que “quan­do o pro­pri­etário ou pos­suidor do bem tomba­do anseia pelo tomba­men­to e se com­pro­m­ete com a sua preser­vação e con­ser­vação, como no caso do ter­reiro de can­domblé Egbe Ile Iya Omi­daye Asé Obal­ayo, a pro­teção legal con­feri­da ao patrimônio pelo ato de tomba­men­to fica, sem som­bra de dúvi­da, muito mais for­t­ale­ci­da”.

O Egbe Ile Iya Omi­daye Asé Obal­ayo é o ter­ceiro ter­reiro tomba­do pelo Inepac, soman­do-se assim ao Ilê Axé Opô Afon­já, local­iza­do em São João de Mer­i­ti e tomba­do em 2016, e ao Man­so Ban­tuqueno Ngomes­sa Kat’es­pero Gomeia da Nação Kongo/Angola — o Ter­reiro da Gomeia, local­iza­do em Duque de Cax­i­as e tomba­do em 2021. Ess­es dois ter­reiros estão local­iza­dos na região da Baix­a­da Flu­mi­nense.

Edição: Bruna Saniele

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