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Virada Sustentável celebra 15 anos com programação diversa e gratuita

Será de 17 a 21 de setembro na capital paulista.

Cami­la Boehm — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 16/09/2025 — 08:28
São Paulo
São Paulo (SP), 16/09/2023 - Apresentação da dança indígena Toré, com a etnia Wassu Cocal, durante a 13ª Virada Sustentável, no Parque Augusta. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

A Vira­da Sus­ten­táv­el cel­e­bra 15 anos de história com pro­gra­mação gra­tui­ta e descen­tral­iza­da, em São Paulo, no ano da Con­fer­ên­cia das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáti­cas, a COP30, que será real­iza­da em novem­bro em Belém. 

De 17 a 21 de setem­bro, o maior fes­ti­val de sus­tentabil­i­dade da Améri­ca Lati­na ocu­pa diver­sos espaços da cap­i­tal paulista. Insta­lações artís­ti­cas, feiras, exposições, per­for­mances, ofic­i­nas, shows, cin­e­ma, debates e o Fórum Vira­da Sus­ten­táv­el são parte da pro­gra­mação.

No Cen­tro Cul­tur­al São Paulo (CCSP), um dos destaques é a exposição de Araquém Alcân­tara, um dos pre­cur­sores da fotografia de natureza no Brasil. No local, estão pre­vis­tos tam­bém show da can­to­ra Mar­i­ana Aydar e sessão do filme de Anna Muy­laert, “A Mel­hor Mãe do Mun­do”.

Real­iza­da em parce­ria com a Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU) no Brasil, a Vira­da Sus­ten­táv­el com­ple­ta 15 anos de existên­cia com a mar­ca de 55 edições real­izadas em diver­sas cidades do país. Em São Paulo, esta é a 15ª edição.

Obras artís­ti­cas que se tornaram emblemáti­cas ao lon­go dess­es anos de história do even­to serão expostas, con­sti­tuin­do-se em uma pro­pos­ta de museu tem­porário da sus­tentabil­i­dade. Ain­da no CCSP, palestras e debates sobre cidades, ambi­ente, sociedade e econo­mia serão real­iza­dos no âmbito do fórum.

Estão con­fir­ma­dos nomes de refer­ên­cia como Maria Beat­riz Nogueira, chefe do Alto Comis­sari­a­do das Nações Unidas para Refu­gia­dos da ONU (Acnur); Rodri­go Per­pé­tuo, secretário exec­u­ti­vo do ICLEI Améri­ca do Sul, asso­ci­ação inter­na­cional de gov­er­nos locais e sub­na­cionais ded­i­ca­dos ao desen­volvi­men­to sus­ten­táv­el; e Kami­la Cami­lo, ativista, empreende­do­ra social e fun­dado­ra do Insti­tu­to Oya e Cre­ators Acad­e­my.

Serão mon­tadas tam­bém insta­lações artís­ti­cas de Lixo­ma­nia e Oxil, recon­heci­dos pela atu­ação na arte urbana, como o grafite e o pixo, além da insta­lação Insalu­bre de SpParis, que denun­cia o ciclo destru­ti­vo da fast fash­ion e seus impactos socioam­bi­en­tais. As obras pre­ten­dem estim­u­lar reflexões sobre con­sumo e resí­du­os.

Atividades pela cidade

Na Casa das Rosas, museu local­iza­do na Aveni­da Paulista, fun­cionará uma feira de brechós, exposições, músi­ca, além da roda de con­ver­sa Raízes da Resistên­cia, com a ativista indí­ge­na Txai Suruí, Jaci Mar­tins do povo Guarani Mbya, Day Mor­eira tam­bém ativista indí­ge­na, com medi­ação de Chirley Pankará, ped­a­goga, mestre em edu­cação e ativista ambi­en­tal.

A pau­ta indí­ge­na será reforça­da em ativi­dades real­izadas no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). No local, o públi­co poderá assi­s­tir a mais per­for­mances artís­ti­cas e apre­sen­tações de artis­tas da etnia Fulni‑ô.

Na Aldeia Pin­domir­im, na Ter­ra Indí­ge­na Jaraguá, haverá uma exposição inédi­ta na cidade, com ima­gens do pro­je­to Ruí­nas da Flo­res­ta, do fotó­grafo e jor­nal­ista brasileiro Rafael Vilela, vence­dor do POY-Latam 2025, impor­tante con­cur­so de fotografia doc­u­men­tal ibero-amer­i­cana. A exposição estará em São Paulo pela primeira vez após tem­po­ra­da em Lon­dres, no Reino Unido.

Na ciclovia às mar­gens do Rio Pin­heiros, na zona oeste da cidade, a insta­lação artís­ti­ca Capi­varas vai chamar a atenção do públi­co. É uma escul­tura infláv­el de qua­tro met­ros de altura, na for­ma de capi­vara, rep­re­sen­tan­do uma fêmea e seu fil­hote. Cri­a­da pelo artista Eduar­do Baum, a obra sim­boliza o papel silen­cioso dess­es grandes roe­dores no equi­líbrio ambi­en­tal.

A arte do mural­is­mo tam­bém inte­gra a pro­gra­mação des­ta edição da Vira­da Sus­ten­táv­el. Um novo mur­al, pro­duzi­do pelo ativista Mun­dano, local­iza­do no número 930 da Rua Jaceguai, já está visív­el para quem pas­sa pelo endereço. A obra, de 195,5 met­ros quadra­dos, é uma hom­e­nagem às cata­do­ras e aos cata­dores de mate­ri­ais reci­cláveis. O mur­al foi feito com tin­tas pro­duzi­das a par­tir de cin­zas da flo­res­ta queima­da na aldeia Anam­bé, local­iza­da no Pará, além de argi­las cole­tadas em diver­sas regiões do esta­do.

A var­iedade da pro­gra­mação se estende a espaços públi­cos em out­ras regiões da cidade, como unidades de cen­tros edu­ca­cionais unifi­ca­dos (CEUs), unidades do Serviço Social do Comér­cio (Sesc), unidades bási­cas de Saúde (UBSs) e par­ques.

De São Paulo, o fes­ti­val par­tirá para o Rio de Janeiro„ com pro­gra­mação entre os dias 16 e 19 de out­ubro.

A pro­gra­mação está no site da Vira­da Sus­ten­táv­el.

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