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Caminhos da Reportagem mostra desafios da profissão de cantor lírico

Repo­dução: © Divulgação/TV Brasil

Programa vai ao ar às 22h na TV Brasil


Pub­li­ca­do em 24/04/2022 — 09:36 Por EBC — Brasília

Ao decla­mar poe­mas ao som do instru­men­to da lira, os poet­as gre­gos inau­gu­raram a tradição do can­to líri­co, impor­ta­da da Europa e hoje pre­sente em todo o mun­do. O Cam­in­hos da Reportagem deste domin­go (24), às 22h, mostra os desafios da profis­são no Brasil, uma escol­ha que envolve muito estu­do, práti­ca, ded­i­cação e luta para se destacar nes­ta arte.

A can­to­ra líri­ca Chiara San­toro, for­ma­da pela Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Esta­do do Rio de Janeiro (UniRio) e com espe­cial­iza­ção no Con­ser­vatório San­ta Cecília de Roma, atua como atriz e can­to­ra em difer­entes gêneros do can­to líri­co, como óperas, opere­tas e con­cer­tos de câmara. “Eu gos­to de con­tar histórias can­tan­do”, resume. A quan­ti­dade reduzi­da de obras por tem­po­ra­da no Brasil aca­ba tam­bém exigin­do dos artis­tas maior ver­sa­til­i­dade. “É uma real­i­dade aqui do can­to líri­co no Brasil ter que se dividir em muitas tare­fas. A gente vai equi­li­bran­do, tipo mal­abarista”, brin­ca.

Em car­taz no The­atro Munic­i­pal de São Paulo com a ópera Naval­ha na na carne, basea­da na peça de Plínio Mar­cos, o can­tor líri­co e pro­fes­sor da Esco­la de Músi­ca da UFRJ Home­ro Vel­ho defende que, mes­mo nos perío­dos em que está fora dos pal­cos, o can­tor pre­cisa estar sem­pre pron­to, com a voz “fun­cional”: “É o úni­co instru­men­to que real­mente é o nos­so cor­po, é muito difí­cil de a gente sen­tir o que está acon­te­cen­do lá den­tro. Por isso, a práti­ca diária é tão impor­tante, ensi­na de maneira empíri­ca como uti­lizar sua voz”.

O cantor lírico Homero Velho, no Theatro Municipal de São Paulo onde estrela Navalha na carne
Repro­dução: O can­tor líri­co Home­ro Vel­ho, no The­atro Munic­i­pal de São Paulo onde estrela Naval­ha na carne — Divulgação/TV Brasil

Diante das difi­cul­dades da car­reira, muitos artis­tas ain­da procu­ram no exte­ri­or opor­tu­nidades de tra­bal­ho e for­mação. A jovem can­to­ra líri­ca Manuela Korossy é hoje alu­na da Juil­liard School, nos Esta­dos Unidos, uma das mais reno­madas esco­las de per­for­mance do mun­do. “A coisa mais difí­cil de todo o proces­so de admis­são, quan­do se tem segu­rança no seu preparo téc­ni­co, é vencer o estresse”, desabafa. De Brux­e­las, a can­to­ra líri­ca Priscila Olegário, que estu­dou na França, na Itália e na Bél­gi­ca, e já se apre­sen­tou em difer­entes país­es da Europa inter­pre­tan­do pro­tag­o­nistas de óperas reno­madas, como “Car­men” e “Aida”, con­ta que, ain­da assim, encon­tra bar­reiras: “Só o meu cor­po e a min­ha face can­tan­do líri­co já são uma trans­gressão”, argu­men­ta. “Ain­da hoje há país­es que fazem black­face. Isso para mim, é ina­ceitáv­el”, diz Priscila, referindo-se à práti­ca de car­ac­teri­zar per­son­agens bran­cos como se fos­sem negros, o que reforça ester­ióti­pos racis­tas.

Cantora lírica Priscila Olegario vive em Bruxelas e se apresenta nos palcos europeus
Repro­dução: Can­to­ra líri­ca Priscila Ole­gario vive em Brux­e­las e se apre­sen­ta nos pal­cos europeus — Divulgação/TV Brasil

No Ama­zonas, o can­tor líri­co Miqueias William perseguiu o son­ho de subir ao pal­co e soltar a voz inspi­ra­do nos três tenores — Luciano Pavarot­ti, Plá­ci­do Domin­gos e José Car­reras -, que, na déca­da de 1990, fiz­er­am suces­so mundial­mente. Miqueias tornou-se um dos ide­al­izadores do Encon­tro de Tenores, que acon­tece há dez anos no Teatro Ama­zonas, em Man­aus. Ain­da hoje, ele diz que se emo­ciona ao entrar no teatro: “É uma respon­s­abil­i­dade muito grande e é um priv­ilé­gio”, descreve. “Eu vim de um bair­ro humilde, meu avô era pescador, min­ha mãe uma pro­fes­so­ra. A gente não era de família rica, que se inter­es­sou por ópera e foi para Europa. Nada, foi tudo aqui mes­mo”.

Miqueias Willina ressalta a emoção, o privilégio e a responsabilidade de cantar no palco do Teatro Amazonas
Repro­dução: Miqueias Wil­l­i­na ressalta a emoção, o priv­ilé­gio e a respon­s­abil­i­dade de can­tar no pal­co do Teatro Ama­zonas — Divulgação/TV Brasil

No Rio, o Colé­gio Pedro II tem a dis­ci­plina de músi­ca nos ban­cos esco­lares des­de sua fun­dação, em 1837. “A músi­ca tem um lugar. O lugar dela é na esco­la, é jun­to com os alunos”, acred­i­ta a pro­fes­so­ra de edu­cação musi­cal Cristi­na Car­doso da Fon­se­ca.

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