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Comunidade do Amapá recebe laboratório-escola flutuante

Repro­dução: © Min­istério da Ciên­cia; Tec­nolo­gia e Ino­vações (MCTI)

Unidade oferece curso técnico em alimentos da biodiversidade


Pub­li­ca­do em 06/12/2022 — 23:13 Por Agên­cia Brasil — Brasília

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A comu­nidade do Arraiol, no Arquipéla­go do Bailique (AP), a 180 quilômet­ros de Macapá, rece­beu hoje (5) o Lab­o­ratório-Esco­la Flu­tu­ante da Agro­bio­di­ver­si­dade do Bailique. A unidade inte­gra o Cen­tro Voca­cional Tec­nológi­co (CVT) da Agro­bio­di­ver­si­dade Bailique-Rio Grande, finan­cia­do pelo Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vações.

Com quase 200 met­ros quadra­dos, o lab­o­ratório-esco­la dis­põe de estru­tu­ra de sala de aula, lab­o­ratório equipa­do e coz­in­ha para ativi­dades práti­cas do cur­so de téc­ni­co em ali­men­tos da agro­bio­di­ver­si­dade, almoxar­i­fa­do e dor­mitório. O flu­tu­ante tam­bém está equipa­do com uma plan­ta para liofil­iza­ção do açaí, ou seja, trans­for­mação da pol­pa em pó por meio de alta tec­nolo­gia.

Segun­do o min­istério, a opção pelo flu­tu­ante con­sid­era a estru­tu­ra das ilhas do arquipéla­go, for­ma­da por sed­i­men­tos e que ao lon­go do tem­po pode sofr­er dete­ri­o­ração. O flu­tu­ante pode ser removi­do de local e é abaste­ci­do por painéis de ener­gia foto­voltaica. O lab­o­ratório-esco­la tem uma estru­tu­ra ade­qua­da para a real­iza­ção do cur­so. Até ago­ra, as aulas eram min­istradas de modo adap­ta­do no cen­tro de even­tos da comu­nidade.

Com val­or glob­al de R$ 6,2 mil­hões, o pro­je­to do CVT Bailique é total­mente finan­cia­do com recur­sos da pas­ta min­is­te­r­i­al. O lab­o­ratório flu­tu­ante foi plane­ja­do com base no Pro­to­co­lo Comu­nitário de 2013, elab­o­ra­do pela comu­nidade local.

Coor­de­na­do pela Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio Grande (FURG), o pro­je­to é real­iza­do em parce­ria com a Ofic­i­na Esco­la de Luthe­ria da Amazô­nia (OELA), a Asso­ci­ação das Comu­nidades Tradi­cionais do Bailique (ACTB) e o Insti­tu­to de Desen­volvi­men­to Sus­ten­táv­el Mami­rauá (IDEM), entre out­ras enti­dades públi­cas e pri­vadas.

O min­istério assi­nou um ter­mo de exe­cução descen­tral­iza­da com a FURG em 2015 e a primeira tur­ma do cur­so téc­ni­co em ali­men­tos da agro­bio­di­ver­si­dade foi for­ma­da em 2017. O cur­so ofer­ece 1,2 mil horas de aula que inclui dis­ci­plinas como dire­ito ambi­en­tal, micro­bi­olo­gia, bio­quími­ca de ali­men­tos, biotec­nolo­gia, coop­er­a­tivis­mo, segu­rança ali­men­tar e nutri­cional.

O cur­so for­mou 53 jovens de 16 comu­nidades em três tur­mas. No momen­to, a quar­ta tur­ma está em anda­men­to. As aulas são min­istradas pelo sis­tema de alternân­cia, em que os jovens pas­sam 15 dias na esco­la e 15 dias nas comu­nidades.

Edição: Fábio Mas­sal­li

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