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Foguete sul-coreano deve ser lançado nesta segunda em Alcântara

Repro­dução: © War­ley de Andrade/TV Brasil

Missão leva ao espaço tecnologia nacional para a navegação autônoma


Pub­li­ca­do em 18/12/2022 — 19:30 Por Agên­cia Brasil — São Paulo

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Está pre­vis­to o lança­men­to do foguete HANBIT-TLV, da empre­sa sul-core­ana Inno­space, na próx­i­ma segun­da-feira (19), às 6h (horário de Brasília), pelo Cen­tro de Lança­men­to de Alcân­tara, no Maran­hão. Esse será o primeiro lança­men­to de empre­sa pri­va­da feito pela base brasileira.

A mis­são visa a tes­tar o fun­ciona­men­to do foguete sul-core­ano e tam­bém leva ao espaço o Sis­tema de Nave­g­ação Iner­cial (SISNAV), desen­volvi­do por mil­itares brasileiros com apoio da Finan­ciado­ra de Estu­dos e Pro­je­tos (FINEP) e Agên­cia Espa­cial Brasileira (AEB), vin­cu­ladas ao Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vações (MCTI). Segun­do a pas­ta, o lança­men­to depende das condições mete­o­rológ­i­cas.

O SISNAV é um exper­i­men­to nacional para a nave­g­ação autôno­ma de foguetes, desen­volvi­do pelo Insti­tu­to de Aeronáu­ti­ca e Espaço (IAE), da Força Aérea Brasileira, den­tro do pro­je­to Sis­tema de Nave­g­ação e Con­t­role (SISNAC). A tec­nolo­gia fará parte do Veícu­lo Lançador de Microsatélites (VLM).

Com o lança­men­to, serão obti­dos dados de voo que avaliam como o sis­tema se com­por­tou em condições especí­fi­cas de tem­per­atu­ra e pressão. Não haverá oper­ação de res­gate, pois os dados de voo serão cole­ta­dos por teleme­tria. A car­ga útil pesa 20kg e tem dimen­sões de 310 × 400 × 280 mm³.

O ger­ente do pro­je­to SISNAC, major Bruno Távo­ra, afir­mou que esta será a primeira opor­tu­nidade de avaliar o com­por­ta­men­to da tec­nolo­gia em ambi­ente real de voo. “Um sis­tema de nave­g­ação iner­cial é um com­po­nente críti­co para os veícu­los de aces­so ao espaço desen­volvi­dos pelo IAE, pois não são encon­tra­dos na indús­tria nacional. Por esta razão, o IAE ini­ciou há alguns anos o desen­volvi­men­to do seu próprio pro­du­to, o SISNAV, uti­lizan­do sen­sores iner­ci­ais desen­volvi­dos pelo Insti­tu­to de Estu­dos Avança­dos e pro­duzi­dos nacional­mente”, descreve.

Távo­ra tam­bém ressalta o apoio do min­istério e insti­tu­ições vin­cu­ladas. “Os recur­sos prove­nientes do MCTI foram fun­da­men­tais para o desen­volvi­men­to do SISNAV, pois os pro­je­tos rece­ber­am recur­sos tan­to da FINEP, como da AEB”. A FINEP apoiou o desen­volvi­men­to do SISNAV com recur­sos de quase R$ 40 mil­hões apor­ta­dos no Depar­ta­men­to de Ciên­cia e Tec­nolo­gia Aeroe­s­pa­cial (DCTA) da FAB, em pro­je­tos exe­cu­ta­dos entre os anos de 2005 e 2016.

Edição: Fer­nan­da Cruz

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