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“São Silvestre é prova que todo brasileiro sonha vencer”, diz atleta

Repro­dução: @Agência Brasil / EBC

Mais de 32 mil pessoas se inscreveram para participar da corrida em SP


Pub­li­ca­do em 29/12/2022 — 15:51 Por Elaine Patri­cia Cruz – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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“A São Sil­vestre é a pro­va que todo brasileiro que começa a cor­rer son­ha em vencer”, disse hoje (29) o corre­dor brasileiro Eder­son Vilela, que venceu a Vol­ta da Pam­pul­ha em 2019.

Um son­ho que não se real­iza há 12 anos na pro­va mas­culi­na e há 16 anos na cor­ri­da fem­i­ni­na. A últi­ma vez que o Brasil chegou ao topo da pro­va foi em 2010, com a vitória de Mar­il­son Gomes dos San­tos. No fem­i­ni­no, a últi­ma vez que uma brasileira venceu a cor­ri­da mais tradi­cional do país foi em 2006, com Lucélia Peres.

E para chegar ao topo neste ano de 2022, os brasileiros apos­tam em um ingre­di­ente bem nacional: a umi­dade. “Se estiv­er choven­do, mas a umi­dade estiv­er alta, vai ser bom. A gente sabe que alguns adver­sários têm prob­le­mas em cor­rer com a umi­dade alta, prin­ci­pal­mente os africanos. Nós, brasileiros, temos van­tagem nes­sa questão. E se estiv­er calor e a umi­dade estiv­er alta, vai aju­dar bas­tante”, disse Gio­vani dos San­tos, o brasileiro que mais vezes chegou ao topo da São Sil­vestre: seis vezes, com o mel­hor resul­ta­do con­quis­ta­do sendo um quar­to lugar.

“Se estiv­er um cli­ma razoáv­el, já fica mais com­pli­ca­do para a gente. Eu, que sou espe­cial­ista em cor­rer com umi­dade alta e cor­rer em lugares mais abafa­dos, acho que temos condições de levar van­tagem se chover. Vamos torcer para que este­ja nesse cli­ma para faz­er­mos uma boa pro­va. Claro que, se estiv­er ruim para um, vai estar ruim para todos. Mas, sem­pre alguém leva van­tagem em algu­ma coisa e espero que pos­samos levar van­tagem nes­sa parte aí”, com­ple­tou Gio­vani.

Para a atle­ta brasileira Jenifer Nasci­men­to, brasileira que chegou ao ter­ceiro lugar na cor­ri­da do ano pas­sa­do, ter par­tic­i­pa­do out­ras vezes da pro­va tam­bém é um fator que pode traz­er van­tagem aos brasileiros. “Na min­ha opinião, ter essas exper­iên­cias de per­cur­so, aju­da bas­tante por saber em qual momen­to da pro­va você pode con­seguir faz­er sua estraté­gia. Todo ano alguns adver­sários mudam, mas sabe­mos que sem­pre vêm adver­sários fortes. Esta­mos cientes que esta­mos treinan­do e nos ded­i­can­do para con­seguir faz­er o mel­hor resul­ta­do para estar no lugar mais alto do pódio”, afir­mou.

“A gente vem se preparan­do ao lon­go do ano, mas a São Sil­vestre fica no final do ano. A preparação no final do ano é mais difí­cil porque a gente vem de um perío­do com­pet­i­ti­vo. Mas esta­mos foca­dos para com­pe­tir e prepara­dos para a com­petição”, disse Jenifer.

Já Eder­son apos­ta na exper­iên­cia. “A gente sabe que é difí­cil [vencer a São Sil­vestre], mas a cada ano que pas­sa você vai pegan­do mais exper­iên­cia. Ano pas­sa­do não fui muito bem, tive lesão, mas con­segui me recu­per­ar este ano. Cada um tem sua par­tic­u­lar­i­dade e vem tra­bal­han­do forte para mel­ho­rar a cada ano que pas­sa”, com­ple­tou Eder­son Vilela, que teve 2019 como seu mel­hor ano de desem­pen­ho, com a con­quista da Vol­ta da Pam­pul­ha.

Confiança

Os prin­ci­pais adver­sários dos brasileiros, os atle­tas africanos, apos­tam na con­fi­ança para chegar a mais uma con­quista na pro­va. “Acho que dia 31 pos­so ser campeão”, disse Maxwell Rotich, atle­ta de Ugan­da e que foi campeão este ano da Akzoitia Azpeitia Diego Gar­cia Memo­r­i­al Half Marathon, um even­to tradi­cional na Espan­ha.

“Estou muito bem prepara­da e ten­ho certeza de que vou me sair bem”, disse a que­ni­ana Vivian Kipla­gat, bicam­peã da Vol­ta Inter­na­cional da Pam­pul­ha em 2021 e 2022 e ter­ceira colo­ca­da na Mara­tona Inter­na­cional de São Paulo deste ano.

Campeão da Mara­tona Inter­na­cional de São Paulo neste ano, o etíope Tilahun Nigussie vai par­tic­i­par da São Sil­vestre pela primeira vez. “Treinei bem, estou bem e espero poder ser o campeão”, disse.

Ape­sar da con­fi­ança, eles sabem que a umi­dade e a tem­per­atu­ra podem atra­pal­har seus planos de mais uma vitória na pro­va. Ain­da mais com a pos­si­bil­i­dade de enfrentar chu­va durante o tra­je­to.

“Fico impres­sion­a­da em como os brasileiros con­seguem com­pe­tir aqui, com o calor. Acho que a van­tagem está com os brasileiros”, disse Kabebush Yis­ma, atle­ta etíope e que foi campeã da Mara­tona Inter­na­cional de São Paulo e da Mara­tona do Rio de Janeiro neste ano. “É bem difí­cil com­pe­tir na chu­va: a grande questão é o peri­go de se lesion­ar. Vai ser um desafio, mas vim para par­tic­i­par desse desafio. Já cor­ri uma vez no Brasil com chu­va, não foi fácil, você pode deslizar no asfal­to, mas vou encar­ar o desafio”, afir­mou.

O etíope Tilahun Nigussie con­cor­da. “É um pouco difí­cil. Se fos­se uma mara­tona em um dia chu­voso, talvez seria um pouco mais fácil, porque optaria por uma cer­ta estraté­gia. Mas, como é um per­cur­so mais cur­to, com muitas cur­vas, real­mente será bem com­pli­ca­do”, disse.

“A chega­da da cor­ri­da con­ta com uma subi­da [na Aveni­da Brigadeiro Luís Antônio], então, ao ten­tar faz­er esse esforço final, pode haver algum deslize. É um desafio, mas esta­mos pron­tos”, com­ple­tou o corre­dor.

Já a que­ni­ana Vivian Kipla­gat e o ugandês Maxwell Rotich não se pre­ocu­pam muito com a pos­si­bil­i­dade de chu­va. Mas com a tem­per­atu­ra. “Depende muito da umi­dade e da tem­per­atu­ra. A chu­va não é o prob­le­ma, o prob­le­ma é a umi­dade e a tem­per­atu­ra. Nos­so desem­pen­ho depen­derá mais dis­so”, dis­ser­am.

“Se for um dia chu­voso, vai ser difí­cil, desafi­ador. Na Etiópia não esta­mos acos­tu­ma­dos a com­pe­tir em dias de chu­va. Mas, já gan­hei três vezes a pro­va e nes­sas três vezes choveu”, disse a etíope Wude Aymer, que já par­ticipou da São Sil­vestre antes, obten­do um quar­to lugar em 2017.

Para ela, inde­pen­den­te­mente dos desafios que a pro­va for impor aos atle­tas, o que vai impor­tar ao final de tudo isso será o respeito entre eles. “Algo que real­mente temos que demon­strar como atle­tas é o respeito um pelo out­ro. Aque­le que treinou mel­hor é que será o campeão. Então é necessário que real­mente se ten­ha respeito um pelo out­ro”, disse, durante entre­vista cole­ti­va real­iza­da no final da man­hã de hoje (29), em São Paulo.

Mais de 32 mil pes­soas se inscrever­am para par­tic­i­par da pro­va, que será real­iza­da no próx­i­mo sába­do (31). O crono­gra­ma de largadas da São Sil­vestre começa a par­tir das 7h25, com a saí­da da cat­e­go­ria cadeirantes. Em segui­da, a par­tir das 7h40, será a vez da elite fem­i­ni­na. A par­tir das 8h05 é a vez do iní­cio da elite mas­culi­na, do pelotão pre­mi­um, dos cadeirantes com guia e do pelotão ger­al.

Edição: Lílian Beral­do

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