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Pesquisa aponta que feijão é aliado na luta contra obesidade

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr./ABr

Produto é importante para dieta equilibrada, diz pesquisadora


Pub­li­ca­do em 24/02/2023 — 17:08 Por Rena­to Ribeiro — Repórter da Rádio Nacional — Brasília

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O fei­jão é tradição na mesa do brasileiro, mas o que pou­ca gente sabe é que ele pode ser um ali­a­do na luta con­tra obesi­dade. 

Uma pesquisa da UFMG (Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Minas Gerais) rev­el­ou que cor­tar esse ali­men­to da dieta, que é rico em pro­teí­nas, em min­erais, como fer­ro, além de vit­a­m­i­nas e fibras, pode aumen­tar em 20% a chance de desen­volver obesi­dade, e, em 10%, a de exces­so de peso.

Por  out­ro lado, o estu­do apon­tou que o con­sumo reg­u­lar, em cin­co ou mais dias da sem­ana, apre­sen­tou fator de pro­teção de 14%, no desen­volvi­men­to de exces­so de peso, e de 15%, da obesi­dade.

A pesquisado­ra Fer­nan­da Ser­ra Grana­do, da Fac­ul­dade de Med­i­c­i­na da UFMG, expli­ca a importân­cia do fei­jão para uma dieta equi­li­bra­da.

“O uso não reg­u­lar do fei­jão, ou mes­mo o seu não con­sumo, foi asso­ci­a­do com a obesi­dade porque o indi­ví­duo, quan­do con­some o fei­jão, ele con­some jun­to out­ros ali­men­tos saudáveis, como o arroz, alguns veg­e­tais, uma sal­a­da e mes­mo uma carne, com­pon­do um pra­to nutri­cional­mente equi­li­bra­do para o gan­ho de peso e para a saúde”, expli­ca.

“Quan­do o indi­ví­duo deixa de com­er o fei­jão, muito provavel­mente ele aca­ba fazen­do escol­has ali­menta­res mais inad­e­quadas e não saudáveis, que apre­sen­tam ele­va­da quan­ti­dade de calo­rias e, por vezes, poucos nutri­entes, e por esse moti­vo, essa sub­sti­tu­ição aca­ba levan­do ao gan­ho de peso da pop­u­lação adul­ta.”

A pesquisa apon­tou uma redução no con­sumo do fei­jão. A pre­visão é que em 2025 o brasileiro deixe de com­er o ali­men­to de for­ma reg­u­lar e tradi­cional, pas­san­do a con­sumir entre um e qua­tro dias na sem­ana.

A pesquisado­ra Fer­nan­da Ser­ra Grana­do detal­ha os motivos dessa redução. “Os motivos para a redução do con­sumo reg­u­lar de fei­jão ao lon­go dos anos têm sido a sua sub­sti­tu­ição pelos ali­men­tos indus­tri­al­iza­dos, espe­cial­mente os ultra­proces­sa­dos que, ape­sar de serem ali­men­tos muito mais práti­cos, muito mais con­ve­nientes, diante da cor­re­ria do nos­so dia a dia, eles tam­bém apre­sen­tam uma ele­va­da quan­ti­dade de calo­ria, eles não têm pouco ou quase nen­hum val­or nutri­ti­vo. Por isso, eles acabam con­tribuin­do para o gan­ho de peso da pop­u­lação e uma pio­ra da qual­i­dade da dieta.”

A pesquisa uti­li­zou dados de mais de 500 mil adul­tos, entre os anos de 2009 e 2019, acom­pan­hados pelo Vig­i­tel (Sis­tema de Vig­ilân­cia de Fatores de Risco e Pro­teção para Doenças Crôni­cas por Inquéri­to Tele­fôni­co), do Min­istério da Saúde.

Ouça na Radioagência:

Edição: Ana Lúcia Caldas/Edgard Mat­su­ki

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