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Memorial da Resistência exibe filme sobre freira presa na ditadura

Documentário será exibido no Dia Internacional das Mulheres

Elaine Patrí­cia Cruz — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 07/03/2025 — 17:02
São Paulo
São Paulo (SP), 06/03/2024 - Neste sábado (8), quando se celebra o Dia Internacional das Mulheres, o Memorial da Resistência, na capital paulista, vai exibir o documentário Madre, que narra a história de Maurina Borges da Silveira, uma freira franciscana que foi presa, torturada e exilada pela ditadura militar brasileira. Foto: NuOlhar filmes/Divulgação
© NuOl­har filmes/Divulgação

Neste sába­do (8), quan­do se cel­e­bra o Dia Inter­na­cional das Mul­heres, o Memo­r­i­al da Resistên­cia, na cap­i­tal paulista, vai exibir o doc­u­men­tário Madre, que nar­ra a história de Mau­ri­na Borges da Sil­veira, uma freira fran­cis­cana pre­sa, tor­tu­ra­da e exi­la­da pela ditadu­ra mil­i­tar brasileira.

Con­ta­da em audiên­cia Comis­são da Ver­dade da Assem­bleia Leg­isla­ti­va de São Paulo em 2013, a história de Madre Mau­ri­na é con­sid­er­a­da uma das mais emblemáti­cas da ditadu­ra brasileira. “Envolveu todas as insti­tu­ições, todos os sen­ti­men­tos, toda a dig­nidade fem­i­ni­na, toda a dig­nidade da sociedade”, disse, na ocasião, Denise Assis, jor­nal­ista, pesquisado­ra da vida da madre e auto­ra do livro Imac­u­la­da.

Madre Mau­ri­na era dire­to­ra do Lar San­tana, um orfana­to para meni­nas em Ribeirão Pre­to, inte­ri­or de São Paulo, e foi pre­sa no dia 25 de out­ubro de 1969. A acusação era de que ela acober­ta­va mil­i­tantes da Frente Arma­da de Lib­er­tação Nacional (FALN), que se reu­ni­am e imprim­i­am mate­r­i­al, con­sid­er­a­do sub­ver­si­vo à época, no porão do Lar San­tana. Mas, segun­do o que se apurou na Comis­são da Ver­dade, a madre não sabia que o grupo, que ocu­pa­va o porão do orfana­to, fazia parte da resistên­cia arma­da.

O doc­u­men­tário Madre é dirigi­do por duas mul­heres, as doc­u­men­taris­tas Ana Paula Pin­heiro e Marcela Varani. Boa parte da equipe é for­ma­da tam­bém por mul­heres.

Para con­tar a história, as doc­u­men­taris­tas ouvi­ram ape­nas mul­heres: reli­giosas, his­to­ri­ado­ras, jor­nal­is­tas e ex-pre­sas políti­cas.

“Mais de 50 anos depois do que acon­te­ceu com Mau­ri­na, sua história ain­da car­rega per­gun­tas e rumores nun­ca esclare­ci­dos. O filme revisi­ta locais por onde a freira pas­sou des­de a prisão em Ribeirão Pre­to, pas­san­do pelo exílio no Méx­i­co, até seus últi­mos dias. Áudios e arquiv­os em vídeo, muitos deles inédi­tos, enrique­cem o roteiro, res­gatan­do atro­ci­dades do regime mil­i­tar no Brasil, enfa­ti­zan­do reflexões sobre o papel das mul­heres na resistên­cia e fazen­do um para­le­lo com o que vive­mos hoje na democ­ra­cia brasileira”, infor­ma o mate­r­i­al de pub­li­ci­dade do filme.

O doc­u­men­tário foi pro­duzi­do pela NuOl­har filmes, com apoio de arquiv­os da Cin­e­mate­ca Brasileira, da Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação (EBC) e da TV Cul­tura, além da cessão de músi­cas de Chico Buar­que, Gilber­to Gil e Paulo César Pin­heiro.

A exibição do filme começa às 15h, segui­da por debate com as doc­u­men­taris­tas. A entra­da é gra­tui­ta. Mais infor­mações podem ser obti­das no site do Memo­r­i­al da Resistên­cia.

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