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PGR pede ao Supremo prisão de Carla Zambelli

Solicitação foi feita após parlamentar informar que deixou o Brasil

André Richter — Repórter da Agên­cia Brasil*
Pub­li­ca­do em 03/06/2025 — 16:20
Brasília
Ver­são em áudio
Brasília (DF) 23/04/2024 Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Repro­dução: © Lula Marques/ Agên­cia Brasil

A Procu­rado­ria-Ger­al da Repúbli­ca (PGR) pediu nes­ta terça-feira (3) ao Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF) a prisão da dep­uta­da fed­er­al Car­la Zam­bel­li (PL-SP).

A solic­i­tação foi envi­a­da ao min­istro Alexan­dre de Moraes após a par­la­men­tar infor­mar na man­hã des­ta terça-feira (3) que deixou o Brasil. Em entre­vista a um canal no YouTube, Zam­bel­li disse que saiu do país para faz­er um trata­men­to de saúde e que vai pedir licença do manda­to. Ela disse que deve per­manecer na Europa, mas não infor­mou o local exa­to.

No STF, Car­la Zam­bel­li foi con­de­na­da a dez anos de prisão pela invasão ao sis­tema eletrôni­co do Con­sel­ho Nacional de Justiça (CNJ), ocor­ri­do em 2023. A dep­uta­da tam­bém terá que pagar R$ 2 mil­hões em danos cole­tivos. O proces­so está em fase de recur­so.

De acor­do com as inves­ti­gações, Zam­bel­li foi a auto­ra int­elec­tu­al da invasão para emis­são de um manda­to fal­so de prisão con­tra o min­istro Alexan­dre de Moraes. Segun­do as inves­ti­gações, o hack­ea­men­to foi exe­cu­ta­do por Wal­ter Del­gat­ti, que tam­bém foi con­de­na­do  e con­fir­mou ter real­iza­do o tra­bal­ho a man­do da par­la­men­tar.

Eleições

Car­la Zam­bel­li responde a out­ro proces­so crim­i­nal no STF. Em agos­to de 2023, Zam­bel­li virou ré no Supre­mo pelo episó­dio em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu o jor­nal­ista Luan Araújo às vésperas do segun­do turno das eleições de 2022.

A perseguição começou após Zam­bel­li e Luan tro­carem provo­cações durante um ato políti­co no bair­ro dos Jardins, em São Paulo.

Até o momen­to, o Supre­mo reg­istrou placar de 6 votos a 0 para con­denar a par­la­men­tar a cin­co anos e três meses de prisão em regime semi­aber­to. No entan­to, um pedi­do de vista do min­istro Nunes Mar­ques adiou a con­clusão do jul­ga­men­to.

Líder do PT na Câmara

Mais cedo, o dep­uta­do fed­er­al Lind­bergh Farias (PT-RJ) pro­to­colou uma rep­re­sen­tação na PGR. O líder do PT na Câmara dos Dep­uta­dos quer que o prin­ci­pal órgão de cúpu­la do Min­istério Públi­co Fed­er­al (MPF) adote as providên­cias necessárias para que o Poder Judi­ciário deter­mine a prisão da dep­uta­da fed­er­al Car­la Zam­bel­li.

“Pro­to­colei rep­re­sen­tação à PGR com pedi­do de dec­re­tação de prisão pre­ven­ti­va da dep­uta­da fed­er­al”, infor­mou Farias, em suas redes soci­ais. Na mes­ma pub­li­cação, o petista afir­ma ter req­ui­si­ta­do que, além de pedir ao STF a prisão pre­ven­ti­va de Zam­bel­li, a PGR solicite a inclusão do nome da par­la­men­tar no aler­ta glob­al da Inter­pol.

Farias tam­bém pediu que a PGR ini­cie os pro­ced­i­men­tos de extradição de Zam­bel­li; o blo­queio de val­ores per­ten­centes à dep­uta­da e que ofi­cie o Min­istério das Relações Exte­ri­ores para que revogue o pas­s­aporte diplomáti­co dela.

Defesa

Após Zam­bel­li infor­mar que saiu do Brasil, o advo­ga­do Daniel Bial­s­ki deixou a defe­sa da dep­uta­da.

“Eu fui ape­nas comu­ni­ca­do pela dep­uta­da que estaria fora do Brasil para dar con­tinuidade a um trata­men­to de saúde. Todavia, por moti­vo de foro ínti­mo, estou deixan­do a defe­sa da dep­uta­da”, disse o advo­ga­do.

*Colaborou Alex Rodrigues

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