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Brasil diz na OEA que sequestro de Maduro é “afronta gravíssima”

Embaixador Benoni Belli participou de reunião da entidade nesta terça

Ana Cristi­na Cam­pos — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 06/01/2026 — 15:33
Rio de Janeiro
2023 JUL 26 Special Meeting of the Permanent Council Benoni Belli, Ambassador, Permanent Representative of Brazil to the OAS Date: July 26, 2023 Place: Washington, DC Credit: OAS
Repro­dução: © OAS

Na reunião extra­ordinária do Con­sel­ho Per­ma­nente da Orga­ni­za­ção dos Esta­dos Amer­i­canos (OEA) para dis­cu­tir a ação mil­i­tar dos Esta­dos Unidos na Venezuela e o seque­stro do pres­i­dente Nicolás Maduro no últi­mo sába­do (3), o embaix­ador do Brasil jun­to à enti­dade, Benoni Bel­li, afir­mou que o momen­to atu­al é grave e evo­ca tem­pos con­sid­er­a­dos ultra­pas­sa­dos mas que voltam a asso­lar a Améri­ca Lati­na e o Caribe.

“Os bom­bardeios no ter­ritório da Venezuela e o seque­stro do seu pres­i­dente ultra­pas­sam uma lin­ha ina­ceitáv­el. Ess­es atos rep­re­sen­tam uma afronta gravís­si­ma à sobera­nia da Venezuela e ameaçam a comu­nidade inter­na­cional com prece­dente extrema­mente perigoso”, disse o rep­re­sen­tante brasileiro jun­to à OEA nes­ta terça-feira (6).

Segun­do o diplo­ma­ta, agressões mil­itares con­duzem a um mun­do em que a lei do mais forte prevalece sobre o mul­ti­lat­er­al­is­mo. “Não podemos aceitar o argu­men­to de que os fins jus­ti­fi­cam os meios. Esse raciocínio carece de legit­im­i­dade e abre a pos­si­bil­i­dade de con­ferir aos mais fortes o dire­ito de definir o que é jus­to ou injus­to, o que é cer­to ou erra­do, de igno­rar as sobera­nias nacionais ditan­do as decisões que devem tomar os mais fra­cos. A sobera­nia inter­na­cional sus­ten­ta­da no dire­ito inter­na­cional e nas insti­tu­ições mul­ti­lat­erais é fun­da­men­tal para que os povos pos­sam exercer sua autode­ter­mi­nação”, afir­mou Bel­li.

Em reunião de emergên­cia do Con­sel­ho de Segu­rança na Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU), nes­ta segun­da-feira (5), o embaix­ador do Brasil Sér­gio Danese tam­bém disse que não é pos­sív­el aceitar o argu­men­to de que os fins jus­ti­fi­cari­am os meios na inter­venção arma­da dos Esta­dos Unidos na Venezuela.

Mil­itares amer­i­canos reti­raram à força Maduro e sua esposa, Cil­ia Flo­res, do ter­ritório venezue­lano, em uma ação que matou inte­grantes de forças de segu­rança do pres­i­dente e cau­sou explosões em Cara­cas, cap­i­tal do país. Maduro foi lev­a­do para Nova York e, segun­do o gov­er­no dos Esta­dos Unidos, vai respon­der no país a acusações por uma supos­ta lig­ação com o trá­fi­co inter­na­cional de dro­gas.

O casal foi lev­a­do na segun­da-feira ao Tri­bunal Fed­er­al, em Nova York, para uma audiên­cia de custó­dia na Justiça norte-amer­i­cana. Maduro disse ser inocente e negou as acusações de envolvi­men­to com nar­coter­ror­is­mo, trá­fi­co inter­na­cional de dro­gas e uso de arma­men­to pesa­do. Maduro se qual­i­fi­cou como um “pri­sioneiro de guer­ra” e um “homem decente”. O casal está deti­do num presí­dio fed­er­al no bair­ro do Brook­lyn, tam­bém em Nova York.

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