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Além de tradição, pescado é opção econômica para a Semana Santa

Repro­dução: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Vigilância Sanitária alerta para os cuidados na compra de peixes


Pub­li­ca­do em 13/04/2022 — 12:44 Por Ake­mi Nita­hara – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Com o preço da carne ver­mel­ha em alta, além de tradição, com­er pesca­do na Sex­ta-Feira da Paixão pode ser uma opção mais acessív­el para católi­cos e não católi­cos. A dica é do dire­tor da Asso­ci­ação dos Com­er­ciantes do Mer­ca­do São Pedro, Atílio Gugliel­mo. O local, em Niterói, é um dos prin­ci­pais mer­ca­dos de peixe da região met­ro­pol­i­tana do Rio de Janeiro, e já nota o aumen­to nas ven­das para a Sem­ana San­ta.

“O preço do peixe hoje está bem abaixo da carne de primeira, até de segun­da. Então, a gente espera uma movi­men­tação muito boa para a sem­ana. Na sem­ana ante­ri­or, que a gente já tira como ideia, já foi bem movi­men­ta­da, com aque­les clientes que cos­tu­mam vir sem­pre e adi­antam as com­pras para a Sem­ana San­ta”, disse Gugliel­mo.

De acor­do com pesquisa do Insti­tu­to Brasileiro de Econo­mia da Fun­dação Getulio Var­gas (Ibre/FGV), os itens mais con­sum­i­dos na Pás­coa tiver­am aumen­to de 3,93% nos últi­mos 12 meses.

E segun­do o Insti­tu­to Brasileiro de Geografia e Estatís­ti­ca (IBGE), em março, o grupo ali­men­tação e bebidas foi respon­sáv­el por 20,89% da inflação medi­da pelo Índice Nacional de Preços ao Con­sum­i­dor Amp­lo (IPCA), que acu­mu­la 11,3% em 12 meses. As carnes ficaram 0,33% mais caras no mês pas­sa­do, subi­ram 8,45% no acu­mu­la­do de 2021 e 17,97% em 2020.

O dire­tor da asso­ci­ação disse que a ofer­ta de pesca­do, ape­sar de estar em época de baixa, é o sufi­ciente para aten­der a deman­da. Mes­mo com o defe­so do camarão, que está com a pesca proibi­da no Rio de Janeiro e no Espíri­to San­to.

“Não é uma época que ten­ha muito peixe, então não tem mui­ta ofer­ta de peixe, mas o que tem, tem vin­do com preço bom, ou seja, o que eles estão pes­can­do nes­sa época está vin­do em grande quan­ti­dade. Então está se man­ten­do e nós temos uma facil­i­dade hoje que é a tilápia e o camarão de cativeiro. Então já é tudo pro­gra­ma­do”, disse Gugliel­mo.

Segun­do ele, as prin­ci­pais ofer­tas no momen­to são da corv­ina, ancho­va, doura­do pequeno, camarão e filé de peixe. Já o salmão, que é impor­ta­do do Chile, está com preço alto por causa da nego­ci­ação em dólar.

“O que esse ano não vai ter tan­to talvez seja o salmão, porque o salmão é em dólar, e aí subiu bas­tante. Então as ven­das já der­am uma caí­da, por causa do preço, e esse ano não vai ter muito na Sem­ana San­ta como tin­ha nas out­ras. Ape­sar de o dólar ter baix­a­do nas últi­mas duas sem­anas, isso já está nego­ci­a­do há mais tem­po, então vem com o preço alto”, expli­cou.

O Mer­ca­do São Pedro fun­ciona hoje (13) até as 18h, aman­hã de 5h às 19h, na sex­ta-feira de 5h às 13 horas e no sába­do e domin­go de 6h às 16h.

Cuidados

A Super­in­tendên­cia de Vig­ilân­cia San­itária da Sec­re­taria de Esta­do de Saúde (SES) divul­gou infor­mações sobre os cuida­dos necessários na hora de com­prar pesca­dos. O órgão desta­ca que o peixe tem pro­priedades antiox­i­dantes e anti-infla­matórias e é exce­lente fonte de pro­teí­nas, vit­a­m­i­nas e gor­duras boas, sendo uma opção saudáv­el, nutri­ti­va e saborosa que con­tribui para a pre­venção de doenças car­dio­vas­cu­lares e o for­t­alec­i­men­to da memória, dos ossos e dos dentes.

A super­in­ten­dente de Vig­ilân­cia San­itária da SES, Adna dos San­tos Sá Spa­so­je­vic, expli­ca que o pesca­do requer cuida­dos para man­ter a qual­i­dade, por ser muito sen­sív­el.

“O ide­al é con­sumir peixe fres­co, sem­pre. Se for do mar, tem que ter cheiro de mare­sia. No mer­ca­do, deve estar sob refrig­er­ação, com aque­le gelo debaixo ínte­gro e não der­reti­do. A carne deve estar úmi­da, firme e sem man­chas, com as esca­mas aderi­das ao cor­po. As guel­ras devem estar ver­mel­has, os olhos bril­hantes e salientes, e as nadadeiras endure­ci­das. Um teste efi­ciente é faz­er uma leve pressão com o dedo na carne. Se for fres­co, ao reti­rar o dedo, a mus­cu­latu­ra vol­ta ao nor­mal. Se não, a mar­ca fica na carne”, recomen­da Adna.

A nutri­cionista da Coor­de­nação de Vig­ilân­cia e Fis­cal­iza­ção de Ali­men­tos da super­in­tendên­cia, Jacque­line Tole­do Hosken, aler­ta que tam­bém devem ser obser­vadas condições do local de con­ser­vação dos pro­du­tos.

“Pesca­dos de tipos difer­entes não devem estar uns sobre os out­ros no local de ven­da. Polvos e lulas devem ter a carne con­sis­tente e elás­ti­ca. Mariscos fres­cos só podem ser ven­di­dos vivos. E o bacal­hau sal­ga­do deve estar em local limpo e pro­te­gi­do de poeira e inse­tos. Ver­i­fique se não há pre­sença de mofo, ovos ou lar­vas de moscas, man­chas escuras ou aver­mel­hadas, limosi­dade e odor desagradáv­el”, expli­ca Jacque­line.

Tradição

Para os católi­cos, a Sex­ta-Feira da Paixão é um dia reser­va­do para a abstinên­cia, sendo uma tradição mile­nar evi­tar o con­sumo de carne ver­mel­ha e de fran­go. O sac­ri­fí­cio dos fiéis relem­bra o sofri­men­to e o der­ra­ma­men­to do sangue de Jesus Cristo, que pas­sou pela Via Sacra nesse dia, sendo cru­ci­fi­ca­do e mor­to.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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