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Biofábrica de abelhas é alternativa para geração de renda na Amazônia

Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

Insetos têm papel fundamental na produção de alimentos na região


Pub­li­ca­do em 20/03/2023 — 08:56 Por Agên­cia Brasil — Brasília

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A con­ser­vação de parte da Flo­res­ta Amazôni­ca tem gan­hado o reforço de abel­has nati­vas sem fer­rão. Um pro­je­to lid­er­a­do pelo Insti­tu­to Tec­nológi­co Vale (ITV) per­mi­tiu a mul­ti­pli­cação de nin­hos de abel­has nati­vas, aumen­tan­do a disponi­bil­i­dade de colô­nias para cri­ação. Com a Biofábri­ca de Abel­has Indí­ge­nas de Cara­jás, no Pará, são encon­tradas 110 espé­cies de abel­has nati­vas entre 244 já cat­a­lo­gadas no Brasil.

As abel­has nati­vas pos­suem papel fun­da­men­tal na pro­dução de ali­men­tos na região amazôni­ca, através da polin­iza­ção de plan­tas impor­tantes como o açaí, o guaraná e a cas­tan­ha do Pará. Além dis­so, as abel­has colab­o­ram na polin­iza­ção de diver­sas cul­turas agrí­co­las.

O con­jun­to de colô­nias indí­ge­nas é con­sti­tuí­do por espé­cies locais sele­cionadas prin­ci­pal­mente para a pro­dução de mel e para polin­iza­ção, além de pro­du­tos com poten­cial para ger­ação de ren­da, como a própo­lis. As colô­nias estão insta­l­adas em meliponários no BioPar­que Vale Amazô­nia e o viveiro de mudas da Vale, área com mais de 30 hectares de flo­res­ta nati­va.

De acor­do com o pesquisador do Insti­tu­to Tec­nológi­co Vale (ITV) Luciano Cos­ta, um guia foi elab­o­ra­do para aux­il­iar na local­iza­ção e iden­ti­fi­cação das colô­nias. “O catál­o­go tem fotografias da entra­da de colô­nias e operárias de 41 espé­cies ocor­rentes na região e cur­sos online sobre res­gate e mane­jo de abel­has nati­vas”, expli­cou. Ger­ação de ren­da

O mel pro­duzi­do pelas abel­has nati­vas tem val­or de mer­ca­do que chega a ser dez vezes maior que o mel tradi­cional, a depen­der da var­iedade da espé­cie. No Sud­este do Pará, a extração de mel é uma ativi­dade econômi­ca que gera ren­da local para pequenos pro­du­tores em Parauape­bas, Canaã, Curi­onópo­lis e out­ros municí­pios da região.

A melipon­icul­to­ra, cri­ação de abel­has sem fer­rão, é uma ativi­dade sus­ten­táv­el, que aux­il­ia na preser­vação das espé­cies veg­e­tais e no equi­líbrio biológi­co nos difer­entes bio­mas brasileiros.

Segun­do estu­dos pub­li­ca­dos pela Empre­sa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embra­pa), em parce­ria com a Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Pará (UFPA) e Uni­ver­si­dade Fed­er­al Rur­al da Amazô­nia (UFRA), as abel­has nati­vas são os prin­ci­pais polin­izadores do açaí (Euterpe oler­acea). A pesquisa indi­ca que elas exe­cu­tam cer­ca de 60% do tra­bal­ho de polin­iza­ção nas flo­res da palmeira e são mais efi­cientes no trans­porte do pólen que os out­ros inse­tos, o que impacta dire­ta­mente na cadeia pro­du­ti­va do açaí.

Os estu­dos foram real­iza­dos em áreas nat­u­rais de ocor­rên­cia do açaí (várzea e ter­ra firme) e em áreas com difer­entes níveis de mane­jo até plan­tações do tipo monocul­ti­vo de larga escala. Ao todo, mais de 200 espé­cies de inse­tos (incluin­do, besouros, moscas, formi­gas e out­ros gru­pos) foram cole­ta­dos vis­i­tan­do as flo­res da palmeira, sendo tam­bém muito impor­tantes para a polin­iza­ção.

Edição: Kel­ly Oliveira

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