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Caminhos da Reportagem celebra 100 anos da Semana de 22

Repro­dução: © Reprodução/ Cam­in­hos da Reportagem

Programa da TV Brasil vai ao ar neste domingo, às 20h


Pub­li­ca­do em 20/02/2022 — 08:54 Por EBC — Brasília

O que Tom Jobim e Cae­tano Veloso têm a ver com Mário de Andrade? Acer­ta quem procu­ra a respos­ta na Sem­ana de Arte Mod­er­na, que com­ple­ta 100 anos em fevereiro de 2022.

O even­to, que na ver­dade durou ape­nas três dias, é con­sid­er­a­do um divi­sor de águas na cul­tura do país ao pro­por uma nova per­spec­ti­va estéti­ca e uma arte mais brasileira. O padrão artís­ti­co nacional era europeu e os mod­ernistas romper­am rad­i­cal­mente com a fôr­ma onde a arte era molda­da.

O pro­gra­ma Cam­in­hos da Reportagem, que vai ao ar neste domin­go (20) às 20h, pela TV Brasil, revisi­ta a Sem­ana e mostra a influên­cia dela nas artes. Na músi­ca, mostra como a MPB e o trop­i­cal­is­mo foram sacu­d­i­dos pela descober­ta de um Brasil pro­fun­do e as expressões artís­ti­cas pop­u­lares, como os Reis do Con­go, tam­bor de mina, o pas­to­ril e o mara­catu.

Parte da memória ima­te­r­i­al do país está preser­va­da graças às mis­sões de pesquisas fol­clóri­c­as que Mário de Andrade orga­ni­zou. As gravações dos sons, músi­cas, fotografias, for­mam a Dis­cote­ca Oney­da Alvaren­ga, alu­na e dis­cípu­la de Mário. Um apan­hado que res­ga­ta o Brasil mais indí­ge­na e africano, cabo­clo e caipi­ra.

Maestro e compositor Júlio Medaglia com a partitura da música considerada hino do tropicalismo
Mae­stro e com­pos­i­tor Júlio Medaglia com a par­ti­tu­ra da músi­ca con­sid­er­a­da hino do trop­i­cal­is­mo — Reprodução/ Cam­in­hos da Reportagem

O pro­gra­ma mostra a par­ti­tu­ra de Trop­icália, um dos mar­cos do movi­men­to lid­er­a­do por Cae­tano Veloso e Gilber­to Gil. O mae­stro Júlio Medaglia, que fez o arran­jo deste hino do trop­i­cal­is­mo, expli­ca a lig­ação do movi­men­to com Heitor Vil­la-Lobos, expoente da Sem­ana de Arte de 22.

Atriz e slammer Luz Ribeiro lê trecho do poema
Atriz e slam­mer Luz Ribeiro  — Reprodução/ Cam­in­hos da Reportagem

Na lit­er­atu­ra, a atriz e poeta slam­mer Luz Ribeiro recita tre­chos de Pauli­ceia Desvaira­da, con­sid­er­a­do o primeiro livro de fato de poe­sia mod­er­na pub­li­ca­do, além de recitar tre­chos do poe­ma Menimelímet­ros, escrito por ela e tema do vestibu­lar da Uni­camp do ano pas­sa­do.  É com Luz Ribeiro, que o pro­gra­ma con­vi­da o tele­spec­ta­dor a exper­i­men­tar o slam, uma for­ma poéti­ca tão nova e con­tro­ver­sa como a pro­pos­ta pelos mod­ernistas cem anos atrás.  

E a pro­fes­so­ra Maira Mesqui­ta, recita e comen­ta o que há de mod­er­no nos tex­tos de autores como Oswald de Andrade, além de clás­si­cos da Sem­ana de 22.

Depoi­men­tos da sobrin­ha neta de Tar­si­la do Ama­r­al, de his­to­ri­adores e pesquisadores aju­dam a enten­der o que foi a sem­ana: polêmi­ca, desvaira­da e, sobre­tu­do, brasileira, livre e cria­ti­va. Ou como diria Mário de Andrade, cinquen­ta anos atrás : “eu creio que os mod­ernistas da Sem­ana de Arte Mod­er­na não deve­mos servir de exem­p­lo a ninguém. Mas podemos servir de lição”.

Ficha técnica

Reportagem: Sarah Quines, Isabel Série e Thi­a­go Padovan
Pro­dução: Thi­a­go Padovan
Apoio pro­dução: Acá­cio Bar­ros
Ima­gens: Pedro Gomes, Jef­fer­son Pas­tori, Willian Sales, Alexan­dre Nasci­men­to, Raul Cordeiro
Auxílio téc­ni­co: Caio Araújo,João Batista de Lima, Wladimir Orte­ga e Ivan Meira
Roteiro e edição de tex­to: Isabel Série
Edição de ima­gens e final­iza­ção: Fábio Pousa
Apoio à edição: Caio Car­de­nu­to e Rodri­go Boto­sso
Arte: Lucas Pin­to e Júlia Gonçalves

Clique aqui para saber como sin­tonizar a pro­gra­mação da TV Brasil

Edição: Denise Griesinger

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