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“Cenário quase de guerra”, diz presidente após sobrevoar Petrópolis

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Jair Bolsonaro disse que o governo federal fará a sua parte


Pub­li­ca­do em 18/02/2022 — 12:52 Por Viní­cius Lis­boa — Repórter da Agên­cia Brasil* — Petrópo­lis (RJ)

O pres­i­dente Jair Bol­sonaro sobrevoou hoje (18) as áreas afe­tadas pelos tem­po­rais que deixaram 123 mor­tos em Petrópo­lis e avaliou que o que viu foi um cenário quase de guer­ra. O pres­i­dente con­cedeu uma entre­vista cole­ti­va acom­pan­hado de min­istros e autori­dades estad­u­ais e munic­i­pais, em que foram anun­ci­adas medi­das de apoio à pop­u­lação da cidade.

“Vimos pon­tos local­iza­dos, mas de uma inten­sa destru­ição. Vimos tam­bém regiões em que exis­ti­am casas, pelo que vimos per­iferi­ca­mente ao estra­go cau­sa­do pela erosão. Então, é imagem quase que de guer­ra, é lamen­táv­el. Tive­mos uma per­fei­ta noção da gravi­dade do que acon­te­ceu aqui em Petrópo­lis”, disse o pres­i­dente, que foi à cidade após chegar de uma viagem à Rús­sia e à Hun­gria.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sobrevoa as áreas afetadas pelos temporais em Petrópolis
Repro­dução: Bol­sonaro disse que medi­das pre­ven­ti­vas a desas­tres estão pre­vis­tas no Orça­men­to, mas, no caso de emergên­cias, as ações são difer­entes, e o gov­er­no fará sua parte.

“Muitas vezes, não podemos nos pre­caver por tudo o que pos­sa acon­te­cer ness­es 8,5 mil­hões de quilômet­ros quadra­dos. A pop­u­lação tem razão em criticar. Aqui é uma região bas­tante aci­den­ta­da. Infe­liz­mente, tive­mos out­ras tragé­dias aqui. A gente pede a Deus que não ten­hamos mais. E vamos faz­er a nos­sa parte”, disse o pres­i­dente.

O ministro do de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, fala sobre as áreas afetadas pelas chuvas em Petrópolis e medidas emergenciais do governo federal para a cidade.
Repro­dução: O min­istro do de Desen­volvi­men­to Region­al, Rogério Mar­in­ho, fala sobre as medi­das emer­gen­ci­ais para a cidade — Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

O min­istro do Desen­volvi­men­to Region­al, Rogério Mar­in­ho, ressaltou que o vol­ume de chu­vas que atingiu a cidade foi atípi­co e um dos maiores em 90 anos. “Isso por si só já ger­aria, aqui ou em qual­quer out­ro lugar do mun­do, o desar­ran­jo da estru­tu­ra da cidade e, no caso de Petrópo­lis, há uma geografia muito par­tic­u­lar. Isso aqui é uma bacia com escarpas e mon­tan­has e isso ger­ou prob­le­ma de pro­porções maiores”, disse Mar­in­ho, que se sol­i­dari­zou com as famílias atingi­das.

O min­istro afir­mou que o gov­er­no fed­er­al edi­tará uma nova medi­da pro­visória para socor­ro a áreas atingi­das por desas­tres nat­u­rais no val­or de R$ 500 mil­hões, na sem­ana que vem. Mar­in­ho desta­cou que, des­de novem­bro, o gov­er­no já liber­ou R$ 2 bil­hões em recur­sos para áreas afe­tadas por catástro­fes climáti­cas.

No caso de Petrópo­lis, o primeiro plano de tra­bal­ho con­tou com a lib­er­ação de R$ 2 mil­hões do gov­er­no fed­er­al para kits de ali­men­tação, limpeza e o tra­bal­ho de des­ob­strução de ruas.

“Esse é o iní­cio de um proces­so que vai per­du­rar um tem­po. Só saber­e­mos a neces­si­dade de recon­strução depois que nor­malizar o proces­so den­tro da própria cidade”, disse Mar­in­ho.

Imagens de drone das áreas de deslizamento de encosta em Petrópolis, em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro
Repro­dução: Ima­gens de drone das áreas de desliza­men­to de encos­ta em Petrópo­lis — TV Brasil

O pres­i­dente da Caixa Econômi­ca Fed­er­al, Pedro Guimarães, infor­mou que o cam­in­hão-agên­cia do ban­co chegou ontem (17) ao municí­pio, já que duas agên­cias na cidade foram muito impactadas, e uma, no bair­ro de Alto da Ser­ra, foi total­mente destruí­da.

“Como faze­mos o paga­men­to de diver­sos bene­fí­cios soci­ais, como o Auxílio Brasil, é muito impor­tante que retomem­os o atendi­men­to o mais rápi­do pos­sív­el.”

O coro­nel Lean­dro Sam­paio Mon­teiro, coman­dante do Cor­po de Bombeiros do Rio de Janeiro, disse que o esta­do vem receben­do aju­da de out­ras unidades da fed­er­ação, inclu­sive com o envio de cães fare­jadores. Ele fez um ape­lo para que os moradores de áreas de risco aten­dam às ori­en­tações da Defe­sa Civ­il e dos bombeiros e deix­em suas casas e se diri­jam aos abri­gos.

Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense
Repro­dução: Bombeiros, moradores e vol­un­tários tra­bal­ham no local do desliza­men­to no Mor­ro da Ofic­i­na — Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Está choven­do muito na cidade. Nas últi­mas 24 horas, choveu 70 milímet­ros. Então, acred­item no tra­bal­ho do Cor­po de Bombeiros e no tra­bal­ho da Defe­sa Civ­il.”

O gov­er­nador do Rio de Janeiro, Cláu­dio Cas­tro, lem­brou que con­tou com o apoio do gov­er­no fed­er­al e das Forças Armadas des­de o primeiro dia da tragé­dia e disse que o tra­bal­ho de res­gate pre­cisa ser feito com cuida­do porque ain­da há locais em que o solo está instáv­el.

“Não adi­anta ter gente demais aqui. A impren­sa tem cobra­do muito que ten­ham muitas pes­soas. Há um prob­le­ma sério de trân­si­to, um prob­le­ma sério de o local estar instáv­el. Isso quem man­da é a téc­ni­ca”, disse o gov­er­nador.

Outras ações

Antes de embar­car para Petrópo­lis ao lado de uma comi­ti­va de min­istros, o pres­i­dente Jair Bol­sonaro deu uma declar­ação à impren­sa na man­hã de hoje, na Base Aérea do Galeão. Ele disse que soube das enchentes e desliza­men­tos no mes­mo dia do ocor­ri­do, quan­do se encon­tra­va na Rús­sia, toman­do as providên­cias durante a madru­ga­da.

“Pou­cas horas após o ocor­ri­do o gov­er­nador Cláu­dio Cas­tro já esta­va em Petrópo­lis e con­ver­sei com ele sobre o que poderíamos e o que já está­va­mos fazen­do. Ime­di­ata­mente liguei, era madru­ga­da lá, para o min­istro Rogério Mar­in­ho, do Desen­volvi­men­to Region­al, para saber o que esta­va acon­te­cen­do, ele já havia deter­mi­na­do o que pre­cisa­va de recur­sos extras no Orça­men­to. Entrei em con­ta­to tam­bém de madru­ga­da lá com o min­istro Paulo Guedes, para que ele agilizasse a lib­er­ação desse recur­so. Tudo saiu como o plane­ja­do.”

Na ocasião, o pres­i­dente da Caixa infor­mou que o ban­co estu­da a lib­er­ação do Fun­do de Garan­tia do Tem­po de Serviço (FGTS) para as pes­soas atingi­das em até R$ 6.220, além de pausas nos paga­men­tos de emprés­ti­mos.

Bairro Castelânea em Petrópolis, após fortes chuvas que atingiram a região Serrana do Rio
Repro­dução: Bair­ro Castelânea, em Petrópo­lis, após fortes chu­vas que atin­gi­ram a região — Tânia Rêgo/Agência Brasil

O min­istro da Cidada­nia, João Roma, infor­mou que sua pas­ta tem atu­a­do na ori­en­tação dos recur­sos para o acol­hi­men­to das 1,5 mil famílias desabri­gadas, no envio de dona­tivos, na assistên­cia social e no envio de ces­tas de ali­men­tos.

O min­istro da Defe­sa, gen­er­al Bra­ga Net­to, infor­mou que cer­ca de 820 pes­soas das Forças Armadas estão atuan­do no local. “Foi deslo­ca­do o Coman­do Con­jun­to Leste para a região. A Mar­in­ha já disponi­bi­li­zou pes­soal, hos­pi­tal de cam­pan­ha e diver­sos meios, a força aérea esta­b­ele­ceu um con­t­role de tráfego aéreo, em vir­tude da quan­ti­dade de aeron­aves, o exérci­to colo­cou tropas, veícu­los e pes­soal para apoiar a pop­u­lação desam­para­da. Foram deslo­cadas guarnições de cidades próx­i­mas como Juiz de Fora e Rio de Janeiro, solici­ta­mos espe­cial­is­tas em engen­haria e con­strução para iden­ti­ficar as providên­cias necessárias nas áreas de desliza­men­to.”

O prefeito de Petrópo­lis, Rubens Bon­tem­po, infor­mou que o poder públi­co munic­i­pal man­tém as bus­cas às víti­mas, além de tra­bal­har para des­ob­stru­ir as prin­ci­pais ruas e a restau­rar a mobil­i­dade cidade, bem como garan­tir a vol­ta dos serviços essen­ci­ais como a ener­gia elétri­ca, a cole­ta de lixo e o trans­porte.

* Colaborou Ake­mi Nita­hara, do Rio de Janeiro

Ouça na Radioagên­cia Nacional:

Edição: Fer­nan­do Fra­ga e Lílian Beral­do

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