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Copom inicia quarta reunião do ano avaliando fim de altas da Selic

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal JrAgên­cia Brasil

Expectativa é que taxa suba de 12,75% para 13,25% ao ano


Pub­li­ca­do em 14/06/2022 — 06:02 Por Well­ton Máx­i­mo – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Em meio aos impactos da guer­ra no leste europeu e do ner­vo­sis­mo no mer­ca­do finan­ceiro inter­na­cional, o Comitê de Políti­ca Mon­etária (Copom) do Ban­co Cen­tral (BC) começa hoje (14) a quar­ta reunião do ano para definir a taxa bási­ca de juros, a Sel­ic. Aman­hã (15), ao fim do dia, o Copom anun­cia­rá a decisão.

Nas esti­ma­ti­vas das insti­tu­ições finan­ceiras, o Copom dev­erá encer­rar o ciclo de aumen­to de juros, ape­sar das pressões atu­ais sobre a inflação. Segun­do a edição mais recente do bole­tim Focus, pesquisa sem­anal com anal­is­tas de mer­ca­do, a Sel­ic dev­erá pas­sar de 12,75% para 13,25% ao ano, com alta de 0,5 pon­to per­centu­al. Os anal­is­tas de mer­ca­do esper­am que a taxa per­maneça nesse nív­el até o fim do ano.

Na ata da últi­ma reunião, os mem­bros do Copom tin­ham sinal­iza­do que pre­tendi­am con­cluir o ciclo de alta da Sel­ic porque as ele­vações dos últi­mos meses ain­da estão sendo sen­ti­das pelo mer­ca­do. No entan­to, a guer­ra entre Rús­sia e Ucrâ­nia pas­sou a impactar a inflação brasileira, por meio do aumen­to dos com­bustíveis, de fer­til­izantes e de out­ras mer­cado­rias impor­tadas. Além dis­so, a insta­bil­i­dade na econo­mia norte-amer­i­cana, que enfrenta a maior inflação nos últi­mos 40 anos, têm ele­va­do a cotação do dólar em todo o plan­e­ta.

O mer­ca­do finan­ceiro sen­tiu o impacto da econo­mia exter­na. A últi­ma edição do bole­tim Focus elevou a pre­visão de inflação ofi­cial pelo Índice Nacional de Preços ao Con­sum­i­dor Amp­lo (IPCA) de 8.89% para 9% em 2022

Para 2022, a meta de inflação que deve ser persegui­da pelo BC, defini­da pelo Con­sel­ho Mon­etário Nacional, é de 3,5%, com inter­va­lo de tol­erân­cia de 1,5 pon­to per­centu­al para cima ou para baixo. Ou seja, o lim­ite infe­ri­or é 2% e o supe­ri­or é 5%. Os anal­is­tas de mer­ca­do con­sid­er­am que o teto da meta será estoura­do pelo segun­do ano con­sec­u­ti­vo.

Aperto monetário

Prin­ci­pal instru­men­to para o con­t­role da inflação, a Sel­ic con­tin­ua em ciclo de alta, depois de pas­sar seis anos sem ser ele­va­da. De jul­ho de 2015 a out­ubro de 2016, a taxa per­maneceu em 14,25% ao ano. Depois dis­so, o Copom voltou a reduzir os juros bási­cos da econo­mia até que a taxa chegou a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em jul­ho de 2019, a Sel­ic voltou a ser reduzi­da até chegar ao menor nív­el da história, em agos­to de 2020, em 2% ao ano. Começou a subir nova­mente em março do ano pas­sa­do, ten­do subido 10,75 pon­tos per­centu­ais até ago­ra.

Taxa Selic

A taxa bási­ca de juros é usa­da nas nego­ci­ações de títu­los públi­cos emi­ti­dos pelo Tesouro Nacional no Sis­tema Espe­cial de Liq­uidação e Custó­dia (Sel­ic) e serve de refer­ên­cia para as demais taxas da econo­mia. Ela é o prin­ci­pal instru­men­to do Ban­co Cen­tral para man­ter a inflação sob con­t­role. O BC atua diari­a­mente por meio de oper­ações de mer­ca­do aber­to – com­pran­do e venden­do títu­los públi­cos fed­erais – para man­ter a taxa de juros próx­i­ma ao val­or definido na reunião.

Quan­do o Copom aumen­ta a taxa bási­ca de juros, pre­tende con­ter a deman­da aque­ci­da, cau­san­do reflex­os nos preços porque os juros mais altos encar­e­cem o crédi­to e estim­u­lam a poupança. Desse modo, taxas mais altas segu­ram a ativi­dade econômi­ca. Ao reduzir a Sel­ic, a tendên­cia é que o crédi­to fique mais bara­to, com incen­ti­vo à pro­dução e ao con­sumo, reduzin­do o con­t­role da inflação e estim­u­lan­do a ativi­dade econômi­ca.

Entre­tan­to, as taxas de juros do crédi­to não vari­am na mes­ma pro­porção da Sel­ic, pois a Sel­ic é ape­nas uma parte do cus­to do crédi­to. Os ban­cos tam­bém con­sid­er­am out­ros fatores na hora de definir os juros cobra­dos dos con­sum­i­dores, como risco de inadim­plên­cia, lucro e despe­sas admin­is­tra­ti­vas.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encon­tro, são feitas apre­sen­tações téc­ni­cas sobre a evolução e as per­spec­ti­vas das econo­mias brasileira e mundi­al e o com­por­ta­men­to do mer­ca­do finan­ceiro. No segun­do dia, os mem­bros do Copom, for­ma­do pela dire­to­ria do BC, anal­isam as pos­si­bil­i­dades e definem a Sel­ic.

Edição: Graça Adju­to

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