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Estado do Rio de Janeiro flexibilizará uso de máscara em local aberto

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Governador sancionou a lei com a determinação


Pub­li­ca­do em 27/10/2021 — 16:34 Por Ana Cristi­na Cam­pos – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro
Atu­al­iza­do em 27/10/2021 — 19:28

O gov­er­nador do Rio de Janeiro, Cláu­dio Cas­tro san­cio­nou hoje (27) a lei que reg­u­la o uso de más­caras de pro­teção facial no esta­do. A decisão será pub­li­ca­da no Diário Ofi­cial de aman­hã (28).

Com a sanção, a Sec­re­taria de Esta­do de Saúde pub­li­cará, tam­bém nes­ta quin­ta-feira, recomen­dação aos municí­pios que dev­erão seguir os critérios de dis­tan­ci­a­men­to social, ambi­ente aber­to e fecha­do, per­centu­al de vaci­nação da pop­u­lação, real­iza­ção de even­tos-teste, além de out­ros critérios para a flex­i­bi­liza­ção do uso das más­caras.

“A flex­i­bi­liza­ção do uso de más­caras em espaços aber­tos é moti­vo de cel­e­bração. Mais de um ano e meio após o decre­to de calami­dade públi­ca no Brasil em razão da pan­demia [de covid-19], esta medi­da rep­re­sen­ta um impor­tante salto para a vitória do esta­do e do povo flu­mi­nense sobre o vírus”, disse, em nota, o gov­er­nador.

Segun­do Cas­tro, o esta­do encon­tra-se atual­mente no cenário de baixo risco de con­t­a­m­i­nação de covid-19 em todas as regiões dev­i­do à agili­dade na dis­tribuição das vaci­nas aos municí­pios. “Para que a luta con­tra a covid-19 seja ven­ci­da defin­i­ti­va­mente, peço que todos con­tin­uem seguin­do as ori­en­tações das autori­dades san­itárias”, afir­mou.

Capital fluminense

A prefeitu­ra do Rio de Janeiro pub­li­cou hoje (27) decre­to no Diário Ofi­cial do Municí­pio em que lib­era o uso de más­caras em lugares aber­tos e autor­iza o fun­ciona­men­to de boates, casas de show e salões de dança com até 50% da capaci­dade. Em ambi­entes fecha­dos e trans­portes públi­cos, a obri­ga­to­riedade da pro­teção facial con­tin­ua val­en­do.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduar­do Paes, anun­ciou a medi­da na noite de ontem (26). A recomen­dação é do comitê de espe­cial­is­tas instau­ra­do pela prefeitu­ra para asses­sorá-la no com­bate à pan­demia de covid-19. “Cheg­amos a 65% de toda a pop­u­lação da cidade dev­i­da­mente imu­niza­da”, jus­ti­fi­cou Paes.

No entan­to, para entrar em vig­or a flex­i­bi­liza­ção do uso de más­caras na cap­i­tal flu­mi­nense, o municí­pio depen­dia da sanção do gov­er­nador Cláu­dio Cas­tro da lei aprova­da ontem (26) pela Assem­bleia Leg­isla­ti­va do Rio (Alerj), que des­o­bri­ga o uso de más­cara, ao ar livre, em todo o esta­do. Segun­do a pro­pos­ta aprova­da ontem, caberá ain­da a cada municí­pio a decisão final, pois vale sem­pre o parâmetro mais restri­ti­vo.

Repro­dução: Dep­uta­dos da Assem­bleia Leg­isla­ti­va do Esta­do do Rio de Janeiro (Alerj) votam flex­i­bi­liza­ção do uso de más­caras ao ar livre — Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Con­forme decisão do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF) ado­ta­da no ano pas­sa­do, municí­pios, esta­dos e União têm com­petên­cia com­ple­men­tar para esta­b­ele­cer medi­das de com­bate à covid-19, mas no caso de divergên­cias, valem as medi­das mais restri­ti­vas.

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Pandemia de covid-19

Para o coor­de­nador do Info­Gripe, da Fun­dação Oswal­do Cruz (Fiocruz), Marce­lo Gomes, ain­da não é o momen­to de flex­i­bi­lizar o uso de más­cara mes­mo em ambi­entes exter­nos pois cada municí­pio tem uma cober­tu­ra vaci­nal e uma situ­ação epi­demi­ológ­i­ca difer­entes. Ele lem­bra, por exem­p­lo, que a cap­i­tal flu­mi­nense tem grande fluxo de pes­soas de out­ras cidades do esta­do e do país.

“Olhar só para a situ­ação epi­demi­ológ­i­ca e vaci­nal de um úni­co municí­pio e não levar em con­ta essa viz­in­hança pode ser um prob­le­ma tan­to para a cap­i­tal quan­to para os viz­in­hos porque reti­rar a obri­ga­to­riedade da más­cara, mes­mo em ambi­entes aber­tos, facili­ta a trans­mis­são”, disse o pesquisador. “O risco de trans­mis­são vai aumen­tar, ain­da que seja menor que em ambi­entes fecha­dos”.

Gomes desta­ca que o enfrenta­men­to à pan­demia é um even­to cole­ti­vo, não só para os indi­ví­du­os mas tam­bém entre os municí­pios. “Esse andar con­jun­to é muito impor­tante porque os municí­pios não são ilhas. Há uma inter­ação muito grande”, afir­mou.

“Por mais que os indi­cadores este­jam apon­tan­do para situ­ações pos­i­ti­vas, com a que­da de casos graves, com o avanço da vaci­nação, a gente ain­da está muito longe do que hoje se con­sid­era como ide­al que é na casa dos 90% da pop­u­lação vaci­na­da”, acres­cen­tou.

O pesquisador da Fiocruz ressalta que país­es do Hem­is­fério Norte já pas­saram por situ­ação sim­i­lar de ante­ci­par a reti­ra­da da obri­ga­to­riedade do uso de más­cara e tiver­am como con­se­quên­cia o aumen­to sig­ni­fica­ti­vo do número de casos de covid-19. “Apos­tar que não ter­e­mos uma con­se­quên­cia ruim é um risco grande”, disse.

“Temos que perder essa resistên­cia em usar a más­cara. A gente quer voltar a ter inter­ação social? Quer­e­mos. Se o preço a se pagar é o uso de más­cara, esse é um cus­to social baixo”, pon­der­ou.

Matéria atu­al­iza­da às 19h29 para incluir a infor­mação de que o gov­er­nador Cláu­dio Cas­tro san­cio­nou o pro­je­to

Edição: Denise Griesinger

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