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Ex-diretor do INSS nega vínculo político em depoimento à CPI

Alexandre Guimarães é suspeito de receber dinheiro de “Careca do INSS”

Well­ton Máx­i­mo — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 27/10/2025 — 20:06
Brasília
Brasília - 27/10/2025 -Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para ouvir o ex-diretor do INSS Alexandre Guimarães. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Repro­dução: © Lula Marques/ Agên­cia Braasil.

O ex-dire­tor de Gov­er­nança, Plane­ja­men­to e Ino­vação do Insti­tu­to Nacional do Seguro Social (INSS), Alexan­dre Guimarães, negou, nes­ta segun­da-feira (27), ter man­ti­do relação com políti­cos em sua tra­jetória profis­sion­al em órgãos públi­cos. Em depoi­men­to à Comis­são Par­la­men­tar Mista de Inquéri­to (CPMI) do INSS, Guimarães afir­mou que os car­gos que ocupou foram obti­dos por meio da dis­tribuição de cur­rícu­los a par­la­mentares.

“Não ten­ho relação com políti­cos”, afir­mou o ex-dire­tor, que ocupou o car­go de 2021 até o iní­cio de 2023. Guimarães, no entan­to, admi­tiu ter sido indi­ca­do ao INSS após uma reunião ráp­i­da com o dep­uta­do Euclydes Pet­tersen (Repub­li­canos-MG).

Guimarães é inves­ti­ga­do sob sus­pei­ta de ter rece­bido R$ 313 mil de Antônio Car­los Cami­lo Antunes, con­heci­do como Care­ca do INSS, apon­ta­do como um dos oper­adores de um esque­ma de fraudes envol­ven­do descon­tos inde­v­i­dos em bene­fí­cios prev­i­den­ciários.

No depoi­men­to, Guimarães admi­tiu ter con­heci­do Antunes em 2022. O ex-dire­tor ale­gou que os repass­es foram total­mente legais e dev­er­am-se ao fornec­i­men­to de mate­r­i­al de edu­cação finan­ceira de sua empre­sa para uma con­sul­to­ria de Antunes e do fil­ho dele.

Guimarães, no entan­to, admi­tiu que a empre­sa do Care­ca do INSS era a úni­ca cliente de sua empre­sa. Ele disse ter encer­ra­do a prestação de serviços após a Polí­cia Fed­er­al (PF) des­baratar o esque­ma de cobranças não autor­izadas de aposen­ta­dos e pen­sion­istas a asso­ci­ações.

O ex-dire­tor negou qual­quer par­tic­i­pação, enquan­to ocu­pa­va o car­go no INSS, da cel­e­bração de acor­dos entre o órgão e as enti­dades que fiz­er­am os descon­tos ile­gais. Tam­bém afir­mou só ter tido con­hec­i­men­to do esque­ma após a oper­ação da PF.

Respostas

Em respos­ta, Pet­tersen con­fir­mou que o encon­tro pode ter ocor­ri­do, mas negou qual­quer irreg­u­lar­i­dade.

“Pos­so real­mente ter me reunido com ele, como com tan­tos out­ros que bus­cam apoio para indi­cações em órgãos públi­cos. Cada indi­ca­do é respon­sáv­el por suas ações”, declar­ou o dep­uta­do.

Durante a sessão, o rela­tor da CPMI, dep­uta­do Alfre­do Gas­par (União Brasil-AL), anun­ciou a intenção de con­vo­car Pet­tersen e o senador Wev­er­ton Rocha (PDT-MA) para prestarem esclarec­i­men­tos à comis­são. “Espero que não haja nen­hu­ma blindagem. Ess­es esclarec­i­men­tos são bons para o dep­uta­do e para o senador”, afir­mou o rela­tor.

Até o momen­to, há um requer­i­men­to for­mal de con­vo­cação de Wev­er­ton Rocha, pro­to­co­la­do pelo dep­uta­do Kim Kataguiri (União Brasil-SP). O doc­u­men­to men­ciona que o senador teria rece­bido o Care­ca do INSS em seu gabi­nete. A CPMI dev­erá votar, nas próx­i­mas sessões, os pedi­dos de con­vo­cação de par­la­mentares e a ampli­ação das que­bras de sig­i­lo de pes­soas inves­ti­gadas no caso.

Em nota, o senador afir­mou estran­har a menção a seu nome e declar­ou não ser alvo de inves­ti­gação.

“Acho estran­ha essa menção, já que não sou inves­ti­ga­do nem cita­do em nen­hu­ma apu­ração. Na min­ha opinião, o rela­tor deve se con­cen­trar em ofer­e­cer respostas conc­re­tas para com­bat­er as fraudes no INSS”, reba­teu Wev­er­ton.

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