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Indústria de Software e Serviços de TIC cresceu 6,5% em 2021

Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

Produção brasileira foi de US$ 53,3 bilhões


Pub­li­ca­do em 19/07/2022 — 17:13 Por Lud­mil­la Souza – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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A Indús­tria de Soft­ware e Serviços de Tec­nolo­gia da Infor­mação e Comu­ni­cação (ISSTIC) no Brasil reg­istrou uma pro­dução esti­ma­da em US$ 53,3 bil­hões em 2021, val­or que responde por 82,8% do total dos serviços pro­duzi­dos pelo setor de TIC e apon­ta para um cresci­men­to de 6,5% em relação ao obser­va­do no ano ante­ri­or.

Os dados inte­gram o relatório Indús­tria de Soft­ware e Serviços de TIC no Brasil: car­ac­ter­i­za­ção e tra­jetória recente, lança­do nes­ta terça-feira (19) pelo Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vações (MCTI) e elab­o­ra­do pela equipe de pesquisadores do Obser­vatório Sof­t­ex, unidade de estu­dos e pesquisas da enti­dade.

Segun­do a pas­ta, o lev­an­ta­men­to mostra que o mer­ca­do de Tec­nolo­gia da Infor­mação e Comu­ni­cação (TIC) brasileiro tem cresci­do a uma taxa aci­ma do setor glob­al. Ain­da de acor­do com o estu­do, as novas tec­nolo­gias devem impul­sion­ar esse seg­men­to e se tornar cada vez mais rel­e­vantes para o avanço da TIC brasileira nos próx­i­mos anos. Além dis­so, o país tem aumen­ta­do a ofer­ta de serviços de suporte à infraestru­tu­ra de conec­tivi­dade.

“A pan­demia aceler­ou a trans­for­mação dig­i­tal e isso deman­dou que o setor se orga­ni­zasse. As infor­mações que nós tín­hamos eram infor­mações que o setor con­ta­va para nós, pre­cisá­va­mos iden­ti­ficar os números reais para que a gente con­seguisse alin­har as políti­cas públi­cas den­tro do min­istério. Esse estu­do traz infor­mações que estão alin­hadas com as nos­sas expec­ta­ti­vas, mas tam­bém infor­mações adi­cionais que vão agre­gar, não só as políti­cas do min­istério, mas do gov­er­no fed­er­al como um todo”, obser­vou o secretário de Empreende­doris­mo e Ino­vação do MCTI, José Gus­ta­vo Gon­ti­jo.

O relatório se baseia em dados ofi­ci­ais e de insti­tu­tos de pesquisa com o obje­ti­vo de ampli­ar a dis­cussão sobre o setor, cri­ação de séries históri­c­as, facil­i­tan­do, inclu­sive, a real­iza­ção de com­par­a­tivos com out­ros mer­ca­dos mundi­ais.

A pub­li­cação reúne números, anális­es e pro­jeções que traçam uma radi­ografia do setor incluin­do o per­fil das empre­sas, sua par­tic­i­pação na econo­mia e na bal­ança com­er­cial do país, quan­ti­dade e dis­tribuição geográ­fi­ca, além de pro­je­tar per­spec­ti­vas para o futuro sob o pon­to de vista tan­to do mer­ca­do nacional como inter­na­cional.

Nesse lev­an­ta­men­to, a Indús­tria de Soft­ware e Serviços de Tec­nolo­gia da Infor­mação e Comu­ni­cação foi anal­isa­da com base em qua­tro grandes seg­men­tações das ativi­dades: Indús­tria de Soft­ware, Serviços de TI, Serviços de Tele­co­mu­ni­cações e Out­ros Serviços Rela­ciona­dos.

Cenário

De acor­do com o relatório, os últi­mos anos apre­sen­taram múlti­p­los desafios, prin­ci­pal­mente em decor­rên­cia da pan­demia des­en­cadea­da com a covid-19. Nesse con­tex­to, a atu­ação do mer­ca­do de tec­nolo­gia foi essen­cial para traz­er soluções ao novo for­ma­to de tra­bal­ho e à acel­er­ação da trans­for­mação dig­i­tal.

Em 2019, 135,3 mil empre­sas for­mavam o setor de Indús­tria de Soft­ware e Serviços de Tec­nolo­gia da Infor­mação e Comu­ni­cação, o que rep­re­sen­ta um salto de 12,8% em relação a 2018. Chama a atenção a baixa média de colab­o­radores por empre­sa: ape­nas oito pes­soas. Em 2021, o mer­ca­do de tra­bal­ho do setor encer­rou com 15% a mais de profis­sion­ais con­trata­dos em relação ao ano ime­di­ata­mente ante­ri­or. A indús­tria de soft­ware empre­ga 55% dos tra­bal­hadores da ISSTIC.

Gráfico Caged Indústria de Software e Serviços
Repro­dução: Grá­fi­co Caged Indús­tria de Soft­ware e Serviços — Min­istério da Econo­mia

“Mes­mo com o ambi­ente de desem­prego que a gente viveu nos últi­mos anos, o setor con­tin­ua cada vez mais deman­dan­do recur­sos humanos. Toda vez que uma nova área do con­hec­i­men­to se incor­po­ra às tec­nolo­gias dig­i­tais, mais opor­tu­nidades de capac­i­tação se apro­va. Nesse momen­to, o grande desafio é o pes­soal de inteligên­cia arti­fi­cial, de segu­rança da inter­net e o pes­soal de tec­nolo­gias quân­ti­cas. Ess­es mer­ca­dos a gente pre­cisa rap­i­da­mente respon­der e preparar o cap­i­tal humano, porque o desafio pas­sa nec­es­sari­a­mente por incor­po­ração dessas tec­nolo­gias dig­i­tais em um ambi­ente de TIC”, afir­mou o min­istro do Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vações, Paulo Alvim.

No ano pas­sa­do, esti­ma-se que a indús­tria de soft­ware, respon­sáv­el por cer­ca de um quin­to da ISSTIC, cresceu 9,2% e Tele­co­mu­ni­cações ape­nas 1,9%. Em ter­mos de pro­dução, a área de tele­co­mu­ni­cações perdeu espaço para a indús­tria de soft­ware e serviços de TI entre 2019 e 2021. Nesse perío­do, inclu­sive, serviços de TI foram destaque com o mel­hor desem­pen­ho: cresci­men­to médio de 6,5% ao ano e aumen­to da par­tic­i­pação na ISSTIC de 2,5 pon­tos per­centu­ais.

De acor­do com o MCTI, o país é um dos grandes play­ers globais em tele­co­mu­ni­cações, abri­g­an­do mais de 30% da pop­u­lação da Améri­ca Lati­na, e o maior mer­ca­do da região para o seg­men­to. Ape­sar da importân­cia, Tele­com reg­istrou que­da na par­tic­i­pação na ISSTIC de 3 pon­tos per­centu­ais no perío­do. Já a indús­tria de soft­ware aumen­tou ligeira­mente a sua con­tribuição à ISSTIC (+0,5 pon­to per­centu­al) nos anos com­para­dos.

“O mer­ca­do de TIC brasileiro cresce aci­ma da taxa glob­al, temos poten­cial brasileiro de exe­cução, o desem­pen­ho dos serviços de TI chama a atenção tan­to em ter­mos de pro­du­tivi­dade quan­to de cresci­men­to”, frisou a pesquisado­ra do Obser­vatório Sof­t­ex, Elinne Val.

O relatório iden­ti­fi­ca, tam­bém, que após dois anos de desacel­er­ação no vol­ume de serviços transa­ciona­dos com o mer­ca­do inter­na­cional, o Brasil apre­sen­tou esta­bil­i­dade em 2020, movi­men­tan­do US$ 8,5 bil­hões em negó­cios, um incre­men­to de 7,7% que colo­ca o Brasil na 24ª posição na cor­rente de comér­cio mundi­al.

Em ter­mos de pro­jeções para o Brasil, o relatório esti­ma para a ISSTIC gas­tos 8,2% maiores em 2022, chegan­do à casa dos US$ 69,7 bil­hões, o equiv­a­lente a um aumen­to de 1,3% na par­tic­i­pação no mer­ca­do mundi­al de serviços de TIC. Esse desem­pen­ho estaria rela­ciona­do ao mer­ca­do de soft­ware, impul­sion­a­do pelo cresci­men­to da econo­mia dig­i­tal como respos­ta ao novo cenário ger­a­do pela pan­demia, deman­dan­do inves­ti­men­tos con­sid­eráveis ​​em segu­rança de dados e na acel­er­ação da migração para a nuvem [fer­ra­men­ta vir­tu­al de armazena­men­to de dados].

“Com esse estu­do, ofer­e­ce­mos a insti­tu­ições públi­cas e pri­vadas dados fun­da­men­tais para apoio na toma­da de decisões e na imple­men­tação de políti­cas seto­ri­ais. Des­ta for­ma, será pos­sív­el traçar com mais pre­cisão estraté­gias efi­cazes para a pro­moção e o desen­volvi­men­to da indús­tria brasileira de soft­ware e serviços de TI”, avalia o pres­i­dente da Sof­t­ex, Ruben Del­ga­do.

Edição: Lílian Beral­do

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