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Instalação de Siron Franco homenageia vítimas da pandemia

Repro­dução: © André Hoff/Casa das Rosas

Obra presta homenagem também aos profissionais de saúde


Pub­li­ca­do em 26/12/2021 — 19:33 Por Lud­mil­la Souza – Repórter da Agên­cia Brasileiro — São Paulo

Renasci­men­to é o títu­lo da insta­lação inédi­ta de Siron Fran­co, um dos prin­ci­pais artis­tas plás­ti­co do Brasil, com­pos­ta por 365 manequins sus­pen­sos e que pre­tende cel­e­brar a vida e a esper­ança na super­ação da Covid-19, além de hom­e­nagear as víti­mas da pan­demia e os profis­sion­ais da saúde.  

Em car­taz a par­tir do dia 15 de janeiro, no jardim do museu Casa das Rosas, a mostra é resul­ta­do de uma parce­ria entre o Museu da Imagem e do Som (MIS) e a Casa, geren­ci­a­da pela Poiesis, ambas insti­tu­ições da Sec­re­taria de Cul­tura e Econo­mia Cria­ti­va do Gov­er­no do Esta­do de São Paulo.

A inspi­ração para Renasci­men­to acon­te­ceu quan­do Siron Fran­co retirou um manequim de seu ateliê em Apare­ci­da de Goiâ­nia (GO) e o pen­durou em um var­al de arame. Ao ver a cena e o efeito daque­la rep­re­sen­tação humana em for­ma de boneco, nasceu a insta­lação que traz a ideia de uma pop­u­lação que “flu­tua”.

As som­bras cri­adas espe­cial­mente pelos vesti­dos fem­i­ni­nos dão a impressão de uma fes­ta no céu, em que todos estão dançan­do. “Os que se foram, rep­re­sen­ta­dos pelos manequins, bradam pela inte­gração dos povos, pela com­preen­são que deve­mos amar à nos­sa espé­cie e pela defe­sa da igual­dade e dos dire­itos inalienáveis de todos. Nas roupas, estará estam­pa­da a frase ‘Viva a Difer­ença, Viva a Humanidade, Viva a Améri­ca Lati­na!’, que reforça esse clam­or”, expli­ca Siron Fran­co.

Os manequins, de difer­entes taman­hos e vol­umes, ocu­pam o jardim da Casa das Rosas e são sus­pen­sos por um cabo de aço a seis met­ros do chão.  Vesti­dos com roupas col­ori­das, alguns deles têm a “cabeça” cober­ta por um capuz que, segun­do o artista “sim­bolizam a nos­sa inse­gu­rança quan­to ao nos­so des­ti­no.”

Repro­dução: Casa das Rosas pas­sa por restau­ro e as ativi­dades do museu são feitas em seu jardim e por meio da inter­net — André Hoff/Casa das Rosas

Homenagem

A insta­lação é con­sid­er­a­da por Siron uma obra que tam­bém traduz reflexões ger­adas pelo dis­tan­ci­a­men­to social, da importân­cia do con­ta­to físi­co, da cel­e­bração da vida. Para Mar­cos Men­donça, dire­tor-ger­al do MIS, “Renasci­men­to é uma hom­e­nagem às víti­mas e, ain­da, à ciên­cia e à vaci­na, que fazem ressur­gir a esper­ança na vida das pes­soas. O con­stante avanço da ciên­cia nos traz segu­rança e saúde para esse recomeço, crian­do a per­spec­ti­va de novos e esper­ançosos tem­pos”.

A exposição ocorre no perío­do em que o imóv­el da Casa das Rosas pas­sa por restau­ro e as ativi­dades do museu são feitas em seu jardim e por meio da inter­net. Para o pro­gra­ma do museu nes­ta fase, foi ado­ta­do o tema ger­al “Nasce morre nasce”, basea­do em poe­ma de Harol­do de Cam­pos, que esta­b­elece forte conexão com o títu­lo da insta­lação de Siron Fran­co.

A Casa preparou, tam­bém, ações baseadas na insta­lação, como ofic­i­nas literárias. A primeira ofic­i­na – Ficções Vida – está pro­gra­ma­da para os dias 18, 20 e 27 de janeiro, das 18h às 20h, e estim­u­la­rá a pro­dução de peque­nas biografias fic­cionais de per­son­agens que foram víti­mas de Covid-19, abor­dan­do des­de a dimen­são humana à social.

A segun­da – Poe­sia de luto e de luta – ocor­rerá nos dias 10, 15 e 17 de fevereiro, das 18h às 20h, e focalizará no pen­sar e escr­ev­er sobre a morte no poe­ma a par­tir da dor pes­soal e cole­ti­va. Frag­men­tos dos tex­tos serão expos­tos pos­te­ri­or­mente, soman­do com as obras de Siron Fran­co no jardim. As ativi­dades são gra­tu­itas e para par­tic­i­par é necessário faz­er a inscrição até o primeiro dia de cada ofic­i­na, ou até o preenchi­men­to das vagas, pelo site da Casa das Rosas.

O artista

Siron Fran­co é pin­tor, escul­tor, ilustrador, desen­hista, gravador e dire­tor de arte. Ini­ciou sua tra­jetória fazen­do e venden­do retratos até que em 1965 começou a se con­cen­trar nos desen­hos.

Entre 1969 e 1971 foi morar em São Paulo e inte­grou o grupo que fez a exposição “Sur­re­al­is­mo e Arte Fan­tás­ti­ca”, na Gale­ria Seta. Como pin­tor, alcançou o recon­hec­i­men­to na 12ª Bien­al Nacional de São Paulo, receben­do o prêmio de destaque que se repetiu na 13ª edição da Bien­al Inter­na­cional.

Em 1980, foi con­dec­o­ra­do como mel­hor pin­tor do ano. Suas obras fig­u­ram nos mais impor­tantes museus do Brasil e do mun­do, como o Met­ro­pol­i­tan Muse­um of Arts (The Met, em Nova York).

Serviço:

Exposição

Insta­lação Renasci­men­to, de Siron Fran­co
Local: Jardim da Casa das Rosas (Av. Paulista, 37)
Data: 15 de janeiro de 2022 a 20 de março de 2022
Horário: Todos os dias, das 7h às 22h
Ingres­so: gra­tu­ito
Clas­si­fi­cação: livre

OFICINAS LITERÁRIAS:

Gra­tu­itas e no jardim da Casa das Rosas. Inscrição pelo site do museu

Ficções vida
Com Car­ol Rodrigues e Rey­nal­do Damazio
Terças e quin­tas-feiras, 18, 20 e 27 de janeiro, das 18h às 20h
Inscrição até 18/01/2022 | 15 vagas

Poe­sia de luto e de luta
Com Michaela Schmaedel e Rey­nal­do Damazio
Terças a quin­tas-feiras, dias 10, 15 e 17 de fevereiro, das 18h às 20h
Inscrição até 10/02/2021 | 15 vagas

Edição: Fábio Mas­sal­li

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