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Júri popular decidirá hoje destino de acusados de chacina de Osasco

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© Tri­bunal de Justiça de São Paulo/Divulgação (Repro­dução)

Chacina teria sido motivada por assassinato de agentes de segurança


Pub­li­ca­do em 26/02/2021 — 05:30 Por Elaine Patrí­cia Cruz — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Os sete jura­dos do júri pop­u­lar deci­dem nes­ta sex­ta-feira (26) se vão inocen­tar ou con­denar os dois réus que são jul­ga­dos no caso da Chaci­na de Osas­co e de Barueri. O júri pop­u­lar, que vai entrar em seu quin­to dia, terá iní­cio às 09h30 da man­hã.

Na quin­ta-feira, o jul­ga­men­to foi demor­a­do. Começou por vol­ta das 10h30 da man­hã, com o inter­ro­gatório dos réus, e acabou somente por vol­ta das 23h, com os debates da acusação e da defe­sa.

O primeiro a pas­sar pelo inter­ro­gatório foi o ex-poli­cial mil­i­tar Vic­tor Cristilder dos San­tos, que respon­deu às per­gun­tas feitas pela juíza Élia Kinosi­ta Bul­man, pela acusação — fei­ta pelo Min­istério Públi­co e pela Defen­so­ria Públi­ca — e por seu advo­ga­do de defe­sa.

O inter­ro­gatório de Cristilder teve iní­cio por vol­ta das 10h35 de hoje (25) e acabou por vol­ta das 13h25. Uma hora depois teve iní­cio o depoi­men­to do guar­da civ­il munic­i­pal Sér­gio Man­han­hã, que foi inter­ro­ga­do por quase três horas. Públi­co e jor­nal­is­tas não estão poden­do acom­pan­har o júri pop­u­lar e o teor dos inter­ro­gatórios não foi rev­e­la­do.

Cristilder e Man­han­hã, que estão pre­sos, são acu­sa­dos de par­tic­i­pação nas 17 mortes ocor­ri­das na chaci­na do dia 13 de agos­to de 2015. Esta é a segun­da vez que os dois réus são jul­ga­dos por essa chaci­na. No primeiro jul­ga­men­to do caso, eles já foram con­de­na­dos, mas recor­reram da decisão e solic­i­taram novo júri, que está ocor­ren­do ago­ra.

Debates

Logo depois dos réus terem sido inter­ro­ga­dos, o jul­ga­men­to pas­sou para uma nova fase: a dos debates feitos pela acusação e pela defe­sa. Nes­sa eta­pa, que teve iní­cio por vol­ta das 17h30 de hoje, defe­sa e acusação têm duas horas e meia cada um para apre­sen­tar suas argu­men­tações. Essa foi uma fase demor­a­da e se encer­rou somente às 23h, após cada uma das partes ter fal­a­do por duas horas e meia. Depois dessa eta­pa, caso as partes não deci­dam ter dire­ito à répli­ca e tré­pli­ca (que pode acon­te­cer nes­ta sex­ta-feira), os sete jura­dos se reúnem para dar o vered­i­to.

A acusação

As 17 mortes, con­forme o Min­istério Públi­co, teri­am sido uma vin­gança pelos assas­si­natos de um poli­cial mil­i­tar e de um guar­da civ­il, ocor­ri­dos dias antes. De acor­do com a acusação, os agentes de segu­rança se reuni­ram e decidi­ram faz­er uma chaci­na para vin­gar as mortes.

Para a acusação, Cristilder teria com­bi­na­do com Man­han­hã sobre o iní­cio do horário da chaci­na por meio de men­sagens no celu­lar. Além dis­so, ele teria dirigi­do um dos car­ros uti­liza­dos na chaci­na e dis­para­do con­tra as víti­mas.

Histórico

No primeiro jul­ga­men­to do caso, ocor­ri­do em setem­bro de 2017, Man­han­hã e out­ros dois ex-poli­ci­ais mil­itares, Fab­rí­cio Emmanuel Eleutério e Thi­a­go Bar­bosa Hen­klain, foram con­de­na­dos pelo crime.

Eleutério foi con­de­na­do à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. Já Hen­klain rece­beu sen­tença de 247 anos, 7 meses e 10 dias. O guar­da-civ­il Sér­gio Man­han­hã foi con­de­na­do a 100 anos e 10 meses. O guar­da-civ­il, segun­do a acusação, teria atu­a­do para desviar viat­uras dos locais onde os crimes ocor­re­ri­am e foi denun­ci­a­do por 11 mortes.

Já Cristilder foi jul­ga­do à parte, em março de 2018. Ele foi acu­sa­do por oito mortes e tam­bém por ten­ta­ti­va de homicí­dio. O tri­bunal do júri con­de­nou o ex-poli­cial a 119 anos, 4 meses e 4 dias em reclusão em regime ini­cial­mente fecha­do.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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