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Líder do PL na Câmara dos Deputados nega desvios de verbas

Deputado diz que dinheiro encontrado em sua casa é de venda de imóvel

Felipe Pontes — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 19/12/2025 — 14:06

Brasíli­aVer­são em áudio

Brasília (DF), 26/06/2025 - O líder do PL na Câmara, Deputado Sóstenes Cavalcante, durante coletiva no Salão Verde. Falou sobre a votação do IOF.. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Repro­dução: © Lula Marques/Agência Brasil

O dep­uta­do Sóstenes Cav­al­cante (RJ), líder do PL na Câmara dos Dep­uta­dos, negou nes­ta sex­ta-feira (19) ter prat­i­ca­do qual­quer ilíc­i­to rela­ciona­do a desvios de ver­bas de gabi­nete e disse que os R$ 400 mil em din­heiro vivo encon­tra­dos em sua residên­cia são prove­nientes da ven­da de um imóv­el. 

“Não tem nada de con­tra­to ilíc­i­to. Não tem nada de lavagem de din­heiro”, afir­mou o par­la­men­tar em entre­vista cole­ti­va no Salão Verde da Câmara dos Dep­uta­dos, referindo-se às sus­peitas lev­an­tadas pela Polí­cia Fed­er­al (PF) em relação a con­tratos para o aluguel de car­ros para seu gabi­nete.

Em relação ao din­heiro encon­tra­do em um saco plás­ti­co den­tro de um armário na casa de Sóstenes, o dep­uta­do disse que sua origem líci­ta será com­pro­va­da por seus advo­ga­dos e que todo o cam­in­ho do din­heiro está reg­istra­do.

Ques­tion­a­do, Sóstenes disse não se lem­brar de quan­do o imóv­el foi ven­di­do ou há quan­to tem­po guar­da o din­heiro vivo em casa. “Com essa cor­re­ria de tra­bal­ho acabei não fazen­do o depósi­to”, expli­cou o par­la­men­tar.  “Ninguém pega din­heiro ilíc­i­to e bota den­tro de casa ”, acres­cen­tou o líder do PL.

Ele tam­bém se negou a rev­e­lar onde fica o imóv­el ven­di­do, ale­gan­do a pri­vaci­dade da transação. Sobre os car­ros alu­ga­dos, ele afir­mou que uti­liza os veícu­los, razão pela qual não se pode­ria falar em lavagem de din­heiro. “O car­ro sem­pre esteve aqui, é só olhar as câmeras para bus­car e ver se estou colo­can­do algum con­tra­to para ressarci­men­to ilíc­i­to”.

Per­gun­ta­do sobre a locado­ra con­trata­da pelo gabi­nete, que parece não fun­cionar no endereço declar­a­do nos con­tratos, Sóstenes respon­deu não saber os detal­h­es sobre as con­tratações. “A úni­ca ori­en­tação que dou à min­ha equipe é para o preço baixo, não quero sobrepreço”, disse.

O dep­uta­do disse que a inves­ti­gação con­tra ele é “mais uma para perseguir quem é da oposição, quem é con­ser­vador, quem é de dire­i­ta”. Segun­do o  par­la­men­tar, o obje­ti­vo é cri­ar uma “corti­na de fumaça” sobre casos lig­a­dos à esquer­da, sobre­tu­do com a aprox­i­mação das eleições de 2026.

Entenda

Sóstenes Cav­al­cante foi alvo nes­ta sex­ta-feira da Oper­ação Gal­ho Fra­co, que apu­ra desvios no aluguel de car­ros com a cota par­la­men­tar, ver­ba des­ti­na­da a pagar as despe­sas cor­rentes de gabi­nete.

Ao menos sete man­da­dos de bus­ca e apreen­são pes­soal, veic­u­lar e em imóveis foram cumpri­dos nas primeiras horas des­ta sex­ta-feira por agentes da Polí­cia Fed­er­al, autor­izadas pelo min­istro do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al Flávio Dino.

Rela­tor do caso, Dino retirou o sig­i­lo da decisão em que autor­i­zou as diligên­cias. O doc­u­men­to repro­duz tre­chos do relatório par­cial da PF sobre as inves­ti­gações. A cor­po­ração apon­tou R$ 28,6 mil­hões em movi­men­tações sus­peitas nas con­tas de pes­soas lig­adas a Sóstenes Cav­al­cante, incluin­do asses­sores atu­ais e anti­gos e famil­iares.

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