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Mercado exportador de cachaça bate recorde em 2022

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr/Agência Brasil

Atualmente, a cachaça é exportada para 72 países


Pub­li­ca­do em 11/12/2022 — 10:23 Por Marce­lo Brandão – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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Após que­da nas expor­tações durante a pan­demia, o setor pro­du­tor de cachaça já vin­ha mostran­do recu­per­ação em 2021, mas ago­ra tem motivos maiores para comem­o­rar. O setor reg­is­tra, este ano, um recorde no val­or expor­ta­do. Foram US$ 18,47 mil­hões expor­ta­dos, o maior val­or dos últi­mos 12 anos e 54,74% maior que as expor­tações de 2021. O lev­an­ta­men­to do Comex Stat, o sis­tema de dados de comér­cio exte­ri­or do gov­er­no fed­er­al, e com­pi­la­dos pelo Insti­tu­to Brasileiro da Cachaça (Ibrac), traz dados de janeiro a novem­bro.

Os números se desta­cam prin­ci­pal­mente por serem de um perío­do ime­di­ata­mente após os piores anos da pan­demia da covid-19 e, mes­mo assim, traz­erem cifras supe­ri­ores ao perío­do ante­ri­or à crise san­itária mundi­al. Em 2019, por exem­p­lo, foi reg­istra­do um val­or de expor­tação de US$ 14,60 mil­hões. Os números de 2022 super­am os de 2019 em aprox­i­mada­mente US$ 4 mil­hões. Hou­ve ain­da um cresci­men­to no vol­ume expor­ta­do. Foram 8,6 mil­hões de litros expor­ta­dos, um aumen­to de 30,38%.

Para Car­los Lima, dire­tor exec­u­ti­vo do Ibrac, as boas notí­cias são resul­ta­dos da soma de alguns fatores, prin­ci­pal­mente o retorno das ativi­dades econômi­cas após a retração provo­ca­da pela covid-19. “Acho que isso se deve a um momen­to de retoma­da pós-pan­demia. Ape­sar de ter­mos tido um cresci­men­to no ano pas­sa­do, a vol­ta efe­ti­va dos bares e restau­rantes trouxe um otimis­mo no mer­ca­do”, disse à Agên­cia Brasil. Lima tam­bém atribuiu a retoma­da dos even­tos como um fator de influên­cia ness­es números.

Atual­mente, a cachaça é expor­ta­da para 72 país­es. Em ter­mos de val­or expor­ta­do, os prin­ci­pais são os Esta­dos Unidos, Ale­man­ha, Por­tu­gal, Itália, França e Paraguai. Este ano trouxe, inclu­sive, um aumen­to sig­ni­fica­ti­vo na par­tic­i­pação de alguns dess­es país­es, que até então não estavam entre os prin­ci­pais mer­ca­dos. Por­tu­gal mais que dobrou nos val­ores de cachaça impor­ta­da do Brasil e a Itália teve um aumen­to de 180% nas cifras.

Lima entende que as ações de pro­moção da cachaça como um pro­du­to para expor­tação tam­bém con­tribuíram. O Ibrac real­iza com a Agên­cia de Pro­moção de Expor­tações e Inves­ti­men­tos (Apex-Brasil) um pro­je­to de pro­moção de expor­tação da cachaça. Con­siste em ações de pro­moção da cachaça e com pro­teção da denom­i­nação da cachaça como uma mar­ca.

Micro e peque­nas empre­sas, inclu­sive, têm sido inseri­das no mer­ca­do inter­na­cional no con­tex­to desse pro­gra­ma. A intenção do Ibrac é aumen­tar a base expor­ta­do­ra e man­ter os bons números nos próx­i­mos anos. “O Ibrac vem ao lon­go dos últi­mos anos investin­do em ações de imagem da cachaça e pro­moção de opor­tu­nidade da cachaça. Empre­sas já investem há alguns anos no mer­ca­do inter­na­cional, e ago­ra o país está des­fru­tan­do dis­so”, disse Car­los Lima.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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